28 de setembro de 2010

Risotto de bacalhau com flores de courgette


Para experimentar um branco para a MC, fiz um risotto de bacalhau com flores de courgette.
Preparei um caldo simples e reservei, depois alourei duas cebolas e um dente de alho em azeite, juntei o arroz, deixei uns minutos, mexendo e comecei a deitar o caldo. Mais tarde juntei o bacalhau e só quase nos fim as flores de courgette. Temperei de sal e pimenta moída na hora e reguei com mais azeite. Antes de servir polvilhei com salsa picada.
Foi excelente para acompanhar (ou terá sido o inverso...) uma garrafa de Quinta das Carrafouchas, um vinho da região de Lisboa, recomendado por mão amiga e que surpreendeu.


24 de setembro de 2010

O Fotógrafo



André Boto, 25 anos, natural de Lagos,  Fotógrafo Europeu do Ano, pela Federação Europeia de Fotógrafos.


20 de setembro de 2010

CinéBus




talvez um dia tenha uma Bedford destas (que em 1967 eram utilizadas para cinema itenerante) adaptá-la e durante uns tempos andar por aí.

Glória



Com barba de 15 dias, decido ir a um pequeno barbeiro no nº 71 da Rua da Glória, bem perto do abandonado Ritz Club. Experiência fantástica com o Sr. Miguel, barbeiro há mais de 60 anos. Pelas suas mãos passaram em Santarém e em Lisboa, ao longo de uma vida, muitos homens e também muitas senhoras. Teve momentos de sucesso e de glória. Fala com orgulho dos cortes "à Beatriz Costa" em que era especialista. Hoje trabalha com o filho, que também seguiu o mesmo caminho. Mas disse-me que o especialista em barbas era ele. Entreguei-me tranquilamente nas suas mãos. 

Foi um momento que não vou esquecer.

Fotografias de 1898-1908 do Arquivo Municipal de Lisboa

16 de setembro de 2010

Em estudo

A história conta-se em meia dúzia de linhas: 

1. Alguém resolve fazer obras sem licença num prédio da Rua de S. José onde está situada  a fantástica Drogaria Oliveirense que existe desde 1895. 
2. O presidente da Junta de Freguesia da Lapa, denuncia a realização das obras ilegais.
3. A presidente em exercício da CML, Helena Roseta, que detém o pelouro da Habitação, embarga a obra.
5. O imóvel aguarda classificação municipal desde 2008, por iniciativa dos Cidadãos por Lisboa, de Helena Roseta, que propuseram que fosse feito o levantamento das lojas de comércio tradicional para as incluir na carta do Inventário Municipal de Património e eventualmente abrir um processo de classificação.
6. Pediam, ainda, que fossem estudados apoios.

Conclusão: a proposta de 2008, de extrema necessidade e validade, ficou a "marinar" com responsabilidades acrescidas para quem depois de a propor, nada fez, mesmo detendo o pelouro da habitação. Mas o destino é cruel: foi a quem propôs e nada fez, que coube fazer o embargo.
Como é que se sentirá hoje Helena Roseta?
Seguramente bem e de consciência tranquila pelas palavras que terá dito no momento do embargo: “Não deitem abaixo os interiores destas lojas, que são fantásticos”.

Muito típico desta geração de políticos palavrosos, diletantes, sonhadores, proponentes, mas completamente ineficazes. Onde está o famoso Plano Local de Habitação? Onde está a política de apoio aos jovens? Onde está o levantamento e o estudo das lojas tradicionais? Onde está o novo Plano Director Municipal?

Em estudo, claro. Profundo e amplamente participado, seguramente.

10 de setembro de 2010

a gente ouve isto e não se afoba mesmo

Sem novidade



Este quadro, retirado deste relatório do Fórum Económico Mundial, segundo o qual Portugal desceu este ano três lugares no ranking de competitividade, passando para a 46ª posição, mostra o que se sabe há muito:


- B
urocracia ineficiente do Estado;
- Restritivas leis laborais;
- Instabilidade política;
- Impostos.

O tempo passa, as explicações sucedem-se, mas continuamos sem resolver estes problemas estruturais crónicos que nos enfraquecem e que as crises internacionais pioram.

5 de setembro de 2010

Ahmad




O nome diz tudo


Procurando novos óculos, descobri estes da Urban Spectacles, uma empresa de Chicago especializada em armações de madeira de extremo bom gosto. O nome diz tudo.

Falta de Autoridade

A área metropolitana de Lisboa continua sem uma articulação conjunta, programada e eficaz, ao nível dos transportes.
Há anos e anos que se fala na necessidade de criação de uma Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa (AMTL), que para qualquer leigo, seria a coisa mais natural do mundo, mas o que é certo é que ela ainda não existe. Não existe, pois, uma estratégia comum de definição da rede de transportes numa área que abrange os municípios de Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira. No essencial, cada um pensa por si e conta com o poder central.

Sabendo que Lisboa perdeu milhares de habitantes na última década, que Sintra aumentou exponencialmente esse número, que há milhares de pessoas que circulam diariamente, no concelho, e na área metropolitana, de umas cidades para outras, como é que os presidentes de câmara não se conseguem sentar  à mesma mesa para falar? Para articular obras, para complementar a oferta de transportes, horários, preços?
Não dá para acreditar! O argumento, dizem, é a habitual falta de dinheiro, que serve para explicar tudo. Pois a "entidade" a criar em vez de sempre simples e eficaz, é "uma estrutura" que precisa de dinheiro...
Assim, na zona mais desenvolvida e com mais população do País, os responsáveis máximos pelo poder autárquico não conseguem entender-se e trabalhar para o bem comum, em termos de transportes, precisando de dinheiro e do poder central.

Fico curioso em saber como se conseguirá atrair jovens para a capital do País, invertendo o trágico êxodo que se tem verificado na última década, se nem isto se consegue.

3 de setembro de 2010

Tasca da Esquina

Há dias, fui finalmente à Tasca da Esquina de Victor Sobral. Dia de sol, bastante quente, eléctrico fresco da Rua da Conceição até Campo de Ourique, paragem à porta.

Atendimento simpático, afável, educado. Decoração a condizer. Sóbria, com bom gosto, atraente, convidativa.
Comida excelente. Começando pelos petiscos: cogumelos gratinados com hortelã, tostas de porco preto (excelentes), fígados de aves com escabeche e pera (fantásticos). Depois, o prato do dia: filetes com arroz de coentros. Os filetes muito bons, bem temperados, leves. O arroz gosto mais "castiço", mas saboroso.
Vinho a copo de Paulo Laureano especialmente para o Chef. O branco (2007) muito bom e o tinto (2006) ainda melhor.
Como habitualmente, não houve sobremesa e apenas café. Bom, quente, aromático.

Foi a primeira vez que fui à Tasca. Desta vez desafiado por uma dos mentores do projecto. Tinha, por muitas razões, uma certa resistência. Confesso que fiquei rendido. O conceito desta Tasca é excelente e a comida óptima, a bom preço.
O regresso foi a pé pelas ruas de Campo de Ourique e Estrela satisfeito e com vontade de repetir a experiência.

2 de setembro de 2010

Fernandes

Precisei de comprar papel craft e fui à Papelaria Fernandes na Rua  da Prata. Está em fase de encerramento, com um ar decrepito, os funcionários a arrastarem-se, pouquíssimo material disponível. Não sei as razões para este final, infelizmente já esperado, mas não deixa de fazer impressão.

Habituei-me a ir à Fernandes comprar blocos, lápis, tinta para as canetas. Mas há muito anos que, depois de entrar, sentia um desconsolo enorme. Estava ultrapassada. Sem alma. Nem os imprescindíveis Moleskine se conseguia encontrar. Antes da Fernandes, ía à Emílio Braga, na Av. de Roma, cujos cadernos ainda hoje procuro. Sempre tomei muitas notas. Projectos, ideias, lembretes. Hoje escrevo no Iphone. É o progresso. Mas sinto, muitas vezes, falta dos blocos, do cheiro a papel, dos lápis a carvão, do tratamento personalizado. Que há muito se perdeu neste tipo de lojas.

O fim da Papelaria Fernandes é o fim de uma época. Fica a memória de uma papelaria há muito ultrapassada, que nos últimos anos cresceu de forma avulsa em Centros Comerciais, mas que apesar de tudo trazia sempre boas lembranças e que nos remetia para um tempo bom.

Não sei onde a partir de agora irei comprar papel craft ou blocos de apontamentos. É que o local onde compramos certas coisas é tão importante.