31 de julho de 2010

Bologna

                  


                                    











                                      



     

30 de julho de 2010

Monocle Mediterraneo



Saiu hoje uma Monocle diferente. Chama-se Monocle Mediterraneotem um formato maior, o que funciona muito bem e os habituais conteúdos excelentes. O estilo de vida no Verão é um tema chave e a nova publicação é "a completely sun, water, tanning oil and sweat-friendly print media project", conforme se lê logo no início. Por isso, a ideia de uma publicação tipo jornal, em que o papel pode ficar molhado e ser seco sem ficar estragada, é genial, conseguindo um envolvimento táctil que não acontece na edição habitual. A que acresce um tom mais Verão, mais light, mais descontraído.

Uma agradável surpresa que, em termos empresariais, me parece inteligente, inovadora e eficaz.

Batota


Nas leituras recentes, um dos debates que achei mais curioso é aquele a que o The New York Times chama de epidemia de fazer batota. A discussão refere-se ao ensino e à sociedade norte-americanas, mas é perfeitamente aplicável a Portugal.
O mote da discussão foi um estudo recente de estudantes do ensino médio realizado por pesquisadores da Universidade de Nebraska-Lincoln que constatou que a maioria dos alunos está envolvida em comportamentos que podem ser considerados de engano.

Como em tudo, procurou-se uma explicação para tal fenómeno, que passou as marcas do razoável. Copiar sempre foi uma tentação e uma prática, mas há a sensação que os limites foram ultrapassados. 

Na discussão, há quem culpe a internet como se pode ler aqui, uma vez que incentiva uma cultura de partilha de ideias, por vezes desmesurada e sem regras, em que se usurpa, copia e "bloga" artigos, fotografias e ideias de outros. 
Pode ser que sim, que a internet seja uma das responsáveis, mas em geral reconhece-se e aceita-se pacificamente, que o "bloguing" pressupõe uma partilha de pensamentos de outras pessoas (como eu estou a fazer agora), mas com respeito pelas fontes e sempre balizado por regras de conduta e valores correctos.  
No entanto, com tantas formas diferentes de partilhar a ter lugar na web, é possível que os alunos (e não só..)  possam ficar confusos sobre as verdadeiras regras e que o engano, através da partilha seja cada vez mais uma habilidade de sobrevivência neste novo mundo, em que o conhecimento não é absorvido e interpretado, e simplesmente utilizado e divulgado.

há também quem critique a maneira como as escolas públicas (americanas, no caso, mas aplicável às nossas ...) trabalham, imperando uma forte dependência de testes e regras padrão, concluindo que fazer batota é menos comum nas salas de aula onde a aprendizagem é verdadeiramente envolvente, onde cada aluno vê os outros como recursos e incentivos e não como rivais, e onde a exploração e defesa das ideias não foi eclipsada por um ênfase no isolamento e no pensamento generalizado, comum e massificado que esteja em vigor. 

Uma outra explicação pode pura e simplesmente ser a de que nas mais variadas áreas da sociedade, da política, do mundo empresarial, do ensino, da advocacia, fazer batota é a solução. A cunha, o pedido, o truque, o expediente fácil é o caminho mais rápido para se conseguir. Quantas histórias não ouvimos nos últimos tempos sobre "batotas"...

Seja qual for a razão, o mais importante parece ser criar cursos, curricula e programas criativos e estimulantes e não permitir situações que incentivem os alunos a enganar e fazer batota, nem criar os ambientes onde esse tipo de comportamentos se desenvolvam.
E o "padrão" e o exemplo indiscutivelmente encorajam este comportamento de batota.

Claro que nada resultará se se continuar a assistir à batota generalizada na sociedade.

Foto daqui

27 de julho de 2010

The Mast Brothers Chocolate



Notícias de Portugal



Mesmo em férias e bem longe, acabo por saber que, de acordo com o último Boletim de Execução Orçamental respeitante ao 1º Semestre de 2010, a austeridade não chegou a Portugal e o Estado e o Governo continuam a gastar muito acima do racional.
De acordo com esse documento, que creio "insuspeito", o défice do país, até Junho, atingiu uns surpreendentes 7,8 mil milhões de euros, representando um descarado agravamento de 500 milhões de euros (!!) face aos valores do 1º Semestre de 2009.
E só não foi pior porque, graças à enorme imaginação, talento e rigor técnico dos nossos governantes, verificou-se um aumento de 6% na receita dos impostos, demonstrando que, como de costume, são os impostos a pagar os aumentos da despesa corrente.
Em suma, o povo é que paga e a austeridade é só para alguns. O Ministério das Finanças não cumpre as suas funções, mas continuamos todos complacentemente resignados.

Ao mesmo tempo percebemos que os absurdos jurídicos mantém-se. Inocentam-se culpados poderosos e condenam-se fracos incumpridores. Os atrasos perpetuam-se. Os escândalos financeiros são silenciados. O tráfego de influências arrasa quem ouse reagir, e o país, dominado há anos e anos por uma elite complexada, inerte e demagoga, acaba por reagir com algum (pouco) entusiasmo às propostas do (parece cada mais evidente) próximo PM.


Políticos preocupados, comentadores habituais, aprendizes de políticos e politógolos, todos não resistiram a comentar o esboço de projecto de revisão constitucional do PSD.
Sabe-se ainda pouco, e de forma avulsa e desgarrada, mas já muito se opinou. Bem português...
A forma como foi apresentado o esboço de projecto, com notícias avulsas, muitas mal explicadas e apresentadas, originou um debate vivo, mas em geral pouco interessante e produtivo.

Um projecto de revisão constitucional deve primeiro gerar debate, controvérsia e impulso, mas depois é obrigatório o consenso, partidário e na sociedade. Ainda estamos na primeira fase...

O primeiro mérito do projecto de revisão constitucional do PSD é o de ter colocado à discussão diversas questões, algumas delicadas, não tendo medo de ser politicamente incómodo. Era mais fácil, não o fazer agora, ficar calado, "fingir de morto" e depois das eleições eventualmente com maioria apresentar as propostas. Passos Coelho surpreendeu, surpreendeu-me, e arriscou. O que é positivo.
O segundo mérito é a lançar a discussão sobre o que podemos esperar do chamado Estado Social. Vale a pena manter o mesmo modelo, para mim caduco, ou reinventar um modelo inspirado noutros casos de sucesso. A discussão é complexa, mas importante, ideológica, política e socialmente.
O terceiro mérito é abordar a reforma do sistema político. Faltam alguns temas que talvez fossem mais importantes, como a reforma das eleições permitindo candidaturas independentes e novas formas de aproximação dos cidadãos à política, já para não falar no tema central da Justiça, que continua a ser um motivo de atraso e desenvolvimento do país, além de que algumas propostas parecem contraditórias, mas abordar o tema é uma pedrada no marasmo político-ideológico que se tem vivido na última década. E isso é excelente

No meio de tanta demagogia, impreparação, complexos e receios, e com uma situação económica e financeira tão desastrosa, apresentar uma proposta de revisão constitucional é um bom sinal. Digam o que disserem. Ainda falta muito, para, pessoalmente, ficar convencido da bondade, consistência, coragem e competência de Passos Coelho e deste PSD, mas este passo foi, indiscutivelmente, um passo em frente.


E mesmo em férias (ou talvez por isso) sabe bem.


26 de julho de 2010

...

Um inesquecível vitello tonnato





Fantástico almoço de Verão com um inesquecível vitelo tonnato. Sou fã há anos deste prato aparentemente contraditório, mas que é perfeito nesta altura do ano. Basicamente é carne assada regada com sumo de limão à qual se acrescenta um molho de maionese, atum e alcaparras. Este surpreendeu pela quantidade invulgar de alcaparras que lhe deram um sabor único.
A acompanhar um delicado Ursaria, de 2003, um tinto volumoso e perfurmado de Peppe Zullo, de Puglia, feito a partir de castas tipicamente italianas como a tuccanese.

25 de julho de 2010

Vintage Posters

1900
1900
1916
1926
1929
1930
1935
1930
1947
1959
1993


Sabendo do meu gosto por publicidade e posters antigos, um amigo italiano ofereceu-me um colecção fantástica de posters de Itália, alguns verdadeiras relíquias, que entusiasmado partilho... Belissimo!!

23 de julho de 2010

The Bourne Ultimatum


Noite fria na Quinta das Conchas aquecida pelo melhor Bourne da triologia. Regresso com orgulho e prazer a um sítio onde fui feliz.  Muito foi preciso para que hoje exista esta realidade. E é impossível  não sentir uma doce nostalgia ao lembrar como tudo começou e o que teve de se fazer para que hoje sejá possível ver cinema ao ar livre num parque público de Lisboa.
Ao ouvir a música final de Moby, fico com vontade de assistir a novas aventuras e confrontos excitantes de Jason Bourne. Noutros locais, com diferentes intervenientes, com novos antagonistas e adversários. Há quem diga que a saga não acabou, pode ser que tenha sorte.

21 de julho de 2010

Altas Quintas





O Altas Quintas branco 2008 tem como base sobretudo a casta Verdelho e um pouco de Arinto, Tem cor dourada e aromas muito tropicais a fruta e madeira, um vinho delicado mas com boa complexidade e profundidade.

É o topo de gama deste produtor e corresponde totalmente. Tem qualidade e é diferente, fugindo aos aromas e sabores habituais. E o preço abaixo dos 15€ faz dele uma excelente opção, perfeito para agora no Verão acompanhar um peixe grelhado, uns biqueirões ou uns carapaus alimados.

Apetece


19 de julho de 2010

Um rumo certo

Um dos maiores problemas do nosso país e que tem sido responsável pela pouca produtividade, desânimo crescente, desconfiança gradual e falta de um rumo mobilizador é a ilusão que vem sendo alimentada há muito anos de uma realidade que não existe.
Os subsídios, os incentivos, as cedências e a mentira de quem nos governa têm contribuído para que o país viva numa ilusão.

Portugal precisa urgentemente de lucidez, franqueza, verdade, oragem, autoridade. E cresce o sentimento que os partidos políticos já não resolvem nada.

Têm sido muitas as vozes que, nos últimos tempos, têm falado na necessidade de parar para pensar, definir estratégias exequíveis comuns, mobilizar vários sectores da sociedade e enfrentar de frente a crise, que é estrutural. Pedro Santana Lopes, Hernani Lopes, Rui Vilar, António Barreto, Alexandre Soares dos Santos, têm sido alguns  a falar na necessidade de, sob a égide do Presidente da República, sentar à mesma mesa governo, partidos políticos, empresários, sindicatos e outras entidades representativas da sociedade civil para se chegar a um acordo.

Não adianta continuarmos a ignorar a verdade e perdermo-nos em discussões  sob as mudanças a introduzir no sistema político,  reforçando poderes de alguns órgãos de soberania, ou sob que grandes projectos são para fazer ou para adiar. É imperativo que se fale verdade para que as pessoas entendam o que se está a passar, que a situação é muito grave e percebam o que é preciso fazer.

Precisamos de uma liderança que reponha a verdade, deixe de discutir o acessório e mobilize um rumo certo e comum.

Polaroid SX-70






Fantástico spot realizado por Charles e Ray Heames, com música de Elmer Bernstein.
Estilo, design, bom gosto, qualidade, alguma nostalgia e muita inspiração.

13 de julho de 2010

Mercearias


Os meus amigos sabem o quanto gosto de Itália e de comida italiana. 
Assim, na próxima quinta-feira, dia 15 de Julho, a partir das 19h00, no dia em que a Mercearia Criativa  faz dois meses, decidi experimentar duas receitas feitas pelo Chef Augusto Gemelli.

O Chef italiano, que adora Lisboa, irá fazer e dar a provar flores de courgette recheadas com requeijão e pesto de hortelã e também flores de abóbora em tempura de caril.
Estou curioso e expectante por múltiplas razões.
 

3 de julho de 2010

Cine Conchas 2010

Verona

Kisumu

Rio de Janeiro

Paris

Melbourne

Viena

Quinta das Conchas, Lisboa (foto Mr. Steed)

Pelo terceiro ano consecutivo, o CineConchas irá animar as noites de Julho, na Quinta das Conchas, ao Lumiar, em Lisboa. Cinema ao ar-livre, com entrada gratuita, todas as 5ª, 6ª e Sábados, às 21h45, com uma programação diversificada. Os filmes deste ano são: “Quem Quer Ser Bilionário?”, “Vertigo”, “Amadeus”, “Crepúsculo”, "O Segredo dos Punhais Voadores", “A Princesa e o Sapo”, “Up – Altamente”, “Ultimato”, “Volver”, “New York, I Love You”, “Invictus”, e “Bem vindo ao Norte".

O evento decorre na lindíssima Quinta das Conchas, em Lisboa (Metro linha amarela – Quinta das Conchas), um parque urbano de enorme qualidade onde será montado um ecrã de 12x5m e uma plateia de 600 lugares. Quem preferir, pode ver os filmes sentado ou deitado na relva.

Em 2008, em 6 sessões, contaram-se 2600 espectadores e em 2009 em 12 sessões, 8650 espectadores. Este ano se o tempo ajudar o sucesso ainda será maior. E tudo leva a crer que sim.

É um privilégio Lisboa dispor de uma iniciativa deste género. Temos um clima fantástico, jardins e praças lindissimas, uma luz e uma lua que no Verão parecem únicas, mas temos poucos eventos ao ar livre, tirando os festivais de música moderna. O Cine Conchas é uma pedrada no charco, é um exemplo positivo, além do mais porque é organizado por um movimento cívico e por uma instituição privada de solidariedade social, com diversos apoios publicos e privados.

O cinema ao ar livre é uma experiência apaixonante. Adoro cinema e o escuro de uma sala. Mas olhar o céu enquanto passa o filme e por segundos esquecermos onde estamos é qualquer coisa de mágico. Que vale a pena sentir.