30 de novembro de 2008

You



















Discover Diana Ross!

Baixa Chiado

(Praça do Comércio, Joshua Benoliel, Arquivo Municipal de Lisboa)

Gosto deste site da Agência Baixa Chiado. 
Há muita coisa a fazer para tornar a zona da Baixa, do Terreiro do Paço e do Chiado apetecível, acolhedora, diversificada e em que apeteça viver, invertendo a tendência da última década. Há muito trabalho já desenvolvido, há estudos, há algumas iniciativas avulsas, mas não há verdadeiramente a sensação que esta zona é uma prioridade. Vê-se muito pouca coisa feita, poucas medidas, para fixar novos residentes, para que exista mais vivência na zona. Há dois anos foi desenvolvido um importante e completo estudo por um grupo de especialistas presidido por Maria José Nogueira Pinto. Na altura, foi elogiado por todos e era mais um contributo com propostas concretas, incluindo formas de financiamento. Depois houve a confusão com as declarações de Nogueira Pinto sobre a Chinatown Lisboeta que resultou no seu afastamento e pouco se tem sabido. E, sobretudo, pouco tem mudado.
Existem muitas propostas para a zona, mas uma que tenho a certeza atrairia muita gente seria a criação no Terreiro do Paço do Museu dos Descobrimentos. Sinceramente, não consigo entender porque razão ainda não existe um museu que aborde uma época extraordinária da nossa história e da história universal. Interactivo, moderno, com recurso a modernas tecnologia. Seria um motivo de orgulho e de motivação nacionais. E uma enorme atracção internacional. Há 6 anos atrás, chegou-se a falar nessa hipótese, mas o debate desviou-se para outros assuntos com maior apetite político e o assunto morreu.
Já houve propostas para criar o Museu do Mar e da Língua em Belém, o chamado Museu do Multiculturalismo na Estação do Rossio, também houve o Hermitage em Lisboa e agora fala-se no África.Cont, um museu a instalar perto do Museu de Arte Antiga, de arte contemporânea africana.
Com o dinheiro que certamente se vai gastar não se poderia pensar em alargar o Museu do Chiado, conforme há anos se fala, ou acelerar a instalação do MUDE - Museu do Design, ou pensar em criar o Museu dos Descobrimentos?
E relativamente a África, seria certamente mais eficaz em vez vez de criar um Museu, substituir por acções culturais estrategicamente sustentadas em direcção às comunidades africanas residentes e aos países africanos, projectando Portugal. Para isso bastaria um gabinete ou uma agência.
Há pouca coisa feita pela Baixa para a tornar mais apetecível, com mais gente, com mais vida. Pouco empenho, pouca imaginação, poucas medidas concretas executadas. Retirar o trânsito ao fim de semana foi positivo num determinado prisma, mas pontual. O site da agência Baixa Chiado é outra pequena, mas honrosa excepção.

29 de novembro de 2008

Largo do Rato

(foto Eduardo Portugal, 1943-06, Arquivo Municipal de Lisboa)

Através do jornal Publico, fiquei a conhecer um estudo desenvolvido entre Setembro de 2006 e Setembro de 2007 pelo investigador francês Aymeric Böle-Richard sobre fluxos pedonais.
Esse estudo conclui que o Largo do Rato, em Lisboa, é "um lugar hostil e perigoso para o peão", onde todos aqueles que não circulam em veículos motorizados foram afastados da parte central do largo e confinados às "zonas marginais" da praça e ao espaço privado dos pequenos comércios. 
Para Böle-Richard, o objecto da sua pesquisa pode ser encarado "como um símbolo da situação rodoviária geral de Lisboa e, portanto, de um processo de alienação e delapidação da cidadania pedonal e do espaço dito 'público', em benefício de uma sociedade motorizada desigual.
A intensidade do trânsito rodoviário e a colocação de guardas metálicas, pilaretes e passadeiras impõem determinados itinerários ao peão, provocando uma inversão dos papéis entre espaço privado e espaço público, já que o Largo do Rato passou de espaço de convivência a espaço de atravessamento, fazendo com que os estabelecimentos comerciais nas suas margens se tenham tornado "o único espaço de convivência possível". 
Ou seja, actualmente, para haver convivência é preciso entrar num café ou numa loja, não havendo possibilidade de utilizar o espaço público, aspecto que é mais visível aos fins-de-semana, altura em que os espaços comerciais estão encerrados. 
Por outro lado, a poluição, a ausência, por exemplo, de uma fonte pública de água, a escassez de vegetação (o largo tem apenas 18 árvores situadas em locais pouco frequentados pelos peões) e os passeios estreitos contribuem para que o Largo do Rato seja um lugar hostil.
Outro problema apontado por Böle-Richard é o dos "semáforos pedonais com tempos de verde curtíssimos", que incentivam o peão a atravessar com o vermelho.
Lisboa tem vindo ao longo dos anos a condescender nesta inversão de papéis em que o automóvel impõe regras ao peão. Os exemplos são muitos infelizmente. O Largo do Rato é apenas um. 
Desde a sinalética de autoestradas, ao tempo dos semáforos, ao tamanho dos passeios, ao proliferar de pilaretes, tudo tem servido para expropriar o espaço público. 
O Movimento Cidadãos por Lisboa, é uma verdade, tem procurado inverter esta situação, mas infelizmente muitas das suas propostas ou são sistematicamente adiadas, ou são aprovadas, mas depois não são implementadas.
O que não deixa de ser sintomático da forma como está enraizada esta visão de tudo facilitar ao automóvel.


E.T. -  A sede do PS é no Largo do Rato.

Almoço no Fialho


Almoço de aniversário no Fialho, em Évora. Sempre irrepreensível. 
Entradas óptimas, em especial as empadas e o presunto. Sopa à alentejana com cherne, única. Arroz de pombo bravo, fantástico. 
A terminar queijadas soberbas. 
Constança e António devoram o presunto, o bife e as queijadas. 
A acompanhar água e uma garrafa de Singularis Tinto de 2004. 
Um vinho do alentejo, produzido por Paulo Laureano, feito com as castas Aragonez e Trincadeira, com notas de ameixa, pimentos vermelhos maduros e especiarias num conjunto elegante e persistente.
Almoço excelente num dia de chuva a cheirar a Natal.

Parque Mayer

Depois do projecto do novo edifício da EDP, no Aterro da Boavista, o arquitecto Manuel Aires Mateus foi o vencedor do concurso de ideias para a reabilitação do Parque Mayer, em Lisboa, com uma proposta de estender o Jardim Botânico até ao núcleo do projecto para o qual se prevê um hotel, serviços, restaurantes e duas salas de espectáculos - uma das quais o teatro Capitólio, num total de 32 mil m2 de construção.
Não conheço o projecto, mas do que consegui apreender retenho que toda a zona será pedonal prevendo-se escadas rolantes e elevadores para ajudar os peões a vencer os desníveis que separam a Rua da Alegria da Rua da Escola Politécnica, não sendo, ainda, certo que no local fiquem bibilotecas e livrarias especializadas em artes plásticas e artes de palco, assim como residências para artistas, como previu Aires Mateus inicialmente e que seria muito interessante.

Quanto ao Capitólio, irá ser reabilitado através de um projecto do arquitecto Souza Oliveira, que contempla a reposição de uma "grande sala" e a construção de uma grande praça ao lado do edifício.
A recuperação do Capitólio será a âncora do reabilitado Parque Mayer e custará cerca de 10 milhões de euros, provenientes das contrapartidas do Casino Lisboa.
Concebido pelo arquitecto Luís Cristino da Silva, o Capitólio é considerado o primeiro edifício do Movimento Moderno em Portugal e abriu em 1931.
O projecto de recuperação prevê a remoção do balcão existente, da cobertura do piso superior e dos foyers criados nas fachadas laterais em 1935. A zona afecta ao palco e aos camarins, as caves técnicas, o subpalco e as arrecadações serão ampliadas. Os paramentos em vidro das fachadas laterais, os tapetes rolantes - os primeiros do género em Portugal - serão repostos como memória do projecto original e o palco superior será dirigido a variedades e projecção de cinema. 
Esperemos que seja desta vez que a zona do Parque Mayer é reabilitada depois de tantos projectos não concretizados, isto apesar de não existirem, ainda, muitos pormenores relativamente à forma de financiamento do novo projecto de Aires Mateus, para além da canalização de verbas do Casino Lisboa para o Capitólio.
Seria importante que estes projectos para o Parque Mayer fossem articulados com o PUALZE (Plano de Urbanização para a Avenida da Liberdade e Zona Envolvente), que por sinal não contempla qualquer referência ao Odéon, e, sobretudo, que fossem iniciados rapidamente, depois de cumpridas todas as formalidades.
O vereador Manuel Salgado assumiu o compromisso de as obras do Capitólio começarem nos próximos dois anos. Vamos ver.

28 de novembro de 2008

Feeling Good

Michael Bublé

Pensar a política a longo prazo

Uma das criticas que é normalmente apontada aos partidos políticos portugueses é a ausência de estudo, de reflexão interna, de ideias estruturadas, de planeamento, de se abrirem para lá do seu "aparelho". No fundo, de não terem um programa político coerente, exequível, inovador, de não terem uma verdadeira estratégia.

Quando chegam as eleições, apresentam-se ideias avulsas, supostamente cativadoras, muitas vezes irrealistas, e muitas, ainda, inexequíveis. Além de, em muitos casos, se apresentarem propostas que não são as necessárias e que apenas são aquelas que todos querem ouvir.

Por isso, gostei do novo site do Instituto Francisco Sá Carneiro, presidido agora por Alexandre Relvas, em especial do Portugal 2020 que me parece uma ideia inteligente e necessária: pensar a longo prazo, com o contributo de figuras fora do próprio partido, de áreas e perspectivas diferentes.

Joana Vasconcelos




they can't take that away from me























27 de novembro de 2008

Pode ser melhor

Na última reunião da Câmara Municipal de Lisboa (CML) em que se discutia o traçado da terceira travessia do Tejo, com todas as implicações que uma obra desse tipo tem para a capital, António Negrão do PSD não esteve presente, nem se fez representar, o que acabou sendo decisivo na votação final da posição a assumir pela CML.
Não é de todo aceitável que, na discussão de uma matéria tão sensivel, um representante de uma parte dos lisboetas não contibua para o debate e não assuma a sua posição no local devido.
Os anos passam e este tipo de situações que ocorre igualmente inúmeras vezes no Parlamento português sucedem-se, em todos os partidos, sem que haja consequências de maior. Nas próximas eleições (quaisquer que elas sejam...) lá estarão novamente os mesmos deputados e vereadores faltosos que pouco fizeram pelos seus eleitores.
Ou, aqueles escolhidos por determinados eleitores de um partido, que se candidatam com um programa desse partido, mas que acabam por "se passar" durante o mandato para outro partido alinhando com as suas posições, contrárias à dos eleitores do partido que o elegeu. Defraudando as expectativcas daqueles que nele votaram acreditando nas suas promessas.
É por estas, e por outras, razões que se verifica um afastamento dos cidadãos da politica, uma desconfiança em relação aos politicos e uma descredibilização das instituições.
Ao longo dos últimos 10 anos têm surgido diversas propostas que visam reformular o sistema politico e eleitoral português procurando mudar aquele paradigma. Que vão ficando pelo caminho por falta de vontade dos pequenos partidos e falta de convergência dos dois maiores, PS e PSD.
Uma das propostas sempre falada é a introdução dos circulos uninominais que visaria aproximar os cidadãos dos seus representantes.
No entanto, num dos estudos mais recentes
André Freire, Manuel Meirinho e Diogo Moreira fizeram uma nova proposta de reforma do sistema eleitoral a convite do PS e propõem o abandono da ideia dos círculos uninominais e a introdução do voto preferencial nos círculos de base distrital/regional.
A proposta é que os eleitores votem ou num partido ou num dos candidatos da lista apresentada pelo partido. Ou seja, o voto preferencial para a ser possivel.
Mas em qualquer dos casos, o voto conta como voto no partido e o número de deputados a atribuir por partido é determinado pelo método D'Hondt.
É uma opção diferente, inovadora, que deve ser analisa e debatida.
E que pode contibuir para finalmente ser encontrado um consenso em relação a um tema essencial.
Não parecem existir dúvidas de que o sistema pode ser melhor, de que a politica pode ser melhor, de que o sitema tem de mudar. Só falta mudá-lo.

O presente: uma dimensão infinita

(Adriana Molder, Sem Título, da série Norte Sem Fim
2005, BESart - Colecção Banco Espirito Santo)

Daniel Blaufuks, Gérard Castello Lopes, Helena Almeida, Jorge Molder, Paulo Nozolino, Adriana Molder, Thomas Struth, são alguns dos autores presentes na primeira grande apresentação pública da colecção de fotografia que o Banco Espírito Santo foi juntando desde 2004.
As comissárias María de Corral e Lorena Martínez de Corral escolheram cerca de 300 obras, entre mais de 450 trabalhos, da BESart, que pretendem "contar o presente, e imaginar um hipotético futuro" através da produção fotográfica contemporânea de mais de 150 artistas.
Nas salas do CCB,
Museu Colecção Berardo, vão-se sucedendo até 25 de Janeiro os temas: Naturezas; Universos Privados; Retratos; Narrações; Ficções e Realidades; Sociedade e Vida Urbana; Conceitos, Ideias e Críticas; Espaços, Lugares, Objectos; Arquitecturas.
A não perder e com entrada livre.

26 de novembro de 2008

Festa dos livros


Excelente campanha, optima inciativa, oportunidade de encontrar bons presentes de Natal, pretexto para conhecer o que de novo acontece na Gulbenkian, motivo de satisfação pessoal.

Riquezas dos oceanos


Jason de Caires Taylor explora as fronteiras entre a arte e o ambiente nesta exposição permanente na qual vinte figuras de crianças de várias etnias dão as mãos na imensidão do fundo dos mares das Caraibas alertando para a necessidade de respeito pelas riquezas dos oceanos.

Quem será?

O acordo para Lisboa entre o PS e o BE era este, estabelecendo-se, nomeadamente, que "A Câmara exigirá que qualquer intervenção na frente ribeirinha, nomeadamente em Pedrouços (actual Docapesca) e na zona entre Santa Apolónia e Cais do Sodré seja precedida de aprovação pela Câmara Municipal de Lisboa, após amplo debate, garantindo, em qualquer caso, a sua articulação com o Plano Verde e a não construção de barreiras físicas que prejudiquem quer as vistas quer a vivência do espaço marginal por todos os lisboetas."

O balanço do Bloco de Esquerda desse acordo é este e dispensa comentários.

O balanço dos lisboetas pode ser feito já ou ficar para mais tarde quando Sá Fernandes integrar a lista de António Costa à eleições do próximo ano.

Nessa altura, alguém vai lembrar certamente quem foi que prejudicou a Câmara e a cidade com os expedientes do Túnel do Marquês. Quem será?

A forma

Este é um site essencial para aqueles que se preocupam com os detalhes, com as regras básicas do uso da tipografia, tipos de letras e composição de documentos oficiais.
Especialmente para advogados, mas não só.
O conteúdo é fundamental mas não menos importante é a forma.

25 de novembro de 2008

Her Kiss, Her Smile, Her Perfume

2 minutos dirigidos por Baz Luhrmann, de “Moulin Rouge”, com Nicole Kidman e o brasileiro Rodrigo Santoro.
A história de uma actriz que foge de fotógrafos e termina nos braços de um estranho escritor, ao som de Clair de Lune de Claude Debussy tocada pela Orquestra Sinfónica de Sydney.

Bancos


O Banco HSBC tem desenvolvido diversas iniciativas relacionadas com o ambiente, o aquecimento global e a sustentabilidade. A ultima campanha mostra Nova York no fundo de uma piscina, procurando alertar para os perigos do aquecimento global. É fantástica, muito forte, abordando um tema cada vez mais actual que merece reflexão e medidas concretas.

23 de novembro de 2008

Aumento da produtividade


Qualquer processo de avaliação de desempenho visa aumentar a produtividade e reduzir custos. Mas, sobretudo, ajudar quem está a ser avaliado a melhorar, a aperfeiçoar, a corrigir os seus métodos, as suas rotinas e assim com esse aperfeiçoamento ajudar a melhorar toda a organização em que está integrado.
É um processo necessário, útil, mas difícil de concretizar. Ninguém gosta de ser avaliado, de ter alguém que, talvez parcialmente, talvez de forma discricionária, talvez injustamente, vai pontuar e classificar o desempenho.
Por isso, o sistema de avaliação que existiu durante anos na função pública, em que as classificações eram sempre de muito bom, sendo "proibido" diferenciar, premiando os melhores e penalizando os acomodados.
Ou, até, o facto de muitas empresas pura e simplesmente não terem qualquer sistema de avaliação, qualquer sistema de diferenciação, qualquer processo que imprima competição de forma clara e objectiva.
O processo de avaliação é um meio, tal como a modernização de sistemas ou a informática ( ... campanha da IBM...) para a melhoria de uma organização. E deve existir. Custe o que custar. Sempre. Do primeiro ao último dia. Seja qualquer for o tipo de avaliação.
Mas deve ser a chave do problema e não o problema. Por isso, deve envolver os visados, deve contar com os seus contributos, deve ser feito com eles e não contra eles, deve motivá-los e não desmoralizá-los. Deve ser claro, objectivo e fácil de apreender.
Deve ser implementado com humildade e com habilidade.
Quando isso não acontece a intenção inicial perde-se e tudo serve de razão para contestá-la.
E aí, só recomeçando o processo, muito provavelmente com com novos métodos, com novos avaliadores, com novos responsáveis. 

Future Systems


Há uns anos, surgiu a possibilidade dos arquitectos da Future Systems desenvolverem um projecto para uma igreja na Alta de Lisboa. Chegou a haver contactos, mas o projecto não teve seguimento. Ficou a descoberta de um atelier fantástico que completou há pouco tempo a recuperação de um edifício dos anos 60 em plena Oxford Street, em Londres. É um projecto original, arrojado, que demonstra que a reabilitação urbana numa das avenidas mais famosas e mais vividas do mundo pode, com maior ou menor polémica, ser revitalizadora e inspiradora.

21 de novembro de 2008

WebПарк.ру: Ретроспектива (125 фотографий)


Vale a pena clicar aqui.

Hillary


Parece que Hillary Clinton será mesmo a sucessora de Condoleezza Rice na chefia da diplomacia norte americana. A notícia foi dada ontem à noite conforme se pode ver aqui  e reiterada hoje aqui.
A entrada de Hillary Clinton para a equipa de Obama corresponde a uma das máximas eleitorais do novo presidente "mudança com experiência" e constitui, a confirmar-se, uma opção politicamente inteligente, arriscada, até um pouco surpreendente, depois da opção Biden para vice presidente, mas é um forte sinal de liderança e carisma.

Copérnico seria assim

Arqueólogos polacos conseguiram identificar os restos mortais do astrónomo e padre renascentista Nicolau Copérnico com base em amostras de ADN obtidas a partir de um esqueleto e de fios de cabelo encontrados há três anos numa catedral no norte da Polónia. A partir das amostras, foi preparada uma reconstituição computadorizada de como seria o rosto do astrónomo com cerca de 70 anos.
Copérnico, que morreu em 1543, é considerado o pai da astronomia e deve-se a ele a constatação que é o Sol, e não a Terra, que está no centro do sistema solar e que os planetas giram em torno de si mesmos e em redor do Sol.
Uma descoberta fascinante 500 anos após um dos mais extraordinários contributos para a História Universal.

A gota de água

Depois da posição assumida por Sá Fernandes em relação aos contentores do Porto de Lisboa, parece ser cada vez mais evidente que, apesar de existirem significativas divergências em relação ao PS no que respeita a muitos aspectos essenciais da gestão autárquica da capital, Sá Fernades está cada vez mais próximo de nas próximas eleições se apresentar nas listas do PS.
Este post mostra que com o BE a ruptura é praticamente ineveitável.

20 de novembro de 2008

Há Palavras que Nos Beijam


Há palavras que nos beijam 
Como se tivessem boca. 
Palavras de amor, de esperança, 
De imenso amor, de esperança louca. 

Palavras nuas que beijas 
Quando a noite perde o rosto; 
Palavras que se recusam 
Aos muros do teu desgosto. 

De repente coloridas 
Entre palavras sem cor, 
Esperadas, inesperadas 
Como a poesia ou o amor. 

(O nome de quem se ama 
Letra a letra revelado 
No mármore distraído 
No papel abandonado) 

Palavras que nos transportam 
Aonde a noite é mais forte, 
Ao silêncio dos amantes 
Abraçados contra a morte. 

Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'


Pensar Cultura

É hoje lançado o Europeana que pretende tornar acessível num único portal o património das bibliotecas nacionais da Europa, armazenando livros, mas também outras obras digitalizadas que pertencem a centros e instituições culturais europeias. O objectivo é inspirar um novo pensamento e levar as pessoas a trocar ideias, com o lema: "Pensar Cultura". A Europeana representa uma aliança entre as novas tecnologias e o mundo da cultura que modificará a forma como se tem acesso ao património cultural europeu. Nesta primeira fase do projecto, estarão acessíveis dois milhões de obras prevendo-se que sejam mais de oito milhões até 2010. Entre os primeiros conteúdos estão a Divina Comédia de Dante e a Magna Carta, bem como pinturas, gravações e manuscritos de compositores como Beethoven ou Mozart. Para breve está igualmente a inclusão no portal de um fabuloso arquivo de filmes e audiovisuais das instituições de cinema europeias, como a nossa Cinemateca Portuguesa. É o European Film Gateway.


19 de novembro de 2008

Jacques Villeglé

Até 5 de Janeiro, no Centro Pompidou em Paris, decorre uma exposição retrospectiva, "A Comédia Francesa", de mais de uma centena de obras, dos anos 40 até à actualidade de Jacques Villeglé, francês, nascido em 1926, em Quimper, Finistère, figura emblemática do Novo Realismo, de que faz parte igualmente Yves Klein.
Villeglé é um artista fundamental da segunda metade do século XX, caracterizando-se a sua obra pela utilização de suportes efémeros como cartazes que arrancava das paredes e que compunha como se fossem quadros. Villeglé dizia que "com os cartazes contava a vida, rejeitando os slogans e o sorriso comercial". Pode-se dizer que muitos artistas de rua da actualidade se inspiram em Villeglé.
Em Lisboa, as suas obras podem ser vistas no CCB, na Colecção Berardo e na Embaixada de França por ocasião da exposição Temp's d' Images.

Life



A revista Life vai voltar, mas como banco de imagens. Ontem, a Google anunciou uma parceria com a Time Inc, responsável pela publicação da Life e disponibilizou na rede mais de 20% das 10 milhões de fotos do seu acervo, 97% das quais inéditas. É imperdível navegar por essas imagens. Se se procurar por Lisboa aparecem algumas curiosidades.

18 de novembro de 2008

Ruivas



















Discover Barry White!

Arte Lisboa

Inaugura amanhã a oitava edição da ARTE LISBOA - Feira de Arte Contemporânea, que irá decorrer na FIL, no Parque das Nações, em Lisboa. A abertura ao público será quinta-feira.
Para esta edição, a ARTE LISBOA conta com a presença de 70 galerias, das quais 45 são portuguesas e 25 de fora do país, na sua maioria de Espanha, mas também da Alemanha, Brasil, Moçambique e Coreia. Para além da programação geral, a feira conta também com secções paralelas: um Ciclo de Debates e os Project Rooms, este último comissariado pelo curador espanhol Paco Barragán, director artístico da Feira Internacional CIRCA de Puerto Rico e presidente do comité de selecção da Photo Miami.

Mudar o paradigma de Alcântara

Depois do "Prós e Contras" de ontem, concluo:
Lisboa deve continuar a ser uma cidade portuária. Pela sua localização estratégica na Europa e pelo tipo de rio e de estuário que tem. Servida por um porto moderno, competitivo, preparado para receber barcos de cruzeiro e de carga, de todos os tamanhos e capacidades.
Em termos de localização, entre Alcântara e Santa Apolónia, que são ambas zonas industriais e portuárias, considero que o impacto para a cidade seria menor em Santa Apolónia. Alcântara evoluiu muito nos últimos anos para uma zona de maior lazer, com as Docas, com as discotecas, mas também com o Museu do Oriente. Além disso, fica a dois passos do futuro Museu dos Coches, dos Jerónimos, do CCB, da Torre de Belém.
Santa Apolónia ficou a meio caminho entre a Expo e o Terreiro do Paço.
Por outro lado, não restam dúvidas que o Porto de Lisboa não deve ser um feudo sem jurisdição da CML, onde se verificam negócios imobiliários que fogem ao município. A definição de regras mais claras e uma maior intervenção da CML, há muito reclamada, é um aspecto positivo, recentemente alcançado.
Além disso, tenho dúvidas que seja necessário já um alargamento do terminal de contentores. Dá ideia que não será necessário tanto. As variáveis do negócio e dos mercados, obrigaria a decisões mais cautelosas.Mas como sempre no nosso país em questões publicas estratégicas é "à grande".
Depois, permitir que quem vem da linha de Cascais possa fácil e comodamente entrar na cidade em vários locais, parece-me de elementar bom senso. No entanto, tenho dúvidas dos custos e da dimensão de uma obra que passa por enterrar a linha. Parece-me muito mais fácil e mais barato fazer chegar a Alcântara a linha amarela do metropolitano.
Finalmente, fiquei absolutamente convencido que a forma, o processo, o timing do negócio com a Liscont, levanta muitas dúvidas.
É por isso grave, que o Presidente da Câmara esteja a favor deste negócio e da modificação de Alcântara nos termos apresentados. Mas também é grave que, para resguardar a imagem de António Costa, o Vereador dos Espaços Verdes da cidade se sente ao lado dos participantes no negócio.
A atitude de António Costa não é aquela que a cidade espera do seu presidente da Câmara.
Como também não é, ver Sá Fernandes não condenar um negócio que é tudo menos transparente e não reclamar mais estudos, nomeadamente ambientais, ou mais pareceres (nomeadamente do Igespar-IPPAR...). Como outrora fazia. Ficando satisfeito com a conquista de duas praças públicas.
Do ponto de vista jurídico, tenho as maiores dúvidas que a opção da concessão à Liscont seja a melhor. Sem concurso público, ou sequer consulta a várias outras entidades.
Como também me parece surreal decidir-se sem antes existirem estudos de impacte ambiental, de drenagem, de subsolo, sem consulta pública, sem debate.
Debate com os lisboetas que surgiu apenas depois da decisão já ter sido tomada, de assinado o contrato e nunca por iniciativa da Câmara ou do Governo.
Concluindo, a decisão é precipitada, não está suficientemente estudada, não está suficientemente fundamentada, não se vai conseguir mais uma vez resolver o problema do Vale de Alcântara, vai fazer aumentar o número de viaturas pesadas na zona e o aumento do número de contentores vai fazer perder qualquer possibilidade de repensar a zona e implementar medidas que aproximassem mais o lisboeta do seu rio.

17 de novembro de 2008

Uma opinião

Rupert Murdoch, o magnata todo poderoso da comunicação social mundial, explica aqui a ideia, cada vez mais evidente, que os jornais em papel estão numa evolução sem retorno na sua transformação em verdadeiras marcas jornalísticas. Ou seja, o jornal em papel, o site, a televisão, não são mais do que meios, veículos, suportes que veiculam a comunicação, não sendo um fim em si mesmo. O futuro dos jornais, ao contrário do que muitos pensam, será assim animador, pois as pessoas estão cada vez mais informadas e buscam cada vez mais informação, usando de todos os meios disponíveis ao seu alcance para o conseguir. E esta informação em rede, em escala, é uma vantagem.
É hoje uma evidência que os públicos são cada vez mais receptivos, cada vez mais interactivos, mais opinativos, confrontam opiniões, verificam dados. Não aceitam e não acreditam em todas as teses que lhes são oferecidas. O que poderá significar que serão menos influenciáveis, menos manipuláveis.

A propósito de tudo isto, é curioso ler este artigo de opinião.

Depois dos acontecimentos do passado recente, que falámos aqui, da passagem do governador do Banco de Portugal pela Assembleia da Republica a semana passada, ainda se consegue defender que o governador actuou logo que soube, que é muito difícil perceber quando há fraudes, que os meios são poucos, que as criticas à actuação do governador são motivadas pelo ódio e o desejo de vingança e que são irresponsáveis.Defender isso nesta era de globalização, depois da televisão ter permitido ver em directo as explicações do governador aos deputados, é confrangedor.

16 de novembro de 2008

Tentar perceber

Nos próximos dias, vou tentar perceber porque é que Sá Fernandes defende agora a construção de um túnel em Lisboa. Estou intrigado por que razão não há agora problema em facilitar a entrada de automóveis na cidade. Sobretudo por que me lembro do que aqui foi dito por Vasco Franco, na altura Vereador do PS na câmara de Lisboa.

Infeliz

A entrevista de Pinto Ribeiro, ministro da Cultura, ao Expresso deste sábado, em que diz: "Não estou satisfeito com o orçamento" surpreende.
Não pela afirmação, que só demonstra sensatez, mas pelo facto de ser dita por um ministro que, quando tomou posse, disse querer fazer mais com menos.
A expectativa na altura foi grande. Um novo estilo, um perfil de gestor, um advogado com actividade no meio cultural, bons contactos, que antecipavam resultados diferentes, mais mecenato cultural, mais dinâmica, melhor gestão. Dar uma entrevista agora em que critica os seus antecessores mas ao mesmo tempo diz ser difícil ter paciência, é, no mínimo, infeliz.
A redução, mais uma vez, do orçamento do ministério da cultura é uma má notícia, como aliás já se tinha referido
aqui.
Mas perceber que o próprio ministro se mostra resignado, é, ainda, pior. Exigia-se mais peso, mais força, mais determinação, sobretudo face ao perfil do protagonista e às expectativas criadas.

Djavan - Te devoro

Domingo de sol em Lisboa.

15 de novembro de 2008

Os homens do Presidente


Quando ainda se especula sobre os possíveis nomes da nova administração Obama, há alguns nomes que seguramente acompanharão o novo Presidente e que foram essenciais na sua vitória: David Plouffe e David Axelrod, que mereceram uma palavra de destaque no momento da vitoria, Chris Hughes, um jovem de 26 anos, co-fundador da rede social Facebook,e que foi responsável pela coordenação da fabulosa e crucial campanha on line e, em especial, do site MyBarackObama.com e o jovem Jon Favreau igualmente de 26 anos, que escreve os discursos do senador do Ilinóis desde há 3 anos.
Favs, como é conhecido, é o líder de uma equipa muito jovem que trabalha nos discursos de Obama. Adam Frankel, antigo assistente do mítico Ted Sorensen, que escrevia os discursos do ex-presidente John F. Kennedy, tem também 26 anos. Com 30 anos, Ben Rhodes, que trabalhou com Lee Hamilton na elaboração do relatório do Grupo de Estudo sobre o Iraque, é o veterano do grupo.
F
avreau tinha apenas 23 anos quando conheceu Obama, quando este preparava o discurso que ía proferir na convenção democrata. Favreau interrompeu-o e sugeriu uma alteração, que entendia ser melhor. O senador gostou da ousadia e, um ano depois, contratou-o para escrever os seus discursos.
Este artigo da Newsweek ajuda a conhecer melhor um dos homens do momento e este outro artigo também da Newsweek revela alguns dos segredos e dos bastidores da campanha.