20 de outubro de 2011

Resultados

Uma das propostas que está em cima da mesa em Chicago, nos Estados Unidos, é a cobrança de uma taxa extra  de 2 dólares designada por congestion fee”  para todos os que quiserem estacionar no centro da cidade, destinando-se essa taxa especificamente a contribuir para a construção da nova estação de comboios e a nova linha de autocarros rápidos da cidade.

Essa taxa será adicional relativamente à existente. Prevendo-se que totalize 28 milhões de dólares. 

Numa altura em que falamos de tantas taxas extras e tantos impostos extra, bem como de menos deduções e menos privilégios, esta proposta apresentada pelo Mayor de Chicago e que será votada em breve, é um bom exemplo de aplicação de receitas e de apresentação de resultados pré-definidos.

Dir-se-à que devia ser sempre assim. Pois devia, mas não é.
Em Lisboa, a EMEL (a quem cabe gerir o estacionamento na capital) aumentou as tarifas de uma forma brutal, taxando as chamadas zonas vermelhas com valores elevadíssimos. Em teoria até se percebe. Menos transito no cento da cidade, menos poluição, melhor qualidade do ar, melhor qualidade de vida.

Segundo o relatório e contas de 2010 da EMEL, os lisboetas pagaram o ano passado um total de 23 milhões de euros - mais 16,8% que em 2009 - à conta de parques e lugares de estacionamento que a empresa gere.

Não obstante esse aumento, o passivo da empresa é de quase 27 milhões de euros, tendo mesmo aumentado 3,3 milhões face ao ano anterior. E à semelhança do que acontece em tantos outros casos, também a EMEL gastou 7,8 milhões de euros em salários e outras despesas com pessoal, o que representa um aumento de 8,2% em relação a 2009. 

Ou seja, não só não há aplicação concreta das taxas cobradas em projectos que melhorem a cidade e a vida dos cidadãos, como essas taxas se destinam a suportar a "máquina".E no meio disto nem sequer se pode dizer que o transito esteja melhor.
Dito de outra forma não há resultados. Nenhuns.

18 de outubro de 2011

Scars and Glasses

The slammin' doors, then tail lights fade
No you don't have to ask me
I'll stay
More a state of bodily art
Than actual heart-to-heart

And now, my strongest force of habit
My favourite game, my wrecking ball is you
So why stay clear?
And your frozen words, my heart attack
The sleepless nights our lips cracked
I don't mind
When you're all here

Tomorrow came, and then went again
Left scars and glasses and a little
Change of name
And the world I see now is open wide
For anything that's true to you



14 de outubro de 2011

That's life!

Por uma coincidência astral, a OCDE lançou ontem um relatório intitulado How’s Life? Measuring well-being, que apresenta um retrato dos países baseado num "indicador de felicidade”. 

How’s Life? considera a avaliação de onze factores: rendimento, saúde, ambiente, sentido de comunidade, habitação, segurança, emprego, educação, governo, equilíbrio entre vida profissional e vida familiar, satisfação geral. 

Nós, os portugueses, ficamos em 38º lugar entre 40 países, depois de nós só os chineses e os húngaros, e, sem grandes surpresas, revelamo-nos infelizes, desconfiados, endividados, desempregados ou ganhando pouco e com pouco tempo para o convívio com os amigos.

Nem podia ser de outra forma, ou talvez ainda pudesse ser pior... é que ainda não sabíamos que aqueles que tiveram por missão zelar por nós e gerir o nosso país nos enganaram e enganaram a quem pediram ajuda e que o desvio na execução orçamental de 2011 face ao que estava previsto no memorando com a troika será superior a 3000 milhões de euros.

Pois é, e sem apurar responsabilidades a ninguém!

That's life! 

6 de outubro de 2011

Think Different


pensar diferentemente,
criar incansavelmente novos símbolos e novas referências,
ser inovador, corajoso, confiante, criativo,
fazer com que a vida seja mais interessante, global, ligada e divertida.