22 de fevereiro de 2010

Tragédia

Uma das mais belas zonas do país ficará abalada durante muito tempo por esta tragédia que nos surpreendeu. Estávamos distraídos com  um conjunto de disparates dos mais altos representantes do Estado e da Justiça, quando a natureza nos fez ver o que é verdadeiramente importante.

Ao recordar a simpatia e educação dos madeirenses e a beleza desta ilha, onde não vou há anos, que nem sempre é falada pelos bons motivos, não se pode senão ficar do lado de pessoas que sofrem com o isolamento e, agora, com a destruição.

Respeito, silêncio, compaixão e pudor, impõem-se.

Mas não deixa de ser chocante constatar que foi precisa uma tragédia para Portugal readquirir o aspecto duma nação como as outras, governada por gente responsável, com sentido e postura de Estado.
Finalmente, vimos o Primeiro-Ministro a falar sem ser por causa de peripécias de apetites de poder total, vimos o Presidente da República num registo certo e confiável e o presidente do governo regional com a postura correcta que se exige.

Isto talvez ajude uma nação cada vez mais descrente e perplexa com acontecimentos que se pensava já não serem possíveis. Mas comparado com o que aconteceu, de pouco serve.

1 comentário:

vanessa disse...

Concordo com cada linha do que escreveu.
No Sábado, de manhã, as notícias na rádio eram sobre a PT, a TVI, o PM, e de novo, a PT, o PM, o Figo.
A metreologia previa chuva para o Sul do país. Sem alarmes.
De tarde tinhamos caido na realidade: a notícia era a avalanche de lama na Ilha da Madeira.
As coisas mudam de um momento para o outro.