13 de maio de 2009

Só as melhores


Descobri este site de design minimalista que desde Março publica uma fotografia por dia escolhida por um grupo de curadores. A ideia é simples, mas excelente. De tudo o que se publica e está na web é escolhida por dia apenas uma fotografia. A melhor, para o site. Subjectivo, claro. Mas exemplar em termos de concorrência: só as melhores são escolhidas. E são mesmo excelentes.
O fwaphoto funciona como uma grande galeria digital que ainda oferece outras inovações, como uma aplicação para iPhone.

Bela Vista

Ao ver os recentes problemas na Bela Vista, não pude deixar, como muitos, de recordar os os incidentes da Quinta da Fonte no Verão passado.
Nessa altura, o País ficou chocado por tomar consciência de uma realidade há muito existente.
Para obter uma casa muitas pessoas não têm de se esforçar muito, pois o Estado garante-lhes habitação por rendas de 5 Euros, muitas não pagam sequer essa quantia durante anos, sem nada lhes acontecer, as casas vazias são ocupadas pelo primeiro que lá chegar e algumas ainda recebem Rendimento Social de Integração.
Acresce a esta situação, que na escola pública os jovens não fazem exames, para evitar serem excluídos, em nome da escola de inclusão. Portanto, para uma parte da sociedade não é necessário trabalhar para ter casa, ordenado ou boas notas.
Não há exigência, rigor, regras. Há uma parte da sociedade que vive à margem da restante.
Passou praticamente um ano e, de novo, surgem notícias de problemas de criminalidade e marginalidade em bairros sociais e, de novo, análises sociológicas dos especialistas, propostas de alteração, demonstrações de autoridade.
Apetece perguntar o que foi feito desde o ano passado?
Que mudanças concretas no regime de rendas sociais, na reanálise das atribuições de RSI aos faltosos, no despejo de quem não pague renda?
E, já agora, quantas pessoas foram presentes a Tribunal relacionadas com os incidentes na Quinta da Fonte?
Só depois de conhecidos esses dados é que se poderá ter uma discussão séria sobre o assunto e podermos acreditar no Estado e na sua autoridade.
Se nada foi feito, vamos olhar para tudo isto com o mesmo desânimo e descrença com que vivemos nos últimos tempos.
Vamos olhar para o Ministro da Administração Interna com uma indiferença chocante.

Tenho a mesma opinião

do Manuel Falcão.

12 de maio de 2009

Começar de novo

IRC em Espanha

O Primeiro-Ministro espanhol anunciou hoje a descida em 5% do imposto sobre sociedades para pequenas e médias empresas e para trabalhadores independentes, como medida para evitar a desemprego.
Em Portugal, medidas fiscais deste tipo, nada. Nem abaixamento do IRC, nem do IRS, nem sobretudo do IVA,
conforme falámos aqui.
Porque fazem perder receita...
Mas também fazem perder competitividade, emprego, confiança, ânimo. Tornando mais difícil a saída da crise.

Tamarind

Não gosto de comer sozinho, mas ontem fi-lo no Tamarind, na Rua da Glória, perto da Praça da Alegria, um restaurante indiano "clean" e minimalista. Pertence ao chefe Hardev Walia, de origem indiana, mas que viveu em Londres muitos anos. Talvez por isso, a sua comida tem um toque diferente, mais europeu, mais sofisticado.
Optei por um dos menus de almoço e comecei com Papadums com molho de tamarindo e molho de iogurte e passei depois para um frango com manteiga, que pedi bem picante, que se mostrou muito saboroso e revigorante, acompanhado de arroz basmati branco e um excelente Nan acabado de fazer. Bebi cerveja Cobra. E de sobremesa, o Kulfi que é um gelado indiano, à base de pistachio, acompanhado de doce de cenoura quente, estava delicioso.
Gosto muito de comida indiana e há vários espaços em Lisboa que são para mim especiais. No Tamarind gostei do ambiente, tranquilo, da decoração moderna, de linhas contemporâneas e sobretudo dos aromas, das cores, dos sabores distintos que conseguiram abstrair-me das dificuldades e fazer-me viajar.

11 de maio de 2009

Oil in Water

Oil in Water de Shawn Knol.

5 anos e 240 milhões de euros depois...

Cinco anos depois do início das obras e de gastos cerca de 240 milhões de euros, parece que os dois quilómetros que ligam as estações da Alameda e de S. Sebastião vão finalmente ficar concluídos... lá para o final do ano.
As obras começaram em Setembro de 2004 e estava previsto terminarem em 2007, mas “imprevistos” obrigaram a que os responsáveis do Metropolitano de Lisboa, adiassem o prazo de conclusão dos trabalhos da empreitada para Agosto deste ano. Havendo depois de repor todo o espaço público à superfície.
Não se pode deixar de sentir que existe um enorme desprezo por todos nós, um assustador desperdício de recursos e um confrangedor sentimento de impunidade geral. Será que dois kilómetros por todos reconhecidos como essenciais, mas relativamente pacíficos, têm de custar 50 milhões de contos e demorar cinco anos? Ninguém é responsabilidade por este enorme atraso com consequências nefastas para a cidade?
As duas respostas são: não.
Porque não há articulação entre instituições, não há programação conjunta com a Câmara de Lisboa, não há autoridade.
Se houvesse articulação entre o Metropolitano e a Câmara de Lisboa, de forma a que fosse definida e programada em conjunto a expansão da rede de transportes, e entre esta e as várias concessionárias, (EPAL, EDP, Lisboa Gás....), para que fosse prestada toda a informação necessária, nomeadamente ao nível do cadastro das infra-estruturas de sub-solo, provavelmente a obra não teria tido tantos imprevistos, não teria sofrido um atraso tão grande e não teria custado tanto dinheiro.
E se houvesse autoridade, exigência e rigor no seu acompanhamento e no apuramento de responsabilidades pelos atrasos, igualmente a situação seria diferente.
Essa autoridade existe. É ao Governo, que perante um atraso destes, compete agir de forma determinada junto da administração do Metropolitano. O Ministro das Obras Públicas, deveria dizer: "comigo "jamais"!".
Mas a Câmara de Lisboa também deveria ter uma palavra a dizer. Planeando, programando, colaborando e exigindo. Este silêncio, esta ausência, esta conivência de todos os executivos camarários, com a falta de eficácia e rigor do Metropolitano, prejudica desde há anos a cidade e o bem-estar de quem nela vive e trabalha. A deterioração da qualidade de vida das pessoas tem de ter responsáveis.
É preciso que haja autoridade, melhor articulação das instituições, mais diálogo, melhor programação. É preciso melhor gestão e obras mais bem feitas, mais rápidas, mais baratas. Uma gestão mais eficaz possibilitará melhores transportes, melhor espaço público, melhor cidade.

10 de maio de 2009

Sugerimos

Agora que a Estufa Fria vai entrar em obras, sugerimos a criação de um espaço destinado a sala de leitura e multimédia que possibilitasse, nesse local único de Lisboa, estar, estudar, pesquisar, navegar, ler, desfrutar, sentir o espaço. Poderia inclusivamente haver alguns cursos, palestras, apresentações. A Estufa Fria é visitada sobretudo por turistas e ao fim-de-semana. Seria uma forma de atrair pessoas que habitualmente não vão durante a semana. 

Este exemplo, que nos seduziu e que descobrimos aqui, foi elaborado pelo atelier de arquitectos de Madrid, Selgas Cano, que além disso têm um site fantástico. As fotos são de Iwan Baan.


Selgas Cano Architecture Office

Selgas Cano Architecture Office

Selgas Cano Architecture Office

Selgas Cano Architecture Office

Portugal na luta contra o cancro

A Fundação Champalimaud anunciou a criação do primeiro centro mundial dedicado exclusivamente à prevenção, investigação e tratamento de metástases, prosseguindo assim os seus nobres objectivos de ajudar a diminuir o sofrimento humano através da investigação.
iniciativa tem um alcance enorme e poderá ajudar a diminuir o sofrimento de milhões de pessoas que padecem no mundo inteiro de cancro, constituindo uma excelente demonstração do reconhecimento da necessidade de fortalecer a ponte entre a descoberta científica e a vida.
O "Centro Champalimaud de Investigação e Tratamento de Metástases" é mais um legado, a juntar ao maior prémio consagrado a nível mundial no campo da visão, que honra António Champalimaud, e que demonstra que a escolha de Leonor Beleza para presidente da Fundação, foi mais uma decisão acertada do grande gestor. Perante isto, resta-nos reconhecer e agradecer por mais este grandioso horizonte de esperança e pelo orgulho de ver Portugal em tão grande destaque na luta contra uma doença terrível.

Pastelaria Versailles

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1978 Arquivo Municipal de Lisboa



de balão

Peter Sellers

Adoro um bom café de balão, fazê-lo à mesa, sentindo o cheiro à medida que a água se mistura com o café. O ritual da lamparina. Um dos meus favoritos é uma mistura única da Casa Pereira, no Chiado. Estou farto dos Nespresso.

9 de maio de 2009

Projecto português em Bombaim

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O arquitecto português Filipe Balestra de 28 anos está a desenvolver um projecto de melhoria de habitações existentes em bairros de "barracas" ao invés da sua demolição e reconstrução. Desenvolvido em Bombaim, na Índia, o projecto visa melhorar bairros muito desfavorecidos sem desenraizamento das comunidades, através da recuperação das casas, o que permite que não se perca a ligação com os vizinhos. Uma das particularidades é que as comunidades são convidadas a participar no processo de reconstrução das suas casas, por exemplo pintando a sua casa da cor que preferem. A estratégia reforça uma certa informalidade que permite acelerar o processo de reconstrução e de legalização dos bairros.

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Foram desenvolvidos três tipologias de casa, que permitem a sua posterior expansão. Depois de criar obras para Rem Koolhaas, Balestra achou que seria essencial procurar uma experiência oposta: trabalhar para os que não podem pagar.
Em Setembro de 2008, foi convidado pelo Sheela Patel e Jockin Arputham (www.sparcindia.org) para conceber uma estratégia de incremento gradual de habitações sociais, que pudesse ser aplicado em qualquer sítio. Na altura, não sabia ainda que o governo indiano acabaria por atribuir um subsídio de 4.500 € / família para o incremento das casas.
O projecto piloto será executado em Pune e já se pensa em "exportar" o conceito para outros países com necessidades semelhantes: Brasil, Quénia, África do Sul, Filipinas.
Balestra tinha anteriormente desenhado e construído uma escola e um centro comunitário na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro num processo participativo de concepção e construção, juntamente com os moradores locais. O projecto foi chamado Sambarchitecture.

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Os moradores participando no projecto.

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A vida no interior de uma casa kaccha I

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A vida no interior de uma casa kaccha II

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A vida no interior de uma casa kaccha III

O novo Terreiro do Paço

Depois da enorme indefinição que levou ao afastamento do projecto de José Miguel Júdice, da inerente polémica e um ano após a criação da Sociedade Frente Tejo e da aprovação dos objectivos da requalificação e reabilitação da frente ribeirinha de Lisboa que podem ser vistos aqui, foi conhecido o que poderá ser o novo Terreiro do Paço. É muito tempo para apresentar um único projecto. Estamos em ano de eleições e os projectos continuam a aparecer, lentamente, mas lá vão aparecendo. Decisões e obras é que tardam em aparecer. Quanto a este novo Terreiro do Paço, pessoalmente gosto. Penso apenas que devia ter árvores. Mas gosto do conceito e considero uma solução digna. Além disso, o Terreiro do Paço precisa rapidamente de mais dignidade que não é compatível com longas discussões e aproveitamentos políticos. E Sá Fernandes já é Vereador pelo que já não precisa de se mostrar e criar polémica. Sim, porque se se quiser criar polémica há muitas coisas em que se pode pegar. Há sempre.

O Expreso fez este excelente filme que ajuda a perceber o que poderá ser o novo Terreiro do Paço.



September morning



Neil Diamond

7 de maio de 2009

Time After Time

Xadrez

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O designer espanhol Jaime Hayon vai criar um enorme tabuleiro de xadrez em Trafalgar Square, integrado no London Design Festival.
A instalação interactiva composta de trinta e duas peças de cerâmica com 2 metros de altura pretende recriar a Batalha de Trafalgar. Em Setembro. Xeque-Mate.

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6 de maio de 2009

Financiamentos

aprovação da nova lei de financiamento dos partidos, a semana passada, deixou-me perplexo. Pareceu-me um contra-senso face à necessidade de maior transparência e rigor nas contas dos partidos, numa altura de absoluta crise financeira, falta de confiança no sistema político, falência de muitas das instituições basilares da sociedade, casos polémicos de alegadas pressões e muito em sentido contrário a algumas propostas dos principais partidos há meia dúzia de anos.
E, ainda por cima, a aprovação não teve grande polémica entre os partidos e foi mesmo por um amplo consenso parlamentar. 
Esperei uns dias, para ver se tinha percebido bem....e tinha mesmo. Da esquerda à direita, os nossos representantes (excepto António José Seguro) permitiram que a partir de agora seja possível o pagamento de quotas em dinheiro e facilitaram a obtenção de receitas em festas populares.
Qualquer cidadão, ou empresa, do País tem que demonstrar à exaustão as suas fontes de rendimentos, comprovando a sua origem e tendo que guardar os documentos de suporte durante alguns anos. As presunções de culpa, as suspeições e o ónus de ter que comprovar rendimentos, por vezes insignificantes, são uma realidade, nalguns casos assustadora. Que o digam muitos advogados. Mas para os partidos é possível dar um donativo em dinheiro vivo. Assim, sem mais. Ainda continuo perplexo.

Um outro italiano

5 de maio de 2009

La Campagnia

Gosto de voltar ao La Campagnia, na Rua Artilharia Um. Há 2o anos que como invariavelmente a mesma coisa: fettuccine verde bolonhesa, taglietelle campagnia, entrecote ou chateaubriand. Desta última vez, foi este naco de lombo mal passado inventado por um escritor e diplomata francês do século XVIII, feito com um molho de ervas divinal e acompanhado de um adequado fettuccine verde e meia dúzia de batatas coradas. Para uma combinação perfeita, um Monte da Peceguina, tinto, de 2007. Por fim, apenas café. 
A comida é óptima, as massas frescas, o ambiente agradável, os preços razoáveis. Habituei-me ao serviço, que não sendo especialmente simpático, é profissional e ao fim dos anos mais próximo. Conheci em tempos a primeira das proprietárias que dizia que não era preciso inovar e apenas manter o mesmo conceito sempre com qualidade. Nem sempre partilho desta opinião, mas neste caso estava certa.

4 de maio de 2009

Desculpas

Há duas semanas que são conhecidos todos os candidatos às eleições europeias que decorrerão daqui a um mês. E continua a discutir-se quem deve pedir desculpas a quem a propósito de uma disparatada agressão a Vital Moreira. Ideias, propostas, debate, troca de argumentos, esclarecimentos, sobre o presente e o futuro do País e da Europa, nada. Mas depois, na noite das eleições, vai haver os habituais comentários de pesar pelos números que se antevêem históricos da abstenção. Vai haver comparações, explicações, justificações, desculpas, em relação ao elevado desinteresse dos portugueses. Ninguém até agora tentou contrariar o que se prevê em termos de votação. Ninguém tentou debater e apresentar formas de contrariar a situação gravíssima do País. Mas depois, ninguém será capaz de assumir culpas nem de refletir sobre o que isso significa. Vão continuar nas desculpas.

À procura da escala


Gostei de "À Procura da Escala", de António Pinto Ribeiro, Livros Cotovia. É um estimulante livro de cinco ensaios sobre cultura contemporânea, no qual o autor aborda uma determinada lógica de pensar a política e a actividade cultural no sentido da criação de um gosto. Sendo inevitável pensar-se no que foi a política Carrilho em Portugal. 
Num País pouco habituado a pensar o tema, é além disso gratificante ver alguém defender assertivamente o seu ponto de vista, mesmo que dele discordemos, o que no caso em concreto nem acontece.

3 de maio de 2009

Ao Diogo

bond-honey

Gosto muito desta fotografia de Sean Connery e Ursula Andress durante as filmagens de Dr. No, em 1962. Os olhares, a pose, os pés, a cumplicidade. Vi pela primeira vez o filme com o meu irmão, que era louco por esta loura suíça. A fotografia descobri-a muito depois. Hoje gosto ainda mais da fotografia e do filme. Mas tenho saudades de os partilhar com o meu irmão.

Vistorias



Este lago ao pé da Estufa Fria recorda-me passeios de domingo com os meus avós. Boas memórias. Hoje apeteceu-me lá voltar com os meus filhos. Senti-me bem. Pensei no futuro.
(Na porta da Estufa Fria, num anúncio manhoso da CML dizia-se que estava fechada para "vistorias". Pensei no muito que há a vistoriar num domingo de Maio depois de um feriado e com a feira do livro em funcionamento).

E o resto?

Foi há dias aprovada a lei que estabelece a escolaridade obrigatória de doze anos. A medida fora já aprovada por um governo do PSD, mas, por falta de homologação de Jorge Sampaio, não tinha sido implementada. Há muito que em Portugal deveria vigorar esta norma. O universo actual de alunos do ensino secundário é de cerca de 350 000. Prevê-se que aumentem em 30.000. Mas a lei só se torna efectiva em 2013, ou seja, só os alunos que este ano iniciarem o sétimo ano virão a ser abrangidos pela obrigatoriedade de prosseguirem os estudos a partir de décimo. O que é pena. E pelo que percebi o governo afirmou que não vão ser necessários mais recursos financeiros e mais docentes. O que é estranho. Mas o que mais impressão me fez foi a forma desgarrada e isolada, como a medida foi decidida. Não se falou em aproveitar esta oportunidade para repensar o ensino secundário no seu todo, nomeadamente, no que respeita à valorização do ensino profissional e do ensino tecnológico. Não se falou sequer em aproveitar para repensar a duração e organização curriculares. Nada. Nem por parte do Governo, nem da oposição. É certo que estamos num ano de muitas eleições e talvez não haja o discernimento necessário para um debate forte sobre este tema e para a introdução de medidas mais abrangentes. Mas era essencial. E já deviam ter sido tomadas. Há muitas coisas que podiam ser melhoradas, adaptadas, de forma a tornar o ensino secundário mais eficaz na sua interligação ou preparação com o mercado de trabalho. Fico com a sensação que se perdeu uma boa oportunidade. Mais uma.

1 de maio de 2009

À sombra

Hesitei. Os últimos anos foram penosos, mal organizados, repetitivos, incómodos. Livros mal apresentados, bancas pobrezinhas, pouco aliciantes livros do dia, muita confusão, cafés e esplanadas descuidadas. Pensei, é preciso gostar de livros para ir ao Parque Eduardo VII. Lá fui, sem muita convicção, mas com esperança que este ano fosse diferente. E foi. As bancas são bonitas, mais modernas, os livros estão em geral bem apresentados, existe animação de rua e os cafés são decentes. Uma melhoria acentuada. O conceito apesar de esgotado é o mesmo. Mas temos Feira do Livro. Comprei três, um sobre cinema, que comecei a ler na relva à sombra. Num bonito dia de sol. Chegámos a Maio.