27 de maio de 2010

in estate un gelato in piazza di spagna


Audrey Hepburn (e Gregory Peck) em Roman Holiday  de William Wyler. 1953

Mi piace la gioia italiana

Sou um fã de Itália. Da comida, da cultura, da mistura entre passado grandioso e presente com classe, da moda, dos sapatos e das gravatas, dos carros, do futebol, do cinema dos anos 70, das mulheres, da língua. Mas, sobretudo, gosto da alegria dos italianos.

E tenho-me lembrado disso, mais do que nunca, porque sinto que nós, portugueses, andamos tristes, irritados, perdidos.

Nem a vitória gloriosa de Mourinho, na mesma Itália, nos serve de estímulo ou nos encanta. Itália rendeu-se a um português, o mundo rendeu-se a um português, e nós já estamos a sofrer por antecipação pela nossa selecção, antevendo (talvez até desejando...) o descalabro.

Nós somos assim, a alma lusitana é assim. Muita critica, muito pessimismo, muito umbigo, pouca alegria, pouca força, pouca capacidade de remar contra a maré.

Em Itália também se discute muito, nos últimos tempos, as medidas contra a crise. Também lá, na luta política, tudo parece servir. Também lá, a crise financeira se fez sentir. Também lá, a economia tremeu.

Mas o país real é muito diferente do nosso. Os italianos são mais alegres. As praças estão sempre cheias de gente nas esplanadas. Há feiras e mercados de flores, de produtos italianos, de queijos, de verduras. Há múltiplas iniciativas culturais, de tipos variados e para gostos diferentes. Há muito turismo cultural e muito turismo gastronómico. Há charme e sedução nas ruas. Há uma agitação controlada, há confiança.

Gosto da alegria italiana.

Não vejo a hora de apanhar o avião e poder sentir tudo isso. E muito mais que não se consegue, ou não se pode, partilhar.

25 de maio de 2010

Post de quem está cansado de ver o seu país e a sua cidade mal geridos e cada um a pensar na sua vida

A dimensão extrema do descalabro das nossas finanças públicas torna inadiável a tarefa de salvar o Estado e o regime democrático.

Não há outro caminho que não o de repor no Estado uma noção mínima de responsabilidade e respeito pelo dinheiro dos cidadãos. Para isso é necessário subir impostos e cortar nas regalias adquiridas do sector público. Continuar a defender que os gastos com a educação, a saúde e a segurança social - sem paralelo em termos europeus - continuem imutáveis ou que os funcionários públicos se possam reformar ao fim de 36 anos de trabalho, ao mesmo tempo que aumentam a sua esperança de vida e os gastos públicos com a sua saúde e as suas pensões, não é teimosia ideológica é inconsciência.

A segunda coisa que nunca será de mais dizer é que o estado do país revela a que ponto temos sido governados nos últimos anos. Mal, muito mal. Não vale a pena arranjar desculpas. A crise internacional complicou, agravou, mas as políticas estão erradas há muito.

Basta ver, o que na Grâ-Bretanha, o novo governo se prepara para fazer e que será apresentado hoje, para perceber como se faz. É possível fazer muito melhor.
O Ministro das Finanças da Grã-Bretanha, George Osborne, anunciou planos para cortes de 6,2 bilhões de libras em gastos públicos, dizendo que é necessário "uma acção urgente" para conter o déficit público do país.

Entre as medidas anunciadas, há um congelamento na contratação de novos servidores públicos e cortes de benefícios sociais.
Segundo Osborne, 500 milhões de libras desses cortes serão reinvestidos em programas de educação para adultos e para habitações populares.
Os cortes anunciados têm o objectivo enviar uma "onda de choque" para todos os departamentos do governo e desestimular o desperdício.
"Os anos de abundância no sector público acabaram, mas quanto mais assertivamente agirmos, mais rapidamente e mais fortes atravessaremos este período duro", afirmou George Osborne.

Sobre as medidas que Sócrates com o beneplácito de Passos Coelho foi obrigado agora a aplicar, elas deixam um sentimento misto: é bom que haja medidas, mas fica a sensação de que algumas são boas, outras apenas simbólicas, outras talvez contraproducentes e, outras ainda, não são sequer medidas, pois estão ausentes.

Com efeito, não há nada de muito importante (a não ser que não tenha visto bem) sobre a persistência injustificável dos benefícios fiscais de que goza a banca e o sector financeiro, não se foi além de uma vaga referência à revisão geral e total dos milhares de subsídios que o Estado mantém em vigor, na maioria dos casos, por simples inércia.

Entre as medidas lógicas têm particular importância financeira as que se reportam à revisão das regalias dos funcionários públicos. Digam o que disserem os sindicatos, a situação era indefensável. Era urgente mudar, corrigir.

Quanto às medidas contraproducentes anunciadas por Sócrates, elas são em meu entender as que implicam aumento de impostos. Este aumento atinge sobretudo a classe média e os quadros por conta própria ou por conta de outrem que, juntando ao IRS a segurança social, o IMI, as taxas municipais e os impostos indirectos, chegam à conclusão de que 60 por cento do que ganham com o seu trabalho acaba a financiar a má administração pública. É sempre o mesmo.

Portugal na última década regrediu em quase tudo — na educação, na economia, nas finanças públicas, na criação de emprego, na agricultura, na defesa do ambiente, na gestão do território, na qualidade da democracia e na justiça. Lisboa, a capital do país, definha  há muito sem planeamento, sem uma visão cultural, sem uma preocupação real com os cidadãos, sem estratégia, sem coragem, sem visão.

Mas, sobretudo, houve uma desvalorização preocupante dos valores. Cada vez se vê mais ligeireza nos valores, mais temas "modernos" que adoçam a suposta igualdade tão ao gosto de facções esquerdistas do eleitorado (casamento gay, desnecessidade do casamento como forma de constituir família, suposta participação dos cidadãos na tomada de uma parcela ínfima das decisões políticas), mas que enfraquecem a competitividade, o relacionamento entre as pessoas, o respeito e que desviam as atenções dos grandes problemas do país.

Cada vez se vê menos coragem, menos reconhecimento, menos gratidão, menos sentido cívico, menos apoío aos audazes. E isso é, em última instãncia culpa do Estado e do exemplo que dá, mas sobretudo culpa nossa. De nós todos, que preferimos o comodismo à iniciativa, o calculismo à decisão, a dúvida à certeza, o colectivismo à coragem, o compliquex ao simplex.

E isso tornou-se fatal. Há muito... Mas há muitos que ainda não o perceberam.

O problema é que para tantos já é demasiado tarde.

24 de maio de 2010

This is not a suit


Nova colecção da A. Sauvage: conjunto de fotografias de homens com vidas desprendidas, estilizadas, invejáveis. Ou, como a campanha publicitária afirma: um case study do fascínio permanente do artista pelas influências internas e externas que permitem o individualismo.  

O fotógrafo convidou diversos homens a usar roupas da colecção, encorajando-os a usar uma roupa à sua escolha. A imaginação de cada um, a capacidade para decidir o que vestir, fez o resto.

Confuso? É ver as fotografias espantosas aqui.


20 de maio de 2010

Há coisas que são mesmo diferentes

O acordo David Cameron - Nick Clegg já está feito e está disponível aqui. 

Dificilmente esta rapidez, esta determinação, esta vontade e este sentido de servir seriam possíveis no nosso país.

E nós bem precisávamos disso tudo.

18 de maio de 2010

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Rosa...no Parque Eduardo VII

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Via Rua dos Dias que Voam

a propósito de moções e outras formas de censura (não tem a ver, eu sei, mas apeteceu-me)

Local: Assembleia da República
Data: 5 de Janeiro de 1982
Diários da Assembleia

"O Sr. Presidente: - Tem a palavra, Sr. Deputado.

O Sr. Sousa Tavares (PSD): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Em primeiro lugar, pedi a palavra antes mesmo do final da declaração política do Sr. Deputado Jerónimo de Sousa. Eu não minto. Em segundo lugar, eu não falei na Polónia. Em terceiro lugar, se o Sr. Deputado Jerónimo de Sousa, é ignorante que o seja. Não há ninguém neste país que não saiba que desde o Vietname à Guatemala, a São Salvador tenho protestado - mais do que ele - contra todas as situações de opressão aos trabalhadores.

Aplausos do PSD

Não há ninguém que não saiba que eu sou sempre o primeiro a protestar contra todas as situações, de direita ou de esquerda, que oprimem os trabalhadores em qualquer parte do mundo.

Aplausos do PSD e do PPM

Fi-lo na Embaixada da América em presença do Embaixador da América, quando lá fui chamado para uma paródia quando um agente da CIA queria fazer propaganda do que se passava em São Salvador. Fi-lo contra o Vietname num livro publicado e que foi apreendido pelo Estado Novo. Cale-se, Sr. Deputado Jerónimo de Sousa. Perante mim não tem nenhuma espécie de autoridade moral. O senhor é que não se opõe às situações de opressão dos trabalhadores. Eu, pelo contrário, tenho-me oposto durante toda a minha vida, em toda a parte, em Portugal ou seja onde for, em qualquer parte do mundo, contra a repressão dos trabalhadores.
Cale-se e não seja ignorante.

Aplausos do PSD, do CDS e do PPM

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Jerónimo de Sousa.

O Sr. Jerónimo de Sousa (PCP): - Sr. Deputado Sousa Tavares, a sua voz grossa não me impressiona e, para o acalmar, devo dizer-lhe que sou capaz de falar mais grosso do que o senhor.

Aplausos do PCP

O Sr. Sousa Tavares (PSD): - Idiota!

O Orador: - Sr. Deputado, o que eu disse foi que o senhor não tinha falado da Turquia. Quanto à afirmação de ignorante, devolvo-a. A situação da Turquia já lá vai há mais de um ano e eu nunca o ouvi falar dela. Já o tenho ouvido falar de tudo sem preceber de nada, diga-se de passagem, menos da Turquia. Por isso, escusa de falar tão grosso. Ignorante é o senhor.

Vozes do PCP: - Muito bem!

O Orador: - Não se admite que me chame aquilo que me chamou, porque, se for necessário, mais grosso falo eu. Enquanto o senhor tem a experiência que referiu, eu tenho a experiência de 15 anos de empresa, de fábrica, de exploração, 5 anos de Parlamento e nunca admiti que nenhum deputado, seja ele quem for, esteja a mandar «bocas» como o senhor. Fale mais vezes, se for necessário, e cale-se, porque não tem o direito de falar como o fez e ofender esta Assembleia.

Aplausos do PCP

O Sr. Sousa Tavares (PSD): - Olhe, vá à merda! Idiota! Mandrião! Vá trabalhar, que foi aquilo que nunca fez na vida! Calaceiro!

O Sr. Presidente: - Srs. Deputados, agradecia que não se mandassem calar uns aos outros, porque, dentro dos limites do Regimento, todos os deputados têm direito a usar da palavra, inscrevendo-se para isso.

Está encerrado este incidente."

17 de maio de 2010

Mais um grande Quinta Nova



O vinho 3 Pomares Tinto, 2008 da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo voltou a surpreender. 

Depois de ter tido uma óptima pontuação pelo crítico britânico Jamie Goode, este vinho conquistou recentemente uma Medalha de Prata no Decanter World Wine Awards 2010. 

É um vinho excelente, aromático, elegante, redondo, a um preço excepcional, abaixo dos 8 euros nalguns sítios...

O que dirá a tudo isto a discreta Vereadora Catarina Vaz Pinto?...

Lisboa é cada vez mais uma cidade sem classe, sem diversidade cultural, sem nível. Depois dos automóveis na Av. da Liberdade aqui há uns tempos, agora vai ser a vez do Modelo fazer um Mega Pic-Nic com um concerto de Tony Carreira no Parque Eduardo VII.

Ter uma, ou outra, iniciativa deste género até não acho mal, mas no Parque Eduardo VII,  no coração da cidade, é que me parece completamente a despropósito

Já não bastavam os jardins mal cuidados, as ruas sujas e os equipamentos culturais e desportivos ao abandono, agora somos animados por estes "eventos", que por mais que custe acreditar (ou talvez não...) são "abençoados" pelo paladino da legalidade e do posicionamento cultural da esquerda intelectual, que outrora tanto criticava qualquer iniciativa do género e agora, como vereador  executivo, apoia estes exemplos de "dinâmica cultural"- o Vereador Sá Fernandes.

O que dirá a tudo isto a discreta Vereadora Catarina Vaz Pinto?...

16 de maio de 2010

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Ali & Fox



Muhammad Ali e Michael J. Fox
Foto de Mark Seliger

“It was important to show what Muhammad Ali and Michael J. Fox have in common. The concept for the photo was to have Ali, the greatest fighter in the world, training Michael, who is not exactly the biggest fighter in the world. But Michael is a real fighter in another sense and his strength is an example for so many people. Ali is also an inspiration in various ways, from his involvement in civil rights and humanitarian issues to his legacy as an athlete.”

12 de maio de 2010

Enorme emoção


Ontem foi um dia de enorme emoção. 


Ter cruzado o olhar com o Papa Bento XVI, ter assistido com a minha família à missa, numa Baixa repleta de gente, ter olhado para o rio com o Cristo Rei na outra margem e, sobretudo, ter sentido e partilhado da enorme adesão de todos aqueles que quiseram testemunhar este momento, foi uma emoção forte e inesquecível. A capacidade de mobilização que a visita do Papa a Portugal conseguiu reunir, o envolvimento popular, comoveram-me.

Sou católico, acredito em Deus, tenho fé e sinto o que mexe com aqueles que me rodeiam.

Bento XVI não é tão próximo dos fiéis como era João Paulo II, muito carismático, político, atlético, marcante. 

Talvez seja menos “peregrino”, menos ecoménico que o seu antecessor. É muito mais um teórico. Provavelmente até menos conservador do que era João Paulo II. É alemão, talvez não muito caloroso, não muito emotivo. E tem tido, desde a primeira hora, aquilo a que hoje se chama "má imprensa".

A sua visita, por tudo isso, é ainda mais grandiosa, porque venceu obstáculos, congregou o mundo católico, e parou um país sem contestações maiores do que as habituais. E demonstrou que se calhar todos nós é que temos de nos aproximar dele e procurar perceber a sua mensagem.

Por mais petições, "piadas", pensamentos modernos, que se queiram generalizar e que a laicidade inspira, o país uniu-se em torno do Papa. 

Dir-se-á que foi uma prova da força da Igreja Católica. Perfeita na organização. Exemplar mesmo.

Mas foi sobretudo uma demonstração de fé, uma união de fé. Foi a prova que Deus é essencial nas nossas vidas, que é bom sentir fé. E que isso merece respeito. Contenção. Tolerância.

É uma enorme emoção sentir e acreditar que Deus existe. 

8 de maio de 2010

Portugal, 1956



Filme feito pela Nato.

Mercado da Ribeira

1901, Ferreira da Cunha

Vendedora de figos no mercado da Ribeira Nova (demolido em 1924), 1910, Joshua Benoliel

1936, autor desconhecido

1968, Armando Serôdio

1973, Eduardo Gajeiro

2000, Luís Pavão
Arquivo Municipal de Lisboa

7 de maio de 2010

Eleições

Curiosa esta árvore sobre as eleições britânicas.

David Cameron 
fez hoje um discurso em que abre a porta à hipótese mais provável: coligação dos conservadores com os liberais.

É uma grande mudança. Que penso será positiva.
É uma nova geração de políticos, são novas ideias, que seguramente darão um novo fôlego.


Por cá, analistas, bloggers e estudiosos que tantas esperanças depositavam em Gordon Brown e, sobretudo, no partido liberal e que tão entusiasmados ficaram com as sondagens dos últimos dias, após os debates, estão um bocadinho desiludidos. Afinal David Cameron é um conservador. Mesmo que seja um novo conservador.

Educação "conservadora"

A reforma da Educação foi um dos temas nucleares da campanha para as eleições britânicas de ontem. É preciso lembrar que uma grande parte dos estudantes na Grã-Bretanha estuda em escolas financiadas, directa ou indirectamente, pelo Estado.

As preocupações são as mesmas de cá: elevar as classificações nos exames; melhorar a alfabetização, a escolaridade, as qualificações dos professores; saber se turmas menores são uma das respostas a dar e se mais aulas podem melhorar os resultados dos últimos anos.

O plano dos Tories, que ganharam as eleições, inclui a criação de um modelo de escola independente co-financiado por professores, pais ou quaisquer outros grupos. É um sistema parecido com o da Suécia e que, apesar de algumas criticas, tem aparentemente tido sucesso. É um modelo em que existe uma gestão mais próxima, mais micro, não necessariamente de um "colégio ou universidade privado", obedecendo a directivas gerais do Estado. Uma espécie de "coperativa de ensino". Muito "social democrata".

Outra das propostas de David Cameron é permitir que certas escolas instituam mais um dia, dando aulas aos sábados para ajudar a recuperar as crianças com mais dificuldades. Esta medida, de acordo com um artigo do The Guardian, pode ajudar a harmonizar e igualizar o nível de escolaridade. Além de que, pode permitir incentivar os professores: quer do ponto de vista pedagógico, quer financeiro, pois estão previstos incentivos.

Neste discurso, em Novembro passado, Michael Gove, o homem que muito provavelmente será o responsável pela pasta da Educação, realçou que "conhecimento é poder", por isso defende mais um dia de escola para garantir que as crianças aprendem mais e melhor. É uma proposta que também está a ser implementada no novo programa de Educação do presidente Obama, nos EUA.

O objectivo é que as escolas sejam capazes de organizar os seus horários por forma a oferecer às crianças oriundas de meios mais desfavorecidos mais oportunidades de poderem recuperar. Por isso é preciso existir maior flexibilidade de horários e mais possibilidades de premiar adequadamente os professores.

É um modelo muito diferente do que tem sido adoptado nos últimos anos, nomeadamente em Portugal, em que se diminuiu a carga horária dos alunos, se eliminou exames, reprovações, se centralizou métodos e orientações, não premiando professores e subordinando a Educação a sindicatos destrutivos e ultrapassados.

Este novo modelo (que tem muito pouco de "conservador") deve ser acompanhado e seguido com atenção. E experimentado.

5 de maio de 2010

lisboa, 5 de maio de 2010











Feira do Livro renovada, atraente, melhor que noutros anos.

Pavilhão dos Desportos abandonado, em ruína, pior que noutros anos.

Exposição conjunta, na Sala do Veado do Museu Nacional de História Natural, de Teresa Almeida e Silva e de Américo Filipe excelente. Talvez a sua melhor. Os dois tão atraentemente diferentes.

cool, very cool


Sean Connery & Aston Martin in Goldfinger (1964, Guy Hamilton)

"With most women his manner was a mixture of taciturnity and passion. The lengthy approaches to a seduction bored him almost as much as the subsequent mess of disentanglement. He found something grisly in the inevitability of the pattern of each affair. The conventional parabola - sentiment, the touch of the hand, the kiss, the passionate kiss, the feel of the body, the climax in the bed, then more bed, then less bed, then the boredom, the tears and the final bitterness was to him shameful and hypocritical. Even more he shunned the mise en scene for each of those acts in the play — the meeting at a party, the restaurant, the taxi, his flat, her flat, then the week-end by the sea, then the flats again, then the furtive alibis and the final angry farewell on some doorstep in the rain." 
Ian Fleming

CARM


Um dos vinhos a que tenho recorrido ũltimamente é este CARM - reserva 2007.

É excelente a relação qualidade/preço, pois é um vinho bem feito, moderno, seguro, ideal para quem quer beber um bom vinho a menos de 10 euros. É feito a partir das castas Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional, 1/3 estagiou em barricas de madeira americana e 2/3 em francesa.

É um vinho de cor escura e aroma intenso que conquista logo ao primeiro contacto. O de ontem acompanhou e bem um rolo de vaca com courgettes e beringelas gratinadas. Foi uma elemento essencial num jantar cúmplice a dois.