30 de abril de 2009

Flutuando


Amanhã acordava aqui.

Boa imprensa

Nos dois meses do Governo Obama, a imprensa americana foi muito mais positiva do que no mesmo período dos governos Clinton e Bush, tal como se pode ver aqui. O tom das referências jornalísticas a Obama foi positivo em 42% dos casos, enquanto Bush teve 22% de menções positivas e Clinton, 27%. O ritmo da gestão Obama tem sido verdadeiramente alucinante nestes primeiros meses, o que pode constituir uma explicação, mas não há duvida que Obama tem boa imprensa. O que ajuda. Sempre.

29 de abril de 2009

No alarms and no surprises...



Apagar

Há dias apaguei várias mensagens escritas que tinha no telemóvel. Nestes tempos em que escrevemos cada vez menos bilhetes, cartas e recados, preferindo uma rápida sms, há mensagens antigas que custa apagar. São importantes por qualquer razão, algumas fazem quase parte de nós, são palavras de que não nos queremos desprender e para às quais olhamos, ou utilizamos, quando precisamos. Mas tive que o fazer. Ía ter um telemóvel novo. Custou-me.
Com as mensagens de voz é diferente. Ficam disponíveis apenas durante algum tempo, findo o qual são automaticamente apagadas. Nunca são para sempre, a não ser que as guardemos de novo, ao fim de algum tempo.
Como me esqueço sempre de o fazer, já nem me preocupo em guardar as que por qualquer motivo, não quero esquecer. Passo à frente.
Mas as escritas, que podem ficar para sempre, custa. É como termos de esquecer alguma coisa, ou alguém. É como nos obrigarem a esquecer. Não dá.
Esquecer deve ser um acto involuntário. Que acontece, naturalmente. Por qualquer razão, ao fim de algum tempo. Ter de apagar, custa. Mas às vezes tem de ser. 

Um acto de consciência

A decisão de comungar é uma questão de consciência de cada católico. A proibição da igreja de que um divorciado, mesmo que volte a casar, não pode comungar é injusta. Um divórcio é um falhanço. Um novo casamento é uma recomeço, um acreditar de novo. A Igreja não pode castigar quem fracasa nem quem recomeça. Este castigo afasta o crente do acto da missa mais intimo e transcendente. Sem a comunhão, a eucaristia é uma simples oração e um sermão com base em leituras; mas com a comunhão, a eucaristia é um acto sublime. É admissível que se exclua alguém da comunhão por causa de actos muito graves, por falhas grandes. Mas voltar a casar depois de um divórcio é um acto de esperança, um acto que não merece ser censurável. A proibição da Igreja não faz sentido.

...

Eu não existo sem você

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer
Pois todos os caminhos me encaminham pra você
Assim como o oceano só é belo com o luar
Assim como a canção só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover
Assim como o poeta só é grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor não é viver
Não há você sem mim, eu não existo sem você.

Vinícius de Moraes

25 de abril de 2009

no Rossio

(Praça D. Pedro IV, 25 de abril de 1974,
arquivo municipal Lisboa)

cartaz

Numa altura em que por cá decorre o Indie Lisboa, é conhecido o fantástico cartaz oficial da 62.ª edição do Festival de Cannes, que tem por base uma imagem de Monica Vitti em A Aventura (1960), de Michelangelo Antonioni, e que ilustra de forma perfeita a curiosidade, a vontade de descoberta, a disponibilidade. 

23 de abril de 2009

Dia mundial do livro e do Direito de Autor


Este curioso livro que ando a ler aborda as ligações entre o empresário Bernard Tapie e o actual presidente francês Nicolas Sarkozy e sobretudo se Bernard Tapie beneficiou, ou não, da amizade de Sarkozy no conflito que o opôs ao Crédit Lyonnais.
Tapie esteve envolvido numa polémica e intensa guerra judicial com o Crédit Lyonnais que parecia ir ser desfavorável ao empresário. Até que Tapei recorre a Sarkozy, na altura ministro da Economia, para que o banco fosse convencido a desistir dos processos e optar pela mediação. O que acaba por acontecer. O banco concorda com a mediação, mas esta falha. Surgem as presidenciais e Tapie apoia e participa na campanha eleitoral de Sarkozy, que é eleito. Pouco depois, os processos judiciais que nessa altura já tinham chegado ao 
Cour d' Appel, transformam-se em arbitragem... e a decisão do tribunal arbitral é condenar o banco a pagar a Bernard Tapie a quantia de 390 milhões de euros...

"
Tapie-Sarkozy, Les clefs du scandale", de Denis Demonpion e Laurent Léger, 19 euros via Amazon

22 de abril de 2009

Cada um tem de puxar a sua bicicleta

Numa altura em que se vive uma profunda crise económica e social, que veio agravar os défices estruturais do país, em que a conflitualidade institucional com o Presidente da República se acenta e em que se vive ainda o caso FreePort, o PM deu uma entrevista à RTP.
Num formato em que José Sócrates se sente à vontade, a entrevista revelou um primeiro-ministro determinado em relação ao FreePort, prudente em relação a Belém, confiante, por vezes arrogante, igual a si mesmo, com tempo, até, para anunciar uma nova medida, o alargamento do subsídio social de desemprego.
Poder-se-á dizer que não houve grandes novidades, que os argumentos foram os mesmos, o tom o habitual, a impaciência a de sempre. Mas, perante uma conjuntura política, financeira e económica mundialmente adversa, uma oposição que tarda em se afirmar, uma investigação infeliz no caso FreePort, um conjunto de notícias e de "novidades" jornalísticas do pior nível e um PR que envia recados e recomendações, quando devia ser mais consequente, seria difícil ter um José Sócrates diferente.
Sócrates é Primeiro Ministro de um Governo mediano, composto por ministros que pura e simplesmente não existem (quando foi a última vez que se viram, ou ouviram, o Ministro do Ambiente, o Ministro da Cultura, o Ministro da Ciência?) e outros sem particular vocação ou "brilho" (Economia, Justiça, Agricultura). Mas o País precisa de políticos e de governantes determinados, firmes, resistentes e, claro, honestos, competentes, audazes, eficazes, com bom senso. E José Sócrates tem indiscutivelmente algumas destas qualidades, como ficou provado mais uma vez ontem à noite.
A determinada altura da entrevista, Sócrates usou uma imagem: "cada um tem de puxar a sua bicicleta". Com mais ou menos brilho, com mais ou menos arte, com mais ou menos força, cada um tem a sua missão, cada um tem o seu papel. Ontem, Sócrates fez o seu e manteve a camisola amarela.

Prémio EDP

O artista plástico Gabriel Abrantes, de 25 anos, venceu a 8ª edição do Prémio EDP Novos Artistas, que visa distinguir valores emergentes da arte contemporânea. Nascido em Chapel Hill, Carolina do Norte (EUA), Gabriel Abrantes viveu em França e na Bélgica, mas reside e trabalha actualmente em Lisboa. Estudou cinema e artes plásticas na Cooper Union for the Advancement of Science and Art, em Nova Iorque, frequentou ainda a École Nationale des Beaux-Arts, em Paris e o Le Fresnoy - Studio National des Arts Contemporains, em Tourcoing, também em França ENA Maumaus, em Lisboa. Expõe a título individual desde 2006 na Galeria 111 e na Houghton Gallery, em Nova Iorque.
Gabriel Abrantes concorreu com um projecto de instalação que integrava o filme "Too Many Daddies, Mommies and Babies" onde faz uma ligação entre histórias pessoais e questões da actualidade como a homossexualidade, as barrigas de aluguer e o aquecimento global.

21 de abril de 2009

Autárquicas de Lisboa

Com a indicação de Luís Fazenda pelo Bloco de Esquerda, fica, em principio..., completo o cenário político das eleições de Outubro para a CML.
Já se adivinhava a apresentação de uma candidatura própria do Bloco, tendo em conta a "traição" de Sá Fernandes e a sua passagem para o executivo PS e também o facto do PC já ter decidido apresentar uma candidatura própria. Mas a confirmação surgiu agora. 
A escolha de um dirigente experiente, embora sem qualquer carisma, é, à partida, garantia de fixação do eleitorado do Bloco, mas não captará nenhum voto a mais fora desse eleitorado, feito que foi conseguido pelo mais mediático apoiante de António Costa. A escolha de Ana Drago ou de Joana Amaral Dias seriam certamente mais abrangentes.
Com a indicação de Luís Fazenda, fica praticamente afastada a possibilidade de uma frente formal pré-eleitoral anti-Santana. 
Embora a razão fundamental para o falhanço dessa forçada frente de esquerda tenha sido a opção de Helena Roseta e do seu Movimento de Cidadãos de se recandidatarem. O sentido prático, a coerência, o conhecimento da cidade e a vontade dos CPL, demonstrada em muitas das suas propostas, marcando pela positiva o exercício do poder  autárquico por um movimento de cidadãos, foram a razão para, legitimando uma nova candidatura, impossibilitarem uma convergência de candidaturas à esquerda. Ao manter a sua candidatura pelos CPL, Helena Roseta demonstrou que não existe convergência nem identificação de políticas à esquerda e que o seu movimento é muito mais importante e útil para Lisboa, no dia a seguir às eleições. Seja qual for o partido vencedor.

Contras

O debate de ontem à noite na RTP sobre as eleições europeias foi demonstrativo de como será a campanha eleitoral. Da Europa discutiu-se pouco ou nada. Do Parlamento Europeu pouco ou nada se falou. Dos temas verdadeiramente ligados à Europa e ao espírito europeu, zero.
O debate foi desinteressante, centrado nas pequenas questões internas, nos pormenores, em aspectos politicos laterais, com participantes que sabem que já estão eleitos numas eleições em que votarão cerca de 30% dos eleitores.
Pouco fizeram para cativar mais eleitores, para esclarecer, para estimular o eleitorado. O melhor foi Miguel Portas, o pior Vital Moreira.
Mas também não estávamos verdadeiramente à espera que fosse diferença. E isso é que sintomático.

20 de abril de 2009

Deflação

A queda abrupta da inflação em Portugal coloca cada vez mais como cenário provável a deflação, o que conduz a que a redução dos impostos seja praticamente inevitável, uma vez que o investimento público nas grandes obras não será de todo sustentável, pois não gera receitas, nem aumenta a liquidez no curto prazo e as linhas de crédito bonificadas não resolvem o problema das empresas.
Os juros têm vindo a descer, mas parte desse efeito tem sido anulado pela subida dos
spreads.
A solução passa assim por aumentar a disponibilidade financeira dos particulares e das empresas, que também não suportam mais aumentos salariais.
Com a
inflação em queda e a economia em contracção, a descida nos impostos, em especial do IVA, parece ser a melhor solução para combater no imediato a crise económica que o país atravessa.
A deflação é um fenómeno pouco estudado, cujas consequências se podem resumir na subida da taxa de poupança, com as pessoas a adiarem compras e as taxas de juro reais a subirem. Conjugação perfeita para o aparecimento de um ambiente mais populista em relação às políticas públicas, focado na remuneração dos gestores, no sigilo bancário, nas indemnizações a gestores.

Ao contrário do que tem afirmado o Banco de Portugal, face aos sinais cada vez mais evidentes, o risco de deflacção é cada vez maior. É, pois, necessário reagir o quanto antes.

19 de abril de 2009

...


Dia de lanche ajantarado. Descobrem-se no frigorifico uns cogumelos, que são cortados e temperados de sal e pimenta preta. Vão ao lume numa frigideira com um fio de azeite, um dente de alho picado e orégãos. Enquanto ganham cor, batem-se dois ovos e juntam-se aos cogumelos. Ao fim de 2 minutos, obtêm-se uns belos "revueltos", muito saborosos. Servem-se com pão com manteiga e acompanham-se com cerveja. Neste domingo, juntamente com o manchego servido com doce de abóbora, souberam tão bem como se tivessem sido comidos
aqui, um "templo" descoberto recentemente.

...

18 de abril de 2009

APL - CML

De acordo com o Decreto-Lei n.º 75/2009. D.R. n.º 63, Série I de 2009-03-31, as cinco áreas que já não têm usos portuários e que a CML queria que passassem para a sua gestão, afinal ficam sob jurisdição do Porto de Lisboa. O diploma limita-se a desafectar as áreas em causa do domínio púbico marítimo para o domínio púbico do Estado.
A transferência destas áreas foi há uns meses, aquando da discussão sobre os contentores em Alcântara, um dos argumentos apresentados pela CML para demonstrar a sua força, iniciativa e capacidade de influenciar as decisões da APL.
O processo, no entanto, mostra-se mais lento e não tão certo como a CML fazia crer. Pelo que, alguém se precipitou, menosprezando o poder da APL, e reivindicou louros antes de tempo. O que seguramente ainda vai dar muito que falar.

Pois é, Zé

Eléctricos, Lisboa (Portugal) by Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian.
(Fotografia sem data, produzida durante a actividade do Estúdio Mário Novais: 1933-1983, Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, fickr)


umacoisaéfalaroutraexecutar

Porque é que a Oxford Street está a ser repensada



17 de abril de 2009

Novo aeroporto?


Estando em curso, desde há anos, avultados investimentos financeiros no actual aeroporto de Lisboa, no âmbito deste plano de expansão, estando em curso o prolongamento da linha vermelha do metropolitano, estando a TAP a diminuir, cada vez mais, o número de voos, estará a Portela perto da saturação, sendo necessário um mega aeroporto a 40 Km? Haverá necessidade de tão gigantesco investimento? Lisboa lucrará?
Somos pródigos em recuar nas decisões, em encomendar mais um estudo, em estudar uma nova solução, mas ao ritmo a que se têm processado as alterações económicas e financeiras no último ano, e a perspectiva de permanência de uma enorme indefinição, pelo menos por mais um ano, recomendar-se-ia neste caso aguardar por maior estabilidade e não iniciar procedimentos irreversíveis, que se venham a mostrar precipitados. Este documento foi alaborado com base em premissas que hoje já não são exactas. É razão mais do que suficiente para parar para pensar, sobretudo sabendo da importância estratégica que a Portela tem para a competitividade de Lisboa e da situação financeira do País.

16 de abril de 2009

Avenida Almirante Reis

(Horácio Novais, 1955Arquivo Municipal)

De acordo com este aviso  a partir de 16 de Fevereiro, e durante quatro meses, iriam existir condicionamentos de trânsito na Avenida Almirante Reis, no troço entre as Ruas da Palma e Maria Andrade, em ambos os sentidos, devido a obras de reconstrução e repavimentação. 
Passei lá, há cerca de um mês, e as obras estavam em curso provocando o caos no trânsito, tanto mais que coincidiam com as iniciadas no Terreiro do Paço.
Voltei a passar lá hoje e fiquei perplexo. O estado do pavimento é péssimo, como se nenhuma obra tivesse sido realizada. A parte da via destinada ao eléctrico 28, então, nem se fala. 
Aparentemente as obras ainda não estão terminadas, pois falta concluir passeios, reconstruir a placa central e pintar passadeiras (?!) e ainda estamos dentro do prazo fixado, mas, hoje, não se via ninguém a trabalhar na obra. E o estado do piso é um verdadeiro mistério.
A Almirante Reis é uma óptima opção para se chegar à Baixa e a sua repavimentação e reconstrução é uma medida necessária e uma excelente oportunidade de melhorar e embelezar esta avenida. Uma oportunidade para tratar dos inúmeros passeios esburacados, da falta de árvores, da ausência de passadeiras, da sinalização, do péssimo piso, que impossibilita circular na facha da direita. Aparentemente perdeu-se essa oportunidade.

15 de abril de 2009

o terceiro homem

No pós-guerra, um escritor de romances policiais desembarca em Viena a convite de um ex-colega, que lhe oferecera trabalho. Ao chegar, porém, é informado que esse ex-colega morreu dias antes num estranho acidente. Intrigado pela inconsistência das informações, o escritor decide investigar o que realmente se passou. E descobre que a verdade, afinal, é outra.

14 de abril de 2009

Jardim Marquês de Marialva

Valeu a pena a espera durante anos pela recuperação da Praça do Campo Pequeno e do jardim que o rodeia. Hoje, podemos usufruir de um bom parque infantil, espaço público cuidado, mobiliário urbano de qualidade, sinalética adequada, árvores e plantas bonitas, óptimos cinemas, restaurantes simpáticos, em especial o Vino Tinto e o Torricado e, ainda, uma sala para espectáculos todo o ano.

13 de abril de 2009

As nossas ruas

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As nossas ruas podem ser melhores. Podem ser redesenhadas e não necessariamente por engenheiros de tráfego, como tem acontecido um pouco por todo o lado.
As ruas não têm de ser um problema para os peões e não têm de ser elas a se adaptar aos automóveis. Não têm de ser hostis para o peão e para o ciclista, desconfortáveis, poluídas, feias, perigosas.
Podem ser completas, bonitas, agradáveis, seguras, ordenadas, disciplinadas.
Acomodando peões, ciclistas e automóveis.
Aqui está um curioso desenho interactivo de como é possível melhorar as nossas ruas.
É simbólico. Mas perfeitamente exequível.

10 de abril de 2009

Páscoa



Cristo de São João da Cruz, Salvador Dalí, 1951. Óleo sobre tela exposto no Museu e Galeria de Arte de Glasgow.

9 de abril de 2009

PDM adiado

Esta notícia é incompreensível.
A última versão do regulamento é de 2007, conforme se pode ver aqui.
Lisboa precisa de rever o seu plano director municipal, de o actualizar, de o modernizar, de o adaptar à nova legislação. É essencial para se tornar uma cidade mais competitiva, mais
moderna, mais atraente. Há mecanismos que precisam de ser aligeirados e outros que precisam ser clarificados. Há muito a melhorar. A existência de instrumentos de gestão territorial adaptados à realidade jurídica, social, financeira, populacional é determinante para a aumentar a confiança, a segurança, o investimento. Esta perda de tempo é incompreensível e muito prejudicial.

8 de abril de 2009

Galpshare

A Galp lançou uma interessante campanha de partilha de viagens de carro, denominada Galpshare. Uma pessoa que queira fazer um percurso regularmente, ou num determinado dia, regista-se, indicando o contacto e se está disponível para partilhar o seu carro ou para viajar no carro de outra pessoa. Sendo a Galp à partida afectada pela promoção da partilha de automóveis, não deixa de merecer realce. 
O anúncio mostra o absurdo da mobilidade em automóvel nas cidades, onde cada automóvel leva em média 1,4 pessoas. O congestionamento reduz a velocidade de circulação e a frequência dos autocarros, duplica o tempo de viagem e o stress, triplica os gastos em combustível e a poluição. A Galp espera ter a curto prazo 30 mil inscrições neste programa.
O Galpshare é uma das diversas iniciativas do "Programa de Mobilidade Sustentável", lançado pela Galp Energia. Uma outra iniciativa passa pela utilização "intensiva" do programa de "Car Sharing" da Carris, o
Mob Car Sharing, que consiste no aluguer de viaturas sem condutor por períodos de tempo superiores a uma hora estando as viaturas disponíveis em sete parques espalhados por Lisboa.

CulináriadeLeite

The New Portuguese Table by David Leite
David Leite é um conceituado escritor gastronómico nova-iorquino, de origem açoreana, que dirige um site de culinária de visita obrigatória,Leite's Culinaria
David tem trabalhado muito para a divulgação da cultura e do património gastronómico portugueses nos Estados Unidos. Este artigo do New York Times sobre as nossas tradições culinárias da Páscoa, mantidas vivas na América pela comunidade portuguesa de Newark é interessantíssimo. E vale muito a pena ver este conjunto de receitas e fazer, por exemplo, uns peixinhos da horta, como no Pap'Açorda.

Aprender com os outros


6 de abril de 2009

The trouble is over

(The Trouble With Harry, Alfred Hitchcock, 1955)

Final de "O Terceiro Tiro", talvez o mais inquietante e amoral dos filmes de Hitchcock. Mais finais de filmes aqui.

Às vezes sabe bem....!!!!!

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A maior biblioteca da Europa




A maior biblioteca pública da Europa será em Birmingham e o projecto foi conhecido há dias, de acordo com a notícia do The Guardian, que se pode ver aqui.
Da responsabilidade do atelier holandês Mecanoo, a nova Biblioteca, estimada em 193 milhões de libras, terá 30.000 m2, será desenvolvida na Centenary Square, a praça mais importante da cidade, poderá receber mais de 10.000 visitantes por dia e tem abertura prevista para 2013.
Com o famoso Birmingham Repertory Theatre e a Baskerville House, espera-se que se torne o centro social da cidade, "um palácio do povo, caloroso e acolhedor".
Birmingham cresceu muito com a revolução industrial. Originalmente, era uma pequena localidade comercial favorecida pela situação nas Midlands, zona central da Inglaterra. A abundância de minério de ferro da região fez com que, no fim do século XVIII e início do XIX, a cidade se tornasse um dos principais centros metalúrgicos e siderúrgicos da Inglaterra, durante a revolução industrial.
A Birmingham moderna é o eixo de uma grande aglomeração urbana. Sendo hoje a segunda cidade do Reino Unido, demograficamente superada apenas por Londres, situa-se no coração de uma movimentada região fabril e possui (inevitavelmente...) uma importante rede de comunicações, constituída por rodovias, ferrovias e canais.
As suas mais importantes indústrias nas últimas décadas têm sido as de automóveis, bicicletas, locomotivas e material ferroviário.
Cidade de configuração moderna graças ao seu apogeu tardio, Birmingham conta com numerosos parques e edifícios públicos, muitos de valor cultural. A sua orquestra sinfónica tem prestígio internacional, o que contribui para converter a cidade num importante centro cultural.
No último ano, com a crise mundial a cidade perdeu gaz e sofreu fortemente com o abrandamento económico. Mas, tal como outras cidades, que têm apostado em grandes equipamentos culturais, nomeadamente super bibliotecas, numa altura em que a economia está em recessão, a expectativa em termos de criação de emprego, aumento do número de visitantes, especialmente jovens universitários, é grande e pela movimentação ocorrida desde a divulgação, os resultados parecem ser muito animadores. Mais informação aqui.

Em Lisboa, o que aconteceu com a nova Biblioteca e Arquivo Municipal em construção no Vale de Santo António em Chelas?

5 de abril de 2009

Ocean Drive

Autocarros com futuro


Boris Johnson prometeu na campanha de 2008 uma nova era para os autocarros de Londres, recuperando os de dois andares e substituindo os odiados “bendy-buses”. Assim que tomou posse, Johnson lançou um concurso de ideias para definir como seriam os novos Routemaster. Os vencedores foram a Foster and Partners, que em parceria com a Aston Martin, desenvolveram um conceito fantástico.  

Mas esta iniciativa do Mayor de Londres não é assim tão original. Por todo o mundo, os autocarros estão a ser reinventados. Com a mais fascinante tecnologia, com imagem renovada, com preocupações ambientais, com o objectivo de oferecerem um serviço perfeito. Nos Estados Unidos, com os famosos BRT (New Flyer e North American Bus Industries), que permitiram que cidades como Los Angeles e Cleveland implementassem sistemas de transportes de enorme eficiência. Passando pelo sistema adoptado em Las Vegas, o Metropolitan Area Express (MAX) criado em 2004, que utiliza veículos Irisbus que permitem parar muito perto de plataformas elevadas, possibilitando que passageiros com mobilidade reduzida acendam facilmente aos veículos. Ou a opção adoptada em França, nomeadamente em Caen e Nancy, do transporte em sitio próprio, uma espécie de eléctricos com enormes vantagens energéticas. Sem esquecer a solução escolhida em muitos locais de Itália do Translohr, que é bi-directional. Ou talvez a mais radical de todas, o modelo desenhado no Japão pela Toyota, que é quatro vezes mais eficiente que um autocarro a diesel. 

Seja qual a for a solução, o que importa é que o futuro é luminoso para este meio de transporte, demonstrando que é possível associar comodidade, eficiência, segurança, rapidez. Em Lisboa, a Carris tem vindo a renovar a sua frota, apostando em veículos energeticamente mais eficientes, de um piso, tendo abandonado os de dois. Os eléctricos também são cada vez menos. Há anos que se fala, estando previstos no novo PDM (elaborado há mais de 3 anos e ainda não concluído...), a criação de novas linhas de transporte em sítio próprio, nomeadamente eléctricos rápidos, ligando as áreas mais consolidadas às zonas em crescimento. como a Expo ou a Alta de Lisboa. Mas até agora, nada, continuamos nos estudos.