29 de março de 2010

oh ie!

SANAA




Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa - SANAA - foram os vencedores este ano do Pritzker Prizeque Álvaro Siza Vieira já venceu em 1992.
O seu projecto da Rolex Learning Center, na Suiça é de uma beleza, simplicidade e tranquilidade que impressionam.

28 de março de 2010

Reabilitação

Recentemente, duas marcas "gigantes", ao sofrerem um forte impacto na sua reputação e credibilidade, decidiram assumir e pedir desculpa.

Nem sempre se vê isso acontecer. Em muitos e muitos casos, a opção recai em fingir que nada aconteceu, em seguir em frente, preferindo a, mais fácil, fuga para à frente. Vemos isso todos os dias, na política, na sociedade, nos nossos trabalhos e, até, com os nossos amigos e com a nossa família.

Mas, Tiger Woods e a Toyota preferiram assumir os erros, pedir desculpa, apagarem-se mesmo que momentaneamente, para tentar reaparecer de cabeça levantada, renascidos, não desgastados, demonstrando uma, pelo menos aparente, humildade.

No caso de Tiger, este sempre foi visto como um modelo exemplar de disciplina e talento, mas a descoberta do outro lado da sua vida privada, de repente, pôs tudo em causa, afectando, indubitavelmente, a marca célebre e, consequentemente, afectando marcas a ele associadas. O perigo do desmoronamento de um império surgiu. Tiger não precisava de tomar a atitude que tomou se não quisesse, devia-o apenas ao seu círculo familiar, mas avançou com uma atitude de humildade e de arrependimento, afastou-se e reabilitou-se, e prepara-se, mais cedo que o esperado, para em breve continuar a sua carreira. 

Para os condutores de automóveis Toyota, depois de anunciados os problemas no acelerador e nos travões e chamados à marca milhões de consumidores, a fiabilidade passou a ser bastante questionada. Mas a empresa optou por assumir o erro e tentar corrigir os problemas detectados e estão em estudo garantias extensíveis e benefícios excepcionais na compra de novos modelos, mais seguros.

Nos momentos difíceis, são necessárias decisões rápidas para recuperar os valores perdidos. E a reabilitação, apesar de ser quase sempre a melhor opção, nem sempre é a opção escolhida. 

Nestes dois casos, as duas marcas quase seguramente sairão por cima. Digna e corajosamente. E, daqui a uns tempos, falar-se-à mais nos automóveis Toyota com nova tecnologia movidos a um tipo de energia alternativo, do que dos travões ou do acelerador.

E Tiger Woods continuará a mostrar que é o melhor golfista do mundo e com o tempo este episódio fará parte do passado.

In the heart of the city




Seagram Bulding, 1958, 
Park Avenue, entre as ruas 52 e 53, Manhattan, New York.

27 de março de 2010

Wine Spectator




A última edição da Wine Spectator traz uma lista dos melhores vinhos portugueses de 2007.

A lista completa está aqui.

25 de março de 2010

Demasiado tarde


A Dívida Pública portuguesa passou de 90,7 mil milhões de euros, correspondentes a 62,9% do PIB, em 2004 para 146,8 mil milhões de euros, correspondentes a 87,7% do PIB, em 2010. Independentemente das "costas largas" da crise internacional, o principal responsável por esta situação foi o Governo através da adopção de políticas irrealistas e erradas.

Por causa das agências de rating e dos credores internacionais, o Governo apelou à Oposição e em particular ao PSD e a Manuela Ferreira Leite - que sempre disse que as políticas que estavam a ser seguidas eram erradas - para que aprovasse o Plano de Estabilidade e Crescimento.

No último dia como presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite viabilizou o PEC, evitando assim uma crise política que se adivinhava.

O PEC é um mau documento, com medidas que não vão melhorar a situação estrutural do país e que podiam ter sido evitadas. O que acaba por ser a prova que Ferreira Leite estava certa e o Governo errado. A justiça chegou no fim. Mesmo no fim. Demasiado tarde.

Mas isso parece ser a sina do nosso país. O nosso fado. Que faz com que estejamos na situação em que estamos: apenas a Grécia, Malta e Eslováquia têm um ‘rating’ pior que o de Portugal entre os 16 países que usam o euro.

23 de março de 2010

When the poets dreamed of angels

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Casa dos 24



A Casa dos Vinte e Quatro terá surgido em 1384 por carta régia de D. João I, agradecido pelo apoio das corporações à sua causa, durante a crise de 1383-85, determinando por isso que dois representantes dos mesteres tivessem assento na Câmara de Lisboa, com direito de intervenção nas deliberações municipais.

20 de março de 2010

Gosto, sobretudo, das mãos






Finalmente



A tão sonhada ida ao Tavares.
Ambiente requintado, exclusivo, intenso, onde sobressaem os maravilhosos espelhos. 
Impossível não recordar a imensa história do local. Em particular, os famosos encontros dos "Vencidos da Vida", no final do século XIX, um grupo de onze amigos (entre os quais, Guerra Junqueiro, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão e Eça de Queiroz) desiludidos com a política dominante, mas que não desistiam de vencer para além do desengano...

Serviço perfeito, do melhor que temos visto. Carta de vinhos extensa e variada a preços muito equilibrados. Comida exceptional, confirmando o que já pensávamos, José Avillez, de forma sensata, prudente, laboriosa e empenhada, é já, aos 30 anos, um dos melhores chefs do país. A sua comida é,
muito provavelmente, a mais surpreendente e estimulante que podemos desfrutar em Portugal.

Começámos com umas azeitonas em tempura e um queijo de cabra com pétalas de presunto e broa de milho que nos aconchegaram o estômago. Seguiu-se uma vichyssoise de espinafres deliciosa.
De entrada, umas amêijoas à Bulhão Pato muito saborosas, típicas, bem portuguesas. E o melhor foie gras que comemos nos últimos anos. Deslumbrante.

Provámos, ainda, o bacalhau à Braz com umas azeitonas verdes surpreendentes e passámos ansiosos para o pombo assado com um ferrero roché de trufas e foi gras, com uma película de ouro soberba e puré de maça, que estava divinal.

Acompanhámos com uma garrafa de Grainha, tinto, um Douro perfeito para a ocasião.
Terminámos com petits fours e café na companhia tímida, empolgada e muito agradável do chef.

Foi um dos melhores momentos do ano, perfeito, cúmplice, estimulante para os desafios que se adivinham. E são tantos.


19 de março de 2010

Lembro-me de ouvir do meu pai:



"Quadrilha"


João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.


Carlos Drummond de Andrade
Alguma Poesia, Editora do Autor, Rio



16 de março de 2010

Respectfully yours, Clint Eastwood

Tuesday, October 26, 1954
Dear Mr. Wilder,
Thank you for taking your time to see me last Tuesday when Mr. Arthur Lubin was kind enough to introduce us on your set. Mr. Solly Baiano of Warner Brothers seemed quite enthusiastic about my possibilities for the Lindbergh role, when he met me here at Universal where I am under contract.
I was concerned when you mentioned to Mr. Lubin that you would like to see a test. The only one Universal has made was one of those difficult interviews in which I felt I was not very good, even though I was given a contract on the strength of it. When the time comes for casting, I would appreciate so much your letting me talk with you rather than seeing this test, for I have improved in every way since that time. I feel the qualities you might be seeking can better be found in a personal interview.
Again, may I thank you and trust I did not take too much of your time. I now look forward to our next meeting.
Respectfully yours,
Clint Eastwood
4020 Arch Drive
North Hollywood

PEC

Considerando a situação grave do país, é imprescindível que o Plano de Estabilidade e Crescimento da nossa economia para os próximos tempos reúna um consenso político alargado, de forma a que, entre outras razões evidentes, a Europa nos veja de forma diferente da Grécia.

Acontece que esta versão do PEC, que o Governo pôs à discussão, assenta, não na redução da despesa, mas antes, no aumento das receitas através do agravamento da carga fiscal. 
Este aspecto, que tem caracterizado a política financeira portuguesa dos últimos anos, lamentavelmente, mantém-se neste plano. Ou seja, em vez de uma redução empenhada e sem contemplações da despesa, associada a uma política fiscal audaz, repete-se a formula habitual de "mais receitas".

Ora, não é com mais recursos afectos ao Estado e retirados aos sectores produtivos, que se concretizará a imprescindível mudança estrutural da nossa economia resolvendo os nossos problemas de décadas: pouca produtividade e quase nula competitividade.

É certo que estão previstas algumas medidas na vertente das receitas, através de
privatizações que se estima representem cerca de € 6 mil milhões. Mas isso, é muito pouco, pois, como se sabe, o aumento do endividamento da nossa economia ao exterior é de cerca de € 16 mil milhões por ano. 
Assim, partindo do princípio que todas as privatizações previstas se concretizam, elas reduzirão apenas em 10% o aumento de endividamento ao exterior, o que não tem expressão.

Faltam medidas relativamente às empresas públicas, às contratações externas, ao número de funcionários públicos. E faltam medidas que compensem e incentivem a componente da poupança. 

Basta lembrar o que aconteceu há cerca de um ano com os certificados de aforro que sofreram uma medida fatal que reduziu significativamente a sua atractividade. Nessa altura, foram alteradas as regras de remuneração que o Tesouro tinha acordado para os aforradores da Série B, determinando uma mudança de regras básicas a meio do campeonato, tendo sido criada uma nova Série C cuja remuneração passou a ser estabelecida em função da Euribor a 3 meses, aplicando-lhe um factor 0,85 e somando um prémio de permanência de 0,25% durante o 1º ano. O resultado foi inevitável: as pessoas levantaram os certificados, verificando-se uma diferença negativa de € 47 milhões entre as subscrições (€ 59 milhões) e os resgates (€ 106 milhões).

Seria, pois, de extrema importância que, por exemplo, esta matéria fosse alterada de forma a dar mais confiança aos consumidores, incentivando a poupança. O que se torna cada vez mais difícil com medidas, como as anunciadas, de sobrecarga fiscal.

Conclusão: este PEC não merece o desejado consenso político alargado.

15 de março de 2010

Congresso do PSD

À partida:
- Uma oportunidade do país conhecer melhor o estado actual do partido;
- Uma oportunidade dos militantes e simpatizantes conhecerem melhor as propostas dos candidatos;
- Uma tentativa de aproximar divergências e reaproximar tendências;

O resultado:
- Discursos de ex-lideres melhores que os dos candidatos;
- Paulo Rangel a destacar-se;
- Passos Coelho a procurar segurar;
- Aguiar Branco a reforçar dignidade, nível, mas pouco carisma;
- Não aprovação de muitas das propostas de alteração estatutária;
- As televisões a insistirem em destacar o anedótico e o pitoresco;

O que vai ser mais falado:
 - A "lei da rolha", que ocupará os habituais realçando a proibição da liberdade de expressão. Mesmo não sendo defensor de uma medida deste tipo que não me convence e me parece demasiado autoritarista, pois defendo que a autoridade existe, ou se tem ou não se tem, não se impõe, também me parece evidente que a existência de regras e sanções para a deslealdade em tempo de "guerra" é perfeitamente normal.
Em momentos decisivos de conquista ou resistência, seja em que actividade for (nos negócios, no desporto, na justiça, na guerra e também na política), é perfeitamente razoável que a conquista do poder ou a defesa dos interesses e direitos que se julgam legítimos se sobreponha, momentaneamente, a algumas liberdades cívicas. Nesses momentos, (2 meses...!?!) o dever da lealdade deverá superar o das opiniões. 
Há um tempo para a critica e para o debate e há um tempo para o silêncio e para a união. Em qualquer organização o silêncio é a alma do negócio...

O mais importante:  
- Clarificação de posições face ao PEC que está desenhado pelo Governo e que irá asfixiar e não resolver, pois é ligeiro em medidas para para cortar seriamente na despesa pública, para acabar com consultadorias externas e outsourcings e com a gestão escandalosa de institutos e empresas públicas que continuam a esbanjar dinheiro. Qualquer que seja o candidato vencedor, o PEC vai dar que falar. Por alguma razão, a votação está marcada para antes da eleição.

13 de março de 2010

21


Num estudo recente, a New Economics Foundationconclui que a salvação da economia mundial está na redução da jornada de trabalho para 21 horas semanais.
Segundo os investigadores, essa medida teria vantagens importantes:

- aliviaria as pressões sobre o meio-ambiente, ao diminuir o consumo de energia e de outros recursos naturais,
- diminuiria o stress tanto de empregados quanto de patrões, dando-lhes mais oportunidades de lazer,
- e mais mulheres poderiam entrar no mercado de trabalho, já que teriam mais tempo para cuidar dos filhos.
“É hora de romper o poder do velho relógio industrial, resgatar as nossas vidas e trabalhar para um futuro sustentável. Gastar menos tempo com o trabalho vai-nos ajudar a romper o padrão de exploração desenfreada de recursos”, diz Anna Coote, uma das autoras do estudo.

Cada vez penso mais na necessidade de se repensar a forma de trabalho, nomeadamente, as horas de trabalho. Desde que trabalho que, para mim, não existe um horário fixo de trabalho. Faço-o voluntariamente, por gosto, maneira de ser. Seja a que horas for. A profissão também ajuda. Mas é uma opção pessoal.

No entanto, nos últimos tempos, tenho dedicado mais tempo à família. Mudei muitos aspectos. Tenho procurado desfrutar de muitas coisas que tantas vezes deixamos para trás. Pequenos ou grandes prazeres da vida. Ir ao cinema, a exposições, à praia, ler, navegar, viajar, conviver, desafiar, petiscar, namorar, amar.


Mas, existe tanta gente que não tem esta sorte. E que tem de trabalhar segundo um horário rígido de 7/8 horas diárias, deslocar-se em transportes 1 ou 2 horas por dia e, ainda, arranjar tempo para cuidar dos filhos e da casa.
E também existem aqueles que tendo condições para usufruir da vida, organizando o seu dia de forma eficaz, se perdem e perdem a vida. Quando se apercebem, é tarde.

Fixar um horário de trabalho remunerado mais reduzido pode ser a chave de uma melhor vida. Ter mais tempo para se ser melhor cidadão, melhor vizinho, melhor amigo, melhor marido, melhor pai.
E, paralelamente, ser melhor empregado: menos stressado, mais controlado, mais feliz com o trabalho, mais inovador e produtivo.

12 de março de 2010

...



Pela flor pelo vento pelo fogo
Pela estrela da noite tão límpida e serena
Pelo nácar do tempo pelo cipreste agudo
Pelo amor sem ironia - por tudo
Que atentamente esperamos
Reconheci tua presença incerta
Tua presença fantástica e liberta



Sophia de Mello Breyner Andresen

Os Chouriços


Finalmente, fiz os chouriços de Goa que o Jesus do Tentações (ali para o Martim Moniz) me arranjou da última vez que lá almocei. São uma das suas melhores criações.
Levei ao lume uma panela com os 3 chouriços, 3 cebolas cortadas em quartos, umas gotas de vinagre e água.
Cozinhei até a cebola estar mole e apurei o molho.
O resultado é forte, intenso e delicioso. Um molho vermelho, picante, inebriante, que é uma tentação para molhar o pão. Tem os nossos sabores misturados com uma infinidade de aromas e texturas que ajuda a perceber porque é que um dia conseguimos chegar à Índia.
Lembrei uma viagem, há muitos anos, a Malaca, o orgulho que senti nessa altura, e sonhei, mais uma vez, com uma Goa onde nunca fui. E que irei um dia.

7 de março de 2010

Bertrand


Livraria Bertrand, Lisboa (Portugal) by Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian.
Livraria Bertrand, Lisboa (Portugal) by Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian.
Livraria Bertrand, Lisboa (Portugal) by Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian.
Avenida de Roma
Fotografias sem data, produzidas durante a actividade do Estúdio Mário Novais (1933-1983) e pertencentes à colecção de 80.309 documentos fotográficos de diversos tipos (negativos, diapositivos, interpositivos) adquirida em 1985 pela Fundação Calouste Gulbenkian.

5 de março de 2010

de Lisboa

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O amanhecer. Chegar pela ponte sobre o Tejo. Ler com os meus filhos nos jardins da Gulbenkian. Passear pelo Chiado. Andar de eléctrico. Beber a Ginginha do Eduardino com a minha mãe. Os pastéis de nata da Cristal. O café da Casa Pereira. O melhor caril do mundo do Sebastião. O Coro Alto do Museu do Azulejo. Correr junto ao rio. Namorar no Castelo de S. Jorge. Arroz negro do Solar dos Presuntos. Pão da Charcutaria da Duque d'Avila. Peru de Natal da Brasil. Pequeno almoço na Versaillhes. A Igreja dos Carpinteiros na Rua de S. José. A Igreja de S. Domingos. Os concertos na Gulbenkian. Pastéis de massa tenra do PapAçorda. Esplanadas. A conchanata da Av. da Igreja à noite, no Verão. O bitoque do Tico-Tico. Pães-de-Deus de madrugada na padaria da Almirante Reis. Os Dim Sum do Hong Kong, na Pascoal de Melo. A feira das Galinheiras ao domingo de manhã. Bife com ovo a cavalo e caneca mista no Café Império. A Quinta das Conchas. A "Canção de Lisboa". A Solmar. Um pic-nic na Tapada das Necessidades. O CineConchas. Passear pela Guerra Junqueiro. O gin tónico num final de tarde na esplanada do Adamastor. Santo António. A igreja de Santo António. As mercearias da Rua do Arsenal. A vista da capelinha do Restelo. Rever o Annie Hall no Monumental. Ir ao cinema a pé. Guiar à noite no Verão. O António Macedo de manhã no rádio. Ir buscar os meus filhos ao Colégio. Um prego nas roulottes do Campo Grande. O Goethe Institut. A Maumaus. Ver o Museu do Chiado muito rapidamente. E devagar os quadros de Vieira Lusitano no Museu de Arte Antiga. O Camané. Com um Brilhozinho nos Olhos, do Sérgio Godinho. O Jardim da Estrela. A música do começo dos noticiários da TSF. Jantar ao fim do dia no Café Buenos Aires. Comprar rosas na Isaura. Mimar. Fernando Pessoa. Jantar no Bairro Alto. Vinho Granjó ao fim da tarde na varanda. O Sr. Avelino da Versailles. O Sr. Teixeira. Os meus amigos. O meu amor. A caipirinha e o vatapá da Comida de Santo. As lides de António Ribeiro Telles no Campo Pequeno. Bife tártaro no Gambrinus. Sporting. A tertúlia das sextas-feiras. Almoço de sábado na Colina. A "roupa velha" de dia de Natal. Fado. Sardinha assada. A praia do Guicho a 25 minutos. O escritório ao pé de casa. Saudade....

4 de março de 2010

Attorneys



Greve?


Num cenário de reconhecida crise, em que a dívida pública cresce assustadoramente e o deficit atinge um nível elevadíssimo, em que todos os dias empresas fecham e mais pessoas ficam sem emprego, e em que as pensões e reformas são cada vez mais periclitantes, parece difícil de perceber o que move os sindicatos para a convocação de uma greve.

A crise atingiu todos e a precariedade no emprego é um dado na sociedade europeia de hoje, pelo que parece evidente que também os funcionários públicos têm que se habituar a este novos tempos.

Não quero discutir sequer se faz sentido existirem nos dias de hoje sindicatos, mas existindo, para serem credíveis e contribuírem para uma melhor justiça social e laboral, têm que mudar a sua postura retrógrada dos “patrões e trabalhadores” e dos “exploradores e explorados”.


Este não é momento para greves. Não é o momento para discursos idealistas, utópicos, desfasados da realidade. Todos têm de contribuir com propostas e soluções que melhorem a situação.


Fazer greve nesta altura é um acto de profundo egoísmo.


 

1 de março de 2010

O "Olho de Istambul"



"Pontes para Istambul", exibe imagens do fotógrafo Ara Güler, da Agência Magnum, que construiu grande parte da sua sua carreira através de viagens e reportagens um pouco por todo o mundo. 

Mas são as imagens da sua cidade que o tornaram mais conhecido - uma Istambul em movimento, cheia de histórias e gente. Uma Istambul única.

Até 1 de abril, no Centro Cultural de Belém.

Mais fotos de Ara Güler aqui

...



Fevereiro acabou. O mês que mais custa a passar. O que é sempre mais longo. Este foi chuvoso, frio, ventoso, feio. Como o de há 15 anos. O pior de todos. Aquele que nunca esqueço. São sensações que perduram. Imagens que permanecem. Sentimentos que não apago. Não consigo.
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