30 de outubro de 2008

Milano 2

Na capital do design vejo uma fantástica exposição sobre Salvatore Ferragamo na
La Triennale di Milano que retrata os momentos mais importantes da carreira deste criador desaparecido em 1960, mas cuja obra ainda hoje marca pela qualidade, pela distinção, pela sofisticação. E que desde sempre tem estado ligada ao cinema.
O museu dedicado ao design é fantastico, a colecção residente é óptima e esta apresentada de uma forma bastante inovadora, muito atraente e muito interactiva.
I
mprescindivel para quem gosta de design e de moda.
Almoço inesquecível com
Nathashja Richiedei uma suiça, de origem chinesa, com nome russo que trabalha com Milão, Riccione e Lisboa.

Milano 1

Uns dias em Milão.
Jantar com um velho amigo Guido Tognolli, que me põe a par das novidades de Milão e de Itália. Da crise que também se sente. Das lojas com pouca gente. Do ensino, que tem regras novas, mais apertadas, que visam aumentar o grau de exigência e de dificuldade e que estão a ser contestadas nas ruas por estudantes e forças estudantis... Do preço do m2 no centro de Milão que, por estes dias, apesar de tudo, está a 4.000 euros para habitaçao e 10.000 euros para comercio.
Falamos de Constança e Antonio, dos verões que passamos juntos. Comemos
papardelli e depois uma cotoleta a milaneza, bebemos um óptimo vinho da Toscana e terminamos com um mil folhas excelente.
Hoje, no Teatro alla Scala, vejo as Bodas de Figaro, a memorável ópera de Mozart.

28 de outubro de 2008

Silêncio

Os cidadãos vão fazendo alguma coisa. O Tribunal de Contas diz estar atento.
Os jornais vão falando. Nas cenas dos próximos capítulos José Miguel Judice vai hoje à SIC Notícias, ao Dia D.
E a CML?
E o plano da frente ribeirinha?
Silêncio.
Até quando?

Ainda

Sobre as eleições americanas vale a pena ler este artigo do Pedro Magalhães.

27 de outubro de 2008

Good Night

Vejo um episódio de uma série de que gosto muito, NIP/TUCK, que conta o dia a dia de dois cirurgiões plásticos, as suas aventuras, os seus desencontros, os seus casos. Gosto do ritmo, da estética, dos temas polémicos. No episódio de hoje, pertencente à 4ª temporada, não consigo tirar os olhos do écran. É que uma das minhas musas de todos os tempos, Jackeline Bisset, faz um pequeno papel. 
Os anos passaram, o seu papel aqui não é nada de especial, mas para mim ela continua a ser única. É fantástica e inesquecível em Bullitt, no Abismo, em Célebres e Ricas... E sempre que aparece, é a mesma coisa, fico fascinado.
Acontece.
E vou-me deitar a pensar na minha musa.


Discover The Beatles!

Era interessante

Numa altura em que uma uma sondagem da Reuters/c-SPAN/Zogby (com uma margem de erro de 2,9%), dá a victória a Obama com 49% contra 44% de McCain, são noticiados diversos apoios a Obama dos principais jornais norte-americanos e internacionais, como o Financial Times.
Apesar de estarmos muito perto da data das eleições, aprecio esta manifestação pública de apoio.
Não quer dizer que fosse precisa, que seja uma grande novidade. O mundo inteiro aguarda a vitória de Obama e é notório que a imprensa, pelo menos, europeia, ridiculariza Bush, olha com indiferença para MacCain e valoriza Obama. Basta lembrar-nos no enormíssimo destaque que foi dado à ida, em Julho, de Obama a Berlim, onde discursou para 200.000 pessoas.
Foi memorável e ficará na memória a frase "Há novos muros a dividir os povos". Mas que teve um destaque impar teve.
Sou, desde há quase um ano, um entusiasta de Obama, parecendo-me francamente representar o futuro, enquanto MacCain o passado, e estou convencido que a América mudará e aprenderá a ultrapassar alguns dogmas ao ter um Presidente, licenciado em Direito, negro, com menos de 50 anos. E o mundo mudará com isso inevitavelmente.
Iremos viver tempos dificeis em que se olhará para a economia e para o livre funcionamento do mercado de forma diferente, mais cautelosa e estou convicto que as questões sociais, nomeadamente o apoio aos mais desprotegidos, será pensado de forma mais consistente e com melhores propostas do que actualmente. Por isso valorizo o destaque dado por Obama aos valores, à estabilidade de pensamento, ao cuidado nas decisões a tomar em termos militares, às necessidades evidentes de muitos americanos
A politica externa norte-americana terá de mudar. E Obama será diferente. Joe Biden será aqui essencial colmatando alguma falta de experiência internacional de Obama. Mas, estou certo, serão melhores que MacCain, ou que Bush.
Espero não me decepcionar, espero que Obama cumpra e confirme a expectativa enorme que recai sobre ele.
Em relação aos jornais, gostava que em Portugal, no próximo ano repleto de eleições, mesmo que fosse a uns dias das votações, os principais jornais e meios de comunicação portugueses revelassem expressamente o seu apoio. 
Não é da nossa tradição. Mas seria muito interessante. Apesar de antever que seguramente não haveria grandes surpresas. Tal como agora com Obama. Mas que era interessante era.
Entretanto, vamos ficando com algumas perspectivas divertidas das eleições americanas como esta.

Sem grandes surpresas

Voltando a um tema que falámos aqui, verificou-se que em S. Paulo Marta Suplicy (PT) perdeu para Gilberto Kassab (DEM), o que provavelmente constituirá um golpe fatal nas suas aspirações a suceder a Lula da Sila (também do PT).
Quem ganha com isto é o Governador de S. Paulo, José Serra (PSDB), posicionando-o fortemente para suceder a Lula da Silva, no Palácio do Planalto.
A aliança entre Serra e Kassab, a manter-se, poderá sair vitoriosa daqui a dois anos, com o Governador estadual a candidatar-se a Presidente da República e o Perfeito de São Paulo concorrer à governação do Estado de São Paulo.
Os resultados das capitais estaduais podem ser vistos aqui.
Os outros possíveis adversários de Serra em 2010, para além de Suplicy, também sairam enfraquecidos: a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e o governador Aécio Neves (MG).
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, preferida de Lula de Silva, apesar de não ter apoiado claramente nenhum candidato, não brilhou nas cidades que visitou para ajudar os candidatos do seu partido ou aliados.
E Ciro Gomes (PSB-CE) não conseguiu eleger a sua ex-mulher, a senadora Patrícia Saboya (PDT) na disputa por Fortaleza.
Apesar dos dividendos conquistados ontem, Serra ainda precisa viabilizar financeiramente a sua candidatura e garantir que o seu partido se mantém unido em torno do seu nome, de forma a conseguir defrontar muito provavelmente Rousseff.

26 de outubro de 2008

M

"Mundo Moderno", excelente Chico Anysio num dos melhores programas de televisão do mundo.

Não dá para acreditar

Lê-se isto e não dá para acreditar.
As 15 cartas e 6 bilhetes privados enviados por Marcelo Caetano, entre 1976 e 1979, do seu exílio no Brasil, para dois destinatários desconhecidos, apenas referidos como António e sua mãe, Maria Emília, foram adquiridas por um particular por 2500 euros, não tendo o Estado Português, apesar de ter estado presente com dois representantes, exercido o direito de preferência sobre estes documentos devido à "desproporção entre a importância dos documentos e o valor atingido".
O comprador das cartas e bilhetes, por sua vez, assumiu ser um admirador de Marcello Caetano, dizendo querer ter um documento de uma figura que admira e que representa a história sua geração, lamentando que o Estado não tivesse acompanhado o valor e optado por comprar as cartas, uma vez que se trata da "figura de um homem que foi primeiro-ministro".
Nas missivas, o último líder do Estado Novo fala sobre a política nacional e expressa a sua mágoa com o destino do País após o 25 de Abril, sendo particularmente visado Diogo Freitas do Amaral, a quem Marcelo Caetano se refere
como seu "antigo discípulo", mas com quem se diz desiludido. 
Sinceramente não entendo. Está tudo doido? 2500 euros...
Não foi distracção, foi intencional. 

Rufus Wainwright

25 de outubro de 2008

A noite acaba bem

Jantar com a Paula, o Francisco e o Álvaro de Castro, matamos saudades, falamos de política, viagens, blogs e comentários e bebemos Quinta das Marias, Cuvée TT 2005.
É um tinto do Dão de 14,5º, com 63% de Tinta Roriz e 37% de Touriga Nacional. 
De cor vermelha profunda e aroma muito elegante e atraente, demonstra notas florais da violeta da Touriga Nacional muito bem casadas com a Tinta Roriz.
Tem ainda notas fumadas da madeira, complementadas por alguma especiaria. 
Primeiro é delicado, mas depois mostra-se um vinho bastante poderoso, com uma muito boa estrutura, com taninos de enorme qualidade e uma acidez que aconselha a esperar e abrir uma garrafa daqui a uns anos. 
Bebemos a garrafa 2.500 de uma produção de 4.300. 
Preço no produtor: cerca de 13€ 
No final, ficamos a saber que o FCP perdeu com o Leixões. 
A noite acaba bem.

Já te vais embora?...

Na Tapada das Necessidades, um jardim lindo, a precisar de obras de recuperação e de mais divulgação, que esta semana passou, e bem, para a gestão da CML, leio no Sol, a propósito dos 10 anos sobre o desaparecimento de José Cardoso Pires, o testemunho de Ana Cardoso Pires, sobre o pai.
Fico a conhecer melhor o homem e o pai. 
Leio com entusiasmo que a argumentação e a conversa aberta eram incentivadas em casa e que a dialéctica era uma banalidade na família. Que desde sempre tinham espaço para expor as suas ideias e confrontar o pai com as suas contradições, que as tinha em quantidade, mas que as assumia como parte da sua personalidade.
E retenho com emoção uma frase especial que José Cardoso Pires dizia à filha no fim da vida:
"Já te vais embora? É que estava aqui a pensar......... Falta o beijo".

Caril de gambas

Almoço no restaurante do meu amigo Sebastião Fernandes.
Desde miúdo que acompanho o Sebastião por onde quer que ele vá. Do Velha Goa, ao Cantinho da Paz (I e II), à Casa de Goa e agora, ao Nova Goa, por detrás da av. de Roma. Nos bons e nos maus momentos, sempre temos conseguido estar presente na vida um do outro. Com respeito e admiração.
Adoro a sua comida: os bojés, o baji puri, o caril de gambas, o caril de frango, o vindalho, o xacuti, a bebinca.
Hoje comi, na Casa de Goa, caril de gambas. O melhor caril de gambas do mundo. Divinal. Sempre igual. Macio, picante, adocicado, com mil sabores e um cheiro quente e envolvente.
Gosto de acompanhar com cerveja.

Blue in Green - Miles Davis

O melhor disco de jazz de sempre. Quase a fazer 50 anos.

Um país de consultores

Não há dúvida, Portugal é um país de consultores.
Adoramos dar opinião sobre o trabalho dos outros, temos sempre uma sugestão, somos óptimos a criticar, a comentar, a analisar, a apontar erros e a sugerir novas opções, alegadamente melhores que as existentes.
Mas mais do que dar opinião, adoramos consultar, adoramos ouvir sempre mais uma opinião, recolher mais uma parecer, ouvir um assessor, pedir apoio a um consultor, encomendar mais um estudo.
Tudo o que possa adiar uma decisão.
Porque depois já se sabe, lá vêm as opiniões, as criticas, a acusação da precipitação, do "havia uma solução melhor". E, até, a suspeição de um interesse oculto que motivaria ter-se optado, ter-se decidido.
Esta atitude insegura e incapaz é típica da nossa administração pública, sendo mais visível na administração autárquica, onde a necessidade de decisão é, por natureza, mais imediata, mas alastra também na actividade empresarial privada.
Quantas vezes não são encomendados estudos que acabam por dizer e aconselhar exactamente o mesmo que internamente os quadros mais atentos e mais capazes o dizem há anos?
Vem isto a propósito da revelação, esta semana, que uma auditoria do Tribunal de Contas (TC) às despesas de consultadoria apurou que o Estado dispõe de 96 serviços, distribuídos por todos os ministérios, que tendo capacidade para exercer as funções de consultadoria, recorreram, eles próprios, a empresas privadas, com encomendas que ascenderam a 7,4 milhões de euros.
Segundo o relatório ontem divulgado, o Estado gastou, entre 2004 e 2006,
134 milhões de euros em "estudos, pareceres, projectos e consultadoria", que representaram 0,11% da despesa total do Estado nesse triénio, o equivalente a 0,03% do PIB. Entre as entidades contratadas destacam-se as sociedades de advogados e as empresas de gestão e informática.
Mas vem a propósito, também, da critica feita pelo vereador da CML, Manuel Salgado, à política de reabilitação urbana seguida pela autarquia nos últimos anos, nomeadamente durante as presidências de Santana Lopes e de Carmona Rodrigues, que teria sido "bastante ruinosa para a Câmara de Lisboa", referindo-se ao fracasso das obras coercivas e das mega-empreitadas que foram lançadas e a ineficácia das sociedades de reabilitação urbana.
O vereador do Urbanismo lembrou que estava previsto um investimento de
64 milhões de euros em obras coercivas e nas chamadas mega-empreitadas nos bairros históricos, do qual se realizou (apenas) 60 por cento.
Resultado: as empreitadas acabaram por ser suspensas, fosse por estarem "mal lançadas", por haver "reclamações dos empreiteiros" ou devido a "dificuldades" financeiras da autarquia. E hoje estão... paradas.
Extraordinário.
Lisboa inverteu, há 4 anos, a tendência que existia, passando o número de processos de reabilitação urbana, entrados na CML, a ser superior ao número de processos de obras novas.
E a realização de grandes empreitadas ficou nos 60% do previsto, o que é uma percentagem muito baixa, comparada com... não existir empreitadas.
Mas não era suficiente. Podia ser melhor. vai ser melhor.
Típico.
Criticar, apontar defeitos, insucessos e parar para estudar.
Depois dos estudos é que vai ser...
Das pequenas decisões do dia a dia, até às grandes decisões nacionais, (há quantos anos falamos no TGV e no novo aeroporto?...) todos os dias ouvimos em Portugal a mesma atitude, a mesma arrogância, a mesma indecisão.
É quase sempre assim. De vez em quando, lá ouvimos uma posição mais firme, uma decisão sem recuo, um avanço. É o que vale.
Mas é pouco. Se decidíssemos (umas vezes bem, outras vezes menos bem) mais vezes, seguramente teríamos um país mais evoluído, mais dinâmico, de maior projecção, com melhores resultados.
Pior que uma decisão menos boa é não decidir.
Como dizia Goethe: "Quem pensa muito, nem sempre escolhe o melhor".

24 de outubro de 2008

E por vezes

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes 

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.


David Mourão-Ferreira

Centro Social da Musgueira

Há cerca de 6 anos conheci o Centro Social da Musgueira.
É uma IPSS, que desenvolve a sua actividade no que hoje se conhece como Alta de Lisboa. E fiquei impressionado com o que vi e com o que fui descobrindo de então para cá.
O CSM foi criado em 1963, por iniciativa de um grupo de voluntários impulsionados pelo Padre José Rocha e Melo, que decidiu apoiar a população da então Musgueira, na altura uma grande área periférica da cidade de Lisboa, ocupada por um elevado número de famílias carenciadas, provenientes de diversos locais e que ao se verem desalojadas foram ocupando a zona. As precárias condições de habitabilidade, as carências sociais dos novos residentes e a dificuldade da CML em assegurar a essas famílias condições minimamente aceitáveis, determinou a intervenção do Padre Rocha e Melo e de um grupo de jovens voluntários no sentido de ajudar os mais necessitados nas formas mais variadas. A sua acção nos campos da habitação, saúde, educação, nas actividades sócio-culturais, económicas e religiosas, moldaram profundamente o bairro. Os serviços prestados pelo CSM foram progressivamente adaptados às necessidades dos moradores, acompanhando a sua evolução. Assim surgiram o A.T.L., as colónias de férias, o convívio para a 3ª idade, a associação de cultura e recreio, as actividades de “Porta Aberta”, os campos de férias familiares, o atendimento social e a catequese, o jardim de infância, o centro de dia para os idosos e o serviço de apoio domiciliário aos acamados ou dependentes, os cursos de formação profissional subsidiados pelo Fundo Social Europeu. 
Actualmente, o CSM funciona graças à ajuda de alguns mecenas e ao esforço de muitos voluntários, que continuam a trabalhar com respeito, com humanidade, com alma.
A realidade urbanística actual é muito diferente da Musgueira, sinónimo de degradação e marginalidade, havendo um bairro moderno, uma cidade nova, com condições dignas de habitabilidade, obedecendo a um plano urbanístico, com parques urbanos, bons equipamentos e modernas tecnologias.
O CSM é, desde há 20 anos, presidido pelo Padre Afonso Herédia que conta com a fantástica ajuda de uma mulher extraordinária, a Ana Barata, advogada desta única causa, rendida a este projecto fascinante.
Hoje em dia, existem 100 crianças no Jardim de Infância, 20 no ATL, 60 idosos no Centro de Dia e 50 idosos dependentes do Serviço de Apoio Domiciliário. No trabalho com os jovens, dinamiza uma Mediateca que pode ser conhecida aqui, com múltiplas actividades dirigidas a cerca de 200 jovens e proporciona salas de estudo a 50 jovens que encontram um apoio escolar do 5º ao 12º ano. O CSM mantém ainda um serviço de atendimento social à comunidade e promove campos de férias, acções de formação e inúmeros projectos.
Existe um aspecto que considero nuclear e que é de destacar: todas as suas actividades são comparticipadas pelos utentes, à medida das suas possibilidades, correspondendo a uma exemplar filosofia e pedagogia. 
Desde 1995, o CSM aguarda novas instalações. Há 3 anos, tudo parecia, finalmente, resolvido, com um projecto aprovado e condições de desenvolvimento acordadas. O ano passado iniciaram-se as obras de construção do novo ATL, Jardim de Infância e pavilhão desportivo. Mas depois foram mandadas parar pela CML, que agora diz querer repensar o local e as condições. 
Pensava-se que o futuro iria ser moderno, desafiante, diferente, adaptado a uma nova realidade humana, de integração e desenvolvimento, mas afinal ainda é um futuro incógnito, sem certezas, sem reconhecimento.
Exemplos como o do CSM demonstram que as melhores intenções, os projectos mais nobres, as vocações mais perfeitas, as abordagens mais correctas, nem sempre têm o devido reconhecimento, nem sempre têm o devido apoio das autoridades públicas.
Não é essa a essência da administração pública. A vocação suprema do Estado deve ser apoiar quem, com reconhecida qualidade, mérito e dignidade, desenvolve actividades que na sua essência caberia em primeiro lugar ao Estado assegurar. 
Neste caso, é um dever ético, político, social e humano encontrar-se com empenho e vontade uma solução rápida e eficaz.
E compete à CML acabar com hesitações, medos e estratégias indefinidas que prejudicam a cidade e quem verdadeiramente precisa deste tipo de instituições: os mais jovens e os mais idosos.
Decisões impõem-se já.

Art In Odd Places


Até final do mês, decorre em Nova York a quarta edição de Art in Odd Places que este ano apresenta Pedestrian na 14th Street, a conhecida rua que divide Manhattan e que vai do East River ao rio Hudson.
Trata-se de uma grande galeria ao ar livre, na qual diversos
artistas incentivam quem passa a redescobrir esta rua de comércio variado. Os projetos exploraram ligações entre o espaço público e os transeuntes, convidando-os a descobrir a arte em lugares inesperados ao longo desta rua surpreendente.

23 de outubro de 2008

Tom Waits

Ui...Ui...

Leio aqui que Portugal desceu, de 2007 para 2008, de 8.º para 16.º no ranking da liberdade de imprensa dos Repórteres Sem Fronteiras.
E retenho o que diz Joaquim Vieira, presidente do Observatório da imprensa, para quem essa descida pode significar que os jornalistas portugueses estão preocupados com algumas questões relacionadas com as competências  da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e com o novo Estatuto do Jornalista, citando o que se passou com a RTP, em que um parecer da ERC fez com que o programa "As Escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa" tivesse ficado com menos tempo.
Mas JV diz mais: "No caso do novo Estatuto do Jornalista existe um Regulamento Disciplinar que também pode condicionar o trabalho dos jornalistas e que é uma ameaça à liberdade de imprensa. Prevêem-se sanções na quebra das regras do Código Deontológico e mais grave, os juízes podem obrigar um jornalista a revelar as suas fontes em casos de crimes graves. Recorde-se que o Presidente da República vetou o novo Estatuto do Jornalista. Acho que isso quer dizer alguma coisa...".
"Eu acho que, de facto, as condições pioraram de um ano para o outro, precisamente pelas razões que indiquei. Penso que a percepção dos jornalistas portugueses é que a liberdade de imprensa ficou mais condicionada. E isso terá tido um reflexo nas respostas que deram aos Repórteres Sem Fronteiras", concluiu o presidente do Observatório da Imprensa.
Para meditar. Seriamente.

Arte nas Ruas

Jenny Holzer, nascida em 1950 em Ohio, nos E.U.A., é possivelmente uma das artistas que de forma mais marcante interveio no espaço público urbano nas últimas décadas, sobretudo porque assumiu uma forma de confronto e controvérsia. Partindo da premissa que o espaço urbano moderno é, por natureza, explorado quase unicamente com fins publicitários/comerciais, Holzer pretendeu que as pessoas se deparassem também com mensagens de forte carga social e mesmo política, procurando o choque, a comoção e a reflexão.
No início, Holzer apresentava a sua arte através de cartazes colados em locais públicos, frases impressas em t-shirts e anúncios colocados anonimamente nas ruas de Nova Iorque. Mais tarde, começou a utilizar quadros electrónicos de informação em locais de grande visibilidade como o Times Square (1982).
Mais recentemente alargou a sua intervenção à internet, sendo Please Change Beliefs o seu primeiro projecto na world wide web, que mantém o mesmo espírito intervencionista na esfera pública – tomando a Internet como um lugar (espaço público).
Uma exposição sua pode ser vista a partir de sábado no Museum of Contemporary Art in Chicago. Ou em Lisboa, na Fundação Bernardo, no CCB.

Mais uma

Mais uma:
José Sá Fernandes, responsável pelos espaços verdes da autarquia, admitiu ontem não ter "simpatia nenhuma" pela demonstração de Fórmula 1 que terá lugar no próximo fim-de-semana na Avenida da Liberdade, em Lisboa, uma iniciativa promovida pela Renault e pelo seu colega Marcos Perestrello, o vereador socialista que superintende aos espaços públicos da cidade.
Sá Fernandes, aqui há uns meses, no entanto, fechou a Praça das Flores para se fazer um anúncio da Skoda durante duas semanas, por considerar uma interessante parceria publico-privada.
Duas visões, duas politicas, dois caminhos.
Nuns casos sim, noutros não.
Pessoalmente, não sou favorável a este tipo de iniciativas a não ser em casos muito exceptionais, de enome qualidade, com fortes contrapartidas, não apenas financeiras e, sobretudo, que valorizem significativamente a imagem da cidade.
O espectáculo Renault Roadshow, que irá condicionar o trânsito na Avenida da Liberdade, vai pagar, de acordo com a CML, um total de cerca de 22 mil euros (!), 16 mil euros em taxas de publicidade, 533 euros de taxas de ruído e cerca de seis mil euros pelo trabalho de funcionários municipais de apoio ao evento.
O outro evento era um disparate, constituindo uma apropriação ilegítima e forçada do espaço púbico. Neste caso, o retorno de imagem para a cidade e as anunciadas contrapartidas parecem-me curtas. Muito curtas.

22 de outubro de 2008

Escrito de memória

Formado em direito e solidão,
às escuras te busco enquanto a chuva brilha.
É verdade que olhas, é verdade que dizes.
Que todos temos medo e água pura.

A que deuses te devo, se te devo,
que espanto é este, se há razão pra ele?
Como te busco, então, se estás aqui,
ou, se não estás, porque te quero tida?
Quais olhos e qual noite?
Aquela

em que estiveste por me dizeres o teu nome.


Pedro Tamen

Burn after reading

Vejo o último filme dos irmãos Cohen, com Brad Pitt, George Clooney, John Malkovich, Frances McDormand e Tilda Swinton. 
Chama-se “Burn After Reading”, "Destruir depois de Ler", uma comédia negra, muito satíri
ca, com interpretações fantásticas. Brad Pitt é soberbo. O argumento é óptimo, constituindo uma mistura de vários géneros cinematográficos e que realça as excentricidades e os clichés do mundo dos espiões. 
A história centra-se no desaparecimento de um CD que contém supostamente alguns dos mais importantes segredos da CIA e do governo americano, e que acaba por ir parar às mãos de dois funcionários de um ginásio (Brad Pitt e Frances McDormand) que pretendem vender essa informação aos russos e com isso lucrar milhões de dólares que poderão gastar em operações plásticas. Mas para que o plano tenha sucesso terão que fintar as investidas de George Clooney e do ex-agente Cox (John Malkovich), responsável pela existência do Cd que, ao ser despedido, resolve escrever as suas memórias.
O poster de promoção do filme é fantástico e é inpirado no trabalho de Saul Bass, responsável por inúmeros posteres que marcaram sucessos de Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick e Martin Scorsese.

Cada um por si?

Esta semana foi anunciado o novo "plano verde" para Lisboa, que prevê dez novos parques em Lisboa, até 2011: Quinta da Granja de Baixo (Benfica), Parque Periférico (Monsanto-Paço do Lumiar), Ameixoeira, Vale Fundão e Quinta das Flores (Marvila), Parque Hortícola de Chelas, Vale de Santo António (Penha de França), Museu da Água (Santa Apolónia), Jardim Mahatma Ghandi (Lumiar) e Casal Vistoso (Areeiro). Ao todo serão mais 103 hectares verdes.
O investimento vai ser faseado - dois milhões de euros até 2009, mais 2,1 no ano seguinte e 2,5 em 2011, num total previsto de quase 7 milhões de euros
Previstas estão também ciclovias e a criação de hortas, sendo o primeiro parque hortícola, com 14 hectares, em Chelas.
São projectos provenientes do mediático Vereador Sá Fernandes, eleito pelo BE, que como é sabido, tem um acordo com o PS, em Lisboa.
Este plano contém evidentes aspectos positivos como a criação de mais ciclovias, pois apesar das características da cidade das 7 colinas, Lisboa merece não só vias reservadas a transportes alternativos, como também a disponibilização de  bicicletas, em diferentes locais.
Mas levanta algumas perplexidades.
A primeira, é o facto de ser um projecto que se prolonga por vários anos, mesmo para além do presente mandato autárquico, assumindo-se assim um compromisso que terá (ou não...) de ser respeitado pelo novo executivo.
A segunda, e mais evidente, é o enorme investimento financeiro que este plano implica numa altura de enorme contenção.
Tanto mais, que existem múltiplos exemplos de zonas verdes que precisam actualmente de manutenção, para não falar de equipamentos desportivos abandonados, como as piscinas do areeiro, campo grande, ou olivais, além de escolas que precisam de intervenção urgente. E muitos outros casos.
Trata-se, pois, de uma questão de prioridades.
O que vem primeiro? O que é mais importante?
Eu optaria por manter melhor os parques que já existem e que estão a nascer (como o Parque Oeste na Alta de Lisboa, que no próximo ano terá 26 hectares e que actualmente precisa urgentemente de manuenção), cuidaria melhor da limpeza das ruas e do espaço público, recuperaria os equipamentos desportivos, culturais e de educação.
Só depois avançaria para um plano tão ambicioso como este, agora apresentado, e que irá exigir enorme esforço financeiro para a criação e depois para a manutenção.
Mas, ainda levanta outra perplexidade que se prende com a prevista transformação dos terrenos do aeroporto num novo pulmão verde, tal como constará do novo PDM em elaboração.
Não serão zonas verdes a mais?
A sensação com que se fica é que existem dois executivos municipais: o de António Costa e o de Sá Fernandes. 
Dois homens, cada um por si.
Um com uma política de contenção financeira, o outro anunciando novos parques com elevados custos. Um prevendo um pulmão verde num local, o outro anunciando parques urbanos noutros locais. Um defendendo a instalação de câmaras de videovigilância nas ruas da cidade, para aumentar a segurança e melhorar a qualidade de vida dos habitantes do Bairro Alto, o outro manifestando-se publicamente contra, como fez Sá Fernandes, hoje.
Afinal, quem tem razão? Há dinheiro para estes novos parques, ou não?
O que pensa o Vereador Cardoso da Silva, que tem os pelouros das finanças e do património, sobre estes gastos e sobre o compromisso de existência de verbas para depois assegurar a manutenção?
Mas o mais curioso vai ser, daqui a uns meses, ver como se vai posicionar Sá Fernandes para as próximas eleições? 
Manter este percurso autónomo ou juntar-se ao do PS e a António Costa? 
Sim, porque aparentemente, nesta altura, há uma evidente falta de sintonia nas políticas a seguir. Uma clara divergência de políticas.
Que, não sei porquê, creio se irá milagrosamente dissipar daqui a uns meses.
E aí ficaremos a perceber se este plano verde é mesmo para cumprir, ou para ficar no papel.

21 de outubro de 2008

Sol

O Director do Instituto de Potsdam para a Pesquisa do Impacto Climático (PIK), Hans Joachim Schellnhuber, uma das maiores autoridades mundiais em alterações climáticas, consultor do Presidente da Comissão Europeia, esteve a semana passada, em Portugal, na Fundação Gulbenkian, para proferir uma conferência sobre as ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS. RISCOS E RESPOSTAS.
Schellnhuber, 58 anos, é um daqueles cientistas a quem os políticos gostam de recorrer em busca de orientação. Com um pé na ciência e outro na política, apresenta uma visão realista e curiosa do aquecimento global.
Para ele, esta bolha do investimento imobiliário dos bancos demonstrou muito claramente que o pensamento de curto prazo acaba por levar à catástrofe. E o caminho só pode ser todos pensarmos na sustentabilidade das nossas actividades.
Há muito dinheiro à procura de investimentos sustentáveis, pelo que este cientista está convencido que transformar o nosso sistema energético será o maior negócio deste planeta nas próximas décadas.
Não será uma questão de dinheiro, e sim, uma questão de prioridades, havendo o risco de todos os projectos relacionados com o clima, a energia, a saúde, a segurança social, serem adiados.
A sua solução "dourada" passa pela energia termo-solar, pois não há fonte de energia que se compare ao Sol.
Duas semanas de sol nos desertos quentes do mundo contêm a mesma quantidade de energia de todo o material nuclear do mundo.
E o primeiro passo seria começar com o estabelecimento de uma mega parceria publico-privada, entre a Europa e o Norte de África, para criação de uma rede eléctrica inteligente através de centrais termo-solares - algumas em Portugal e Espanha e outras no Norte de Africa.
Depois a electricidade seria transportada em redes de alta tensão para o Norte e Centro da Europa.
O custo estimado seriam 40 mil milhões de euros, para 20 centrais solares, com uma potência total de 20 gigawatts, o equivalente a 20 centrais nucleares, mas sem resíduos radioactivos, nem proliferação nuclear, desta forma a energia seria gratuita e não haveria o problema do pico do urânio no futuro.
Portugal é um país de sol, que está a dar os primeiros passos no aproveitamento da energia solar, havendo um longo caminho a percorrer.
Mas existem, já, alguns bons exemplos ao nível da instalação de sistemas de produção de electricidade através de energia solar, como é o caso de um condominio em Lisboa que está a proceder à instalação de painéis fotovoltaicos, com o objectivo de promover a microprodução de energia eléctrica utilizando fontes renováveis de energia, reduzindo assim os consumos, criando receitas e reduzindo o efeito de estufa pois a produção de cerca de 80 MWh/ano, evitará a emissão de 38 toneladas de CO2 eq..
O projecto, que está a ser desenvolvido de acordo com os critérios do sistema LiderA, é na Alta de Lisboa.
É um bom exemplo, é um primeiro passo, é um pequeno gesto, que deve ser salientado, até porque partiu dos próprios moradores do condomínio, que conscientes das necessidades, lançaram mão desta importante iniciativa.

20 de outubro de 2008

Noite fora


Revejo noite fora "Shoot 'Em Up", no qual Clive Owen é um solitário
misterioso que faz dupla com Monica Belluci, uma aliada improvável, para
proteger um bebé recém-nascido de um criminoso determinado, Paul Giamatti, que os persegue. O filme é estranho, violento, controverso, mas tem óptimas interpretações e conta com a musa.
Mónica Belluci nasceu em Città di Castello, Umbria, Perugia, Itália, em 30 de Setembro de 1964.

Uma boa ideia

Um excelente projecto foi hoje anunciado pela CML: é o Projecto 5 Escolas / 5 Designers que tem por objectivo fazer da escola o melhor lugar do bairro.
Pretende transformar, de forma criativa e inovadora, diversos espaços em cinco escolas de Lisboa, até Janeiro de 2009.
É feito em parceria com o novíssimo MUDE - Museu do Design e da Moda envolve os alunos, professores e conselhos executivos das escolas e conta com o patrocínio da Unilever Jerónimo Martins, Mota-Engil, SGPS, Sociedade de Construções José Coutinho SA, Engiarte, Engenharia e Construções SA.
Conforme foi dito pela Vereadora Rosalia Vargas "apesar da urgência em assistir aos problemas graves de reconstrução do parque escolar, não devemos deixar de ser exigentes ao nível da qualidade das nossas escolas
".
Vale a pena conhecer tudo 
aqui.

No teu poema

No teu poema
existe um verso em branco e sem medida,
um corpo que respira, um céu aberto,
janela debruçada para a vida.

No teu poema
existe a dor calada lá no fundo,
o passo da coragem em casa escura,
e aberta, uma varanda para o mundo.

Existe a noite,
o riso e a voz refeita à luz do dia,
a festa da Senhora da Agonia
e o cansaço do corpo que adormece em cama fria.

Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema
existe o grito e o eco da metralha,
a dor que sei de cor mas não recito
e os sonhos inquietos de quem falha.

No teu poema
existe um canto chão alentejano,
a rua e o pregão de uma varina

e um barco assoprado a todo o pano.

Existe um rio
o canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra e um só destino
a embarcar no cais da nova nau das descobertas.

Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema
existe a esperança acesa atrás do muro,
existe tudo o mais que ainda escapa
e um verso em branco à espera de futuro.

Escrito por José Luis Tinoco
(Festival RTP 1976)

Grandjó 2005

Região: Douro
Castas: Moscatel, Códega, Gouveio e Cerceal
Produtor: Real Companhia Velha - Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, S.A
Álcool: 13%
Enólogo: Jerry Luper
Notas de Prova: Cor amarela suave e aromas doces da casta moscatel, na boca a doçura continua e mostra suavidade e frescura, o final de prova é médio.
Rótulo: É na Quinta do Casal da Granja, em Alijó, que se encontram plantadas as castas Moscatel, Códega, Gouveio e Cerceal, que entram na composição deste vinho. Engarrafado jovem e com doçura residual, o Granjó é um aperitivo fresco perfeito, ou ainda, o acompanhamento ideal de sobremesas à base de frutas.
Por vezes acompanho-o com petiscos ou outras tapas e, em certos casos, filetes.
E gosto de o beber pois lembra-me a minha mãe.
Preço: Entre 2€ e 4€ em qualquer supermercado

Sem surpresas


Em óptima companhia, aquela que nunca falha e está sempre presente quando é preciso, comendo uns filetes de pescada com arroz de tomate malandrinho e bebendo um Grandjó (um branco do Douro óptimo, que embora não combine na perfeição me apeteceu beber...) discuto, de passagem, ao almoço, as eleições nos Açores.
Que sem surpresas e, diga-se, sem grande entusiasmo, deram a vitória novamente a Carlos César, que conseguiu assim a quarta vitória para o PS, bisando a maioria absoluta, mas com muito menos votos. O BE e o CDS saíram também vitoriosos, bem como o PPM, que elegeu o seu primeiro deputado no Corvo. O PSD (que em 2004 concorreu coligado com o CDS-PP), perdeu, obtendo o seu pior resultado de sempre, com quase menos 20 pontos percentuais que o PS, obtendo 30,27 por cento dos votos, e conseguindo eleger 18 deputados.A CDU (1 deputado) também desceu.
Nesta eleição houve uma novidade que foi o "novo" círculo de compensação regional introduzido pela revisão da lei eleitoral, em 2006. Esta inovação permitiu a representatividade dos bloquistas e concedeu um deputado ao PSD, CDS e à CDU.
Contudo, com cerca de 191 mil votantes inscritos, a abstenção foi de 53%.
Numa eleição significativa, uma percentagem de abstenção acima dos 50%, só tinha acontecido o ano passado na eleição intercalar para a câmara de Lisboa.
E é o aspecto que mais nos obriga a pensar.
O próximo ano é um ano de 3 eleições em Portugal: legislativas, europeias e autárquicas.
Para evitar tão grande falta de entusiasmo, de crença, de orgulho, de motivação, era importante que os partidos e os candidatos introduzissem temas mobilizadores e formas de comunicação diferentes.
Há muito a mudar nesta área e os números mostram que a mudança deve ocorrer o quanto antes. Precisamos de esperança, de entusiasmo, de verdade, de
realismo, de confiança.
O próximo ano é a oportunidade perfeita para diversificar e inovar nesta matéria. 
Para sabermos que há pessoas em quem podemos acreditar, que não falham e estão presentes quando é preciso.
Sem surpresas.
Para acreditar. Para ter confiança. 

Decisivo?

No fim de semana que parece consolidar a liderança de Barack Obama na corrida presidencial dos EUA, uma notícia importante: o apoio do general Colin Powell. 
Powell é republicano, está na reserva, fez carreira como chefe das Forças Armadas, secretário de Estado e, sobretudo, por se opor à política de George W. Bush, além disso, o que não é despiciendo, é negro como Obama e extremamente respeitado nos EUA. O seu apoio pode ser decisivo. 
O anúncio foi feito no programa “Meet the Press”, da NBC e pode ser visto aqui.

19 de outubro de 2008

Contato Imediato (Arnaldo Antunes)

Domingo de sol. Boas vibrações. Bons pensamentos. Bons sonhos.

Caos

Ontem choveu durante uns minutos intensamente em Lisboa e foi o caos.
Inundações, centenas de chamadas telefónicas para os bombeiros, ruas cortadas, sinais de trânsito desligados.
É normal?
Não, mas infelizmente ano após ano acontece a mesma coisa.
Todos os anos o mesmo caos.
Quando é que, de uma vez por todas, a câmara de Lisboa resolve esta situação anormal, típica de uma cidade do 3.º mundo? Há prioridades e prioridades.

"Think Different"


A Apple foi considerada a marca mais influente do mundo, mas é também um exemplo único no âmbito do marketing. Esta campanha “Think Different” foi lançada a 28 de Setembro de 1997, durante a ante-estreia do filme “Toy Story” e divulgada no exterior, nas ruas, na imprensa e na televisão, recorrendo a figuras históricas que celebraram o génio e servem com inspiração ao nosso dia-a-dia. 
Mais do que uma campanha, “Think Different” pode ser entendido como verdadeiro manifesto.
Here's to the Crazy Ones é lido pelo actor Richard Dreyfuss.
É genial, muito inspirador para estes dias e pode ser visto aqui.