30 de agosto de 2009

Campanhas

Nas próximas campanhas eleitorais, as despesas previstas pelos partidos vão chegar aos 91 milhões de euros, ultrapassando em 15,5 milhões o recorde de 2005.
Se juntarmos as campanhas das europeias de Junho, o total sobe para os 100 milhões de euros, dos quais 74 milhões saem dos cofres públicos.
O aumento dos custos deve-se sobretudo às eleições autárquicas. As previsões dos partidos para este ano vêm reforçar o que aconteceu em 2005, quando a campanha das autárquicas custou 62 milhões de euros. Este ano a diferença aumentará significativamente.
Poder-se-á dizer que haverá muitas empresas a ganhar, nomeadamente de criativos, designers, de propaganda, de apoio e instalação. Que é a economia a "agitar", com recurso a investimento em grande parte público... Mas isso, não convence.
Sabemos que uma campanha eleitoral é um processo complexo, com variáveis nem sempre coincidentes e onde é preciso garantir a igualdade de acesso aos meios de comunicação e a máxima informação aos eleitores.
Mas o que se tem visto e o que se perspectiva, pelos números revelados e por outros indicadores (foi mudada a hora de um jogo de futebol por causa de um debate...), não inspira muita confiança e não aparenta ser o melhor para mobilizar e motivar o eleitorado.
Sabemos que existem elevadas taxas de abstenção nas eleições. Sabemos que há um afastamento dos cidadãos da política, uma crise de credibilidade.
E, desde a escolha (nalguns casos muito discutível e até criticável) de deputados e vereadores, até às campanhas eleitorais, dir-se-á que que ainda não passou o tempo da velha política. O tempo das velhas campanhas de cartazes, outdoors e comícios, a forma ultrapassada de há décadas fazer chegar às pessoas as mensagens e as caras dos candidatos.
E são raros os casos em que as campanhas de contacto directo de rua com as pessoas, de recurso às novas tecnologias e aos meios de comunicação de massas, se sobrepõe.
Basta ver a quantidade de outdoors já espalhados por Lisboa, pelo País, por todo o lado.
São de todos os partidos, de todos os tamanhos, de todas as cores, em todos os locais, mesmo naqueles onde não lembraria colocar uma mensagem política. Vale tudo.
Em Lisboa, quer para as legislativas, quer já para as autárquicas, é um verdadeiro exagero.
No caso das autárquicas, são vísiveis por todo o lado cartazes e outdoors dos candidatos António Costa, Ruben de Carvalho e Luís Fazenda. Só Pedro Santana Lopes tem optado por uma pré-campanha mais próxima do cidadão, sem cartazes, outdoors, bandeiras, ou acções de grupo. Uma pré-campanha assente no recurso a novas tecnologias, uma campanha diferente. Menos ultrapassada. Mais jovem. Mais moderna. Mais discreta.
É uma excepção. Positiva. Que deve ser salientada. Uma opção que, curiosamente, parte de um candidato sempre muito mediático, que sempre foi visto como tendo assentado o seu percurso político no uso fácil e por vezes excessivo dos meios de comunicação. Um candidato que sempre foi visto como alguém que se expõe.
No entanto, num período difícil, numa altura de crise, num tempo em que é preciso ser contido, num novo tempo, Pedro Santana Lopes é um candidato com uma campanha diferente. É um candidato inovador.
Se há blogues, twitters, facebooks, jornais e revistas em papel e "on line", rádios e canais de televisão, para quê tantos outdoors espalhados por todo o lado?
O problema está, por um lado, no facto de grande parte dos eleitores não se dar ao trabalho de procurar conhecer via informática os programas e, por outro, no facto de uma parte significativa dos partidos e dos candidatos não apostar numa campanha com diferentes meios de comunicação, que dê a conhecer com detalhe os programas que têm para apresentar, optando pelos velhos cartazes que ficam à vista de todos, com mensagens breves e generalistas e com fotografias que acabam por se tornar familiares, à força de tanto se passar por elas.
Ou seja, parte-se do princípio que os votantes são efectivamente uma pequena multidão, que não vai procurar informação e que, no limite, não deixa de ver grandes cartazes.
E nada se faz para mudar. Para aproximar. Para informar. Para esclarecer.
E, por isso, o gasto previsto com as campanhas. Que é chocante. Desmedido e desnecessário.
A abstenção não se combate com estas velhas campanhas.
Além de bons programas, honestos, credíveis, exequíveis, fortes, inovadores, é precisa uma nova forma de os dar a conhecer. O exemplo da fantástica e inovadora campanha de Barack Obama nos Estados Unidos deveria inspirar os nossos candidatos de forma a mobilizar a juventude, informar com abrangência o eleitorado e esclarecer os indecisos. Só assim criando um forte empatia e uma verdadeira proximidade entre cidadão e político.
Ainda bem, que pelo menos um político em Portugal a um nível representativo e vísivel percebeu isso. É um grande passo em frente nas campanhas eleitorais e na forma de fazer política em Portugal. Ainda bem. Este é o caminho.

28 de agosto de 2009

De Castro Elias


Almoço a dois no novo restaurante do Miguel Castro e Silva, o De Castro Elias, na Avenida Elias Garcia, 180B.
A sala é pequena, bonita, branca, muito "clean", com copos, louça e talheres sóbrios e com bom gosto.
A lista são petiscos e pequenos pratos para partilhar. Os vinhos podem ser servidos a copo.
Começámos com uma salada de grão de bico, passámos a umas excelentes codornizes de escabeche e seguimos para umas originais e apetitosas "iscas" de bacalhau.
Depois vieram uns pastéis de massa tenra com um saboroso recheio de vegetais, (sugeridos em tom provocatório pelo Chefe por noutro encontro eu ter dito que os melhores pastéis de massa tenra do mundo eram os da nossa Milu...) que prepararam o terreno para uns deliciosos pezinhos de coentrada, que por desossados e sem muita cartilagem, convenceram quem não é fã deste prato, como era o caso.
Acompanhámos primeiro com um branco CARM, Douro, lote MCS e depois com o tinto CARM, Douro, lote MCS. E ainda provámos, a conselho do Chefe e para saborear os pezinhos, um Dão de um lote também Miguel Castro e Silva, o melhor de todos. Frutado, fresco, intenso.
Terminámos com um mix de bolo de chocolate e tarte de maça. Óptimos os dois. Por fim café.
Foi tudo excelente. Desde a simpatia e charme do Miguel. À delicia da sua cozinha especial. Ao estilo acolhedor e cúmplice do conceito. E claro, a companhia, perfeita como sempre, e que me fez descobrir este Chefe que depois do Porto, vai seguramente conquistar Lisboa. Um almoço perfeito num Verão que ainda promete muito. Lisboa merece.

26 de agosto de 2009

Edward Kennedy (1932-2009)

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Os discursos dos três irmãos Kennedy são dos melhores discursos políticos de todos os tempos. Repletos de equilíbrio, força, carisma e valores. Entre os que podem ser encontrados no site American Rhetoric, um dos mais memoráveis de Edward Kennedy é o realizado no fecho da Convenção Nacional do Partido Democrata em Nova York, em 1980.

"And someday, long after this convention, long after the signs come down and the crowds stop cheering, and the bands stop playing, may it be said of our campaign that we kept the faith.May it be said of our Party in 1980 that we found our faith again.
And may it be said of us, both in dark passages and in bright days, in the words of Tennyson that my brothers quoted and loved, and that have special meaning for me now:

I am a part of all that I have met

To [Tho] much is taken, much abides

That which we are, we are --

One equal temper of heroic hearts

Strong in will

To strive, to seek, to find, and not to yield.

For me, a few hours ago, this campaign came to an end.
For all those whose cares have been our concern, the work goes on, the cause endures, the hope still lives, and the dream shall never die."

Na data da morte do último dos três irmãos e num momento em que, como nunca, a sua política deve inspirar-nos pela sua actualidade, sentido e humanidade, estas palavras do trecho final desse inesquecível discurso, são a prova de que é possível ser grande na vitória, como na derrota, e de que o mais importante na política, como na vida, são os valores e a força das convicções.

25 de agosto de 2009

Opções...estratégicas


Há meia dúzia de meses, foi noticiado que a Câmara de Lisboa tinha abdicado de construir, em Entrecampos, apartamentos e um centro de arte para passar a fazer escritórios.
Sem esperar pela decisão judicial final sobre a permuta de terrenos do Parque Mayer, entendeu que tinha que contrariar uma medida do anterior executivo e em vez de casas, pensou em lançar escritórios em Entrecampos, esquecendo que, simultaneamente, também decidia (e bem...) que estrategicamente era preciso criar condições atractivas no mercado habitacional destinado a jovens universitários.
O bonito video promocional, que estava até então disponível no site da EPUL e que mostrava agradáveis esplanadas no meio de prédios de habitação, numa grande praça vedada à circulação automóvel, enriquecida por um centro de arte contemporânea no local do antigo mercado do Rego, passou, de repente, a ser virtual.
Independentemente de ser muito discutível a Câmara fomentar e incentivar o mercado saturado de escritórios e da contradição de opções estratégicas, o pior são as seis centenas de apartamentos especialmente destinados a jovens, que foram entretanto prometidos vender.
O pior são os jovens que sonharam ter uma habitação construida a custos controlados e usufruir de um centro de arte, tal como lhes foi prometido pela autarquia.
O pior é que não deve existir local tão apropriado em Lisboa, perto das principais universidades e bem servido de transportes públicos, para construir casas baratas para jovens.
O pior são as palavras de Manuel Salgado, para quem esta medida não significaria estar a desistir do repovoamento de Lisboa. Para repovoar "também é muito importante ter mais emprego na cidade", dizia então o autarca."Vamos aproveitar esta localização privilegiada para atrair empresas que pretendam voltar a fixar-se na cidade."
Pois...
E o equipamento cultural que estava previsto? E os compromissos anteriores? E o ambiente que se pensava vir a ser o de um campus universitário? E as casas a preços acessíveis para jovens? E a estratégia coerente? E a palavra dada?...
O melhor é que nunca mais se ouviu falar de tão precipitada e infundamentada opção.
Esperemos que para sempre. Esperemos.

23 de agosto de 2009

Quiosques

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Paperhouse1

Paperhouse2

Paperhouse3
Fotografias de Cristobal Palma.

Heatherwick Studio concebeu novos quiosques de jornais e revistas que foram instalados nalgumas zonas de Londres, perto de Kensington, nomeadamente, Earl’s Court and Sloane Square. Os quiosques abrem rodando a estrutura frontal, permitindo aos vendedores apresentar de forma bonita e eficaz os jornais. São feitos em madeira e latão, suportados por uma moldura em aço. Uma abertura em cima permite a entrada de luz natural durante o dia e é iluminado à noite.
Não gosto dos quiosques de jornais de Lisboa, que imperam sobretudo nas Avenidas Novas e na Baixa. São desinteressantes, pouco imaginativos, monocromáticos e pelo que tenho percebido pouco agradáveis para quem neles trabalha. São quentes, acanhados e não têm local próprio para durante a noite deixar os jornais e as revistas antes de serem postos à venda.

Lisboa tem quiosques tradicionais fantásticos, que em boa hora foram alguns deles recuperados pela CML e em particular por Sá Fernandes. Uma óptima ideia, que contudo tem estado envolvida em alguma polémica, nomeadamente, pelo facto de vários deles terem sido atribuídos à mesma concessionária, Catarina Portas, em condições aparentemente muito vantajosas.

Fotografia de "Lisboa S.O.S. (O Zé faz falta. No circo)"

Além disso, os dois quiosques de São Pedro de Alcântara, cuja abertura foi anunciada há um ano com bastante impacto, não funcionam. Um não chegou sequer a abrir e o segundo está fechado há vários meses.
O Jardim de S. Pedro de Alcântara tem uma das melhores vistas de Lisboa, sobretudo ao fim da tarde. Foi recuperado há uns anos por Pedro Santana Lopes e é visitado, nesta altura do ano, por muitos turistas, que se espantam, como nós, por tão fantástico local, ter fechados dois belíssimos quiosques.
Recuperar e reutilizar os quiosques tradicionais de Lisboa foi muito positivo, mas mantê-los durante meses fechados, sobretudo nesta altura do ano, demonstra displicência, uma gestão descuidada e falta de empenho. É pena.

20 de agosto de 2009

1.6 milhões !!!!!


Até às eleições autárquicas vão ser gastos 1, 6 milhões de euros em música e dança no Parque Mayer.
Sem existir a decisão judicial final em relação à impugnação apresentada por Sá Fernandes sobre a permuta de terrenos do Parque Mayer, facto que tem originado que não seja concretizado nenhum projecto concreto nesse local e bem assim nos terrenos da antiga feira popular e numa altura de extremas dificuldades financeiras, é absolutamente despropositada este evento no Parque Mayer.
As verbas são absurdas, o programa discutível e o facto de, perante tantas necessidades da cidade, se opte por música e dança, a dois meses de eleições, não pode deixar de merecer um forte reparo.
Além disso, é uma curiosa ironia que depois de tantas criticas, tantos obstáculos levantados, tantas piadas e tantos vetos, sejam as verbas do casino a ser utilizadas neste evento...neste local.

19 de agosto de 2009

No Dia Mundial da Fotografia...Lisboa

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"Eleições em Lisboa, o povo aguarda a abertura das urnas na Igreja dos Anjos", 1908, Joshua Benoliel (Arquivo Municipal de Lisboa)


17 de agosto de 2009

17 de agosto






Começo de um ano com muitos planos, com desejo de que a saúde ajude, marcado por um jantar animado, saboroso, sentido e confortante com amigos especiais e família. O melhor da vida.


13 de agosto de 2009

Twilight Zone

"There is a fifth dimension beyond that which is known to man. It is a dimension as vast as spaceand as timeless as infinity. It is the middle ground between light and shadow, between science and superstition, and it lies between the pit of man's fears and the summit of his knowledge. This is the dimension of imagination. It is an area which we call the Twilight Zone." (Opening narration - season 1 - "TheTwilight Zone")


Terminam as férias, chega-se a casa, olha-se para as notícias do nosso País e entra-se na "The Twilight Zone":
São os resultados inconclusivos do inquérito ao que aconteceu no Hospital Santa Maria e ao apuramento de responsabilidades pela cegueira causada a diversas pessoas.
É a história de um homem que andou fugido 16 anos, vivendo em grutas, sobrevivendo graças à ajuda de familiares e amigos, depois de ter fugido da prisão, onde estava a cumprir uma pena de 8 anos (ou seja, metade do tempo que andou a viver como um "homem das cavernas") e que depois de capturado, volta para a prisão.
É a colocação abusiva de uma bandeira monárquica nos Paços do Concelho, em Lisboa, durante a noite, acto que é filmado e colocado na net, demonstrando a falta de segurança da cidade e a falta de respeito existente em relação ao poder legitimo do Município e do País.
É o "massacre" com os casos de gripe A (que ao fim de vários meses vai apenas em 884 !!...), com as creches que fecham, com os planos de emergência, com as intervenções da ministra da saúde, numa das quais é dito solenemente que há conhecimento de pessoas que intencionalmente se têm abstraído de tomar medidas preventivas que evitem o contágio de terceiros, ou seja, que têm conscientemente tentado provocar o contágio. Afirmação gravíssima que não é contraditada ou investigada.
E é o PIB que embora continue este ano em queda 3,7% face a 2008, por não ter sido negativo neste último trimestre, é um sinal do principio do fim da crise, como afirmou o PM. Dito de outra forma, o PIB no último trimestre subiu 0,3% (!!!!) e ficamos todos muito satisfeitos, apesar de continuarmos na causa da Europa, cada vez menos competitivos e com uma economia cada vez mais dependente e enfraquecida.
Perante este panorama nacional, a um mês de eleições que vão decidir o futuro do País nos próximos quatro anos, sentimo-nos entrar numa outra dimensão, num País diferente de tudo, numa outra realidade.
O País sem mais uma vez efectuar reformas estruturais há décadas necessárias, com os impostos cada vez mais altos, com a gasolina, os automóveis e muitos bens essenciais dos mais caros da União Europeia, com os salários muito baixos, com a Justiça caótica e desacreditada, com a Saúde e os sistemas de Segurança Social periclitantes, com a Educação perdida em aspectos formais e sem rigor e consistência, olha-se para as notícias do "país real" e interrogamo-nos quando tudo isto será diferente. Quando todo este absurdo não existir.
É que é possível não ser assim.
Embora quase nos convençamos que terá de ser sempre assim, é mesmo possível não ser.
Basta entrar na dimensão certa.

Simplesmente



Simplesmente, Bebel Gilberto

11 de agosto de 2009

demolição e reconstrução

Demolishing and Building Up the Star Theatre (1901)

"This film shows the demolition of the historic Star Theatre building (formerly Wallack's) at the corner of Broadway and 13th Street, New York. To secure this unique picture a Biograph camera was kept constantly at work by specially devised electric apparatus for weeks, during which time exposures were made every four minutes, 8 hours a day. Before the contractors began their work of tearing down and after the last vestige of the building had been removed, 15 seconds of exposure at normal speed were made. Thus in the finished positive one views at first the old Star Theatre standing as it had for years looking down with serenity upon the bustle of Broadway traffic. Then as if struck by a tornado of supernatural strength, the building begins to crumble. Chimneys totters, walls cave in, and whole stories vanish, until at last the site shows only a cellar excavation; and the Broadway cars with the sidewalk procession continue as if nothing unusual had happened. When this view is shown in the reverse, the effect is very extraordinary. Written by AMB Picture Catalogue (1902)" - IMDb

10 de agosto de 2009

Cidade da Justiça

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(fotografia de Christian Richters)


Qualquer semelhança entre esta "Cidade da Justiça" de Barcelona, planeada, projectada e concebida em articulação com inúmeras entidades, desde 2002, pelo Arquitecto David Chipperfiel, de que podemos ver mais elementos aqui e a nova de Lisboa, no Parque das Nações, que não foi projectada de raiz, foi "adaptada" e tem uma total ausência de dignidade, de formalismo, de "poder", de respeito e de solenidade - características que devem estar obrigatoriamente associadas à Justiça - é mera coincidência.

Barcelona é uma cidade exemplar pela sua capacidade financeira, pela sua atractividade, pela sua arquitectura, pelo seu espaço público, pela diversidade de transportes, pela qualidade de vida que proporciona.
Por isso, recebe cada vez mais turistas, nomeadamente através de cruzeiros (!...) e de TGV (!...), fixa cada vez mais empresas e investimento, é cada vez mais uma referência a nível cultural e desportivo e é cada vez mais um local de excepção para viver.

8 de agosto de 2009

"Tartare" di tonno

Inesquecível e maravilhosa descoberta proporcionada pelo maître António:

Atum muito fresco - 300 g
Um dente de alho e uma cebola pequena cortados muito finamente
Cebolinho
Azeite
Vinagre balsâmico
Umas gotas de sumo de limão
Sal e pimenta

Junta-se ao atum, previamente picado em cubos muito pequenos, todos os ingredientes.
Envolve-se tudo gentil e carinhosamente, tempera-se e saboreia-se em cima de tostas, acompanhadas de um branco encorpado e perfumado.

6 de agosto de 2009

Mesmo em férias


Mesmo em férias, há coisas a que não se pode ficar indiferente.
Li isto e isto e pensei onde estará a participação e o envolvimento dos cidadãos na tomada de decisões que lhe dizem directamente respeito?
Nos dois casos, não houve bom senso, não houve envolvimento, não houve cidadania, não houve política.
Nos dois casos, as entidades envolvidas são credíveis, consistentes e as propostas pertinentes e razoáveis.
Mas esbarraram, tal como tantas e tantas vezes, na "máquina", na burocracia, no autismo e na falta de visão de como deve ser uma cidade e o seu desenvolvimento.
Quando deixarmos de discutir as dívidas da Câmara de Lisboa e quem é que contribui mais para isso, talvez consigamos perceber como pode ser Lisboa e a sua vida.

2 de agosto de 2009

Brinca na areia


Há precisamente 50 anos, a 2 de agosto de 1959, Pelé fez um dos golos mais bonitos da história do futebol, no jogo Santos-Juventus. O jornal italiano La Repubblica não esqueceu essa pérola do rei e criou um video fantástico de um golo de que só havia fotografias.