24 de janeiro de 2012

Frederico II

Frederico II da Prússia.
1743, óleo sobre tela, 234 x 161 cm 
Hermitage, São Petersburgo, Rússia  
Quadro de Antoine Pesne (1683-1757) que é um dos poucos para os quais o rei da Prússia consentiu pousar



O mais célebre rei prussiano, Frederico II, nasceu a 24 de janeiro de 1712 em Berlim e morreu em Potsdam, a 17 de agosto  de 1786. Os seus súbditos alcunhavam-no de Alter Fritz (o velho Fritz) de forma carinhosa e a História conferiu-lhe o cognome de "O Grande“ ou "O Único". Era filho do rei Frederico Guilherme I, foi um hábil guerreiro e um grande administrador, tendo contribuido em muito para criar a grandeza da Prússia. 

Conhecido como um amante da música, arte e literatura francesa, culto, grande colecionador de arte francesa, escritor. Deixou memórias em francês. Conseguiu sintetizar as tradições da Prússia e o espírito das luzes. Homem de Estado mas também compositor e escritor, construiu a sua própria imagem de déspota esclarecido e fez de Berlim uma das capitais das luzes. 

Amigo pessoal de Voltaire, atraiu à sua corte cientistas e escritores e mandou construir o palácio de Sans-Souci, de estilo rococó francês. A correspondência trocada entre Frederico e Voltaire ao longo de 50 anos, está marcada por uma fascinação intelectual mútua.
Frederico II centralizou o poder e elaborou um código de leis para todo o reino que eliminava legislações locais. Durante o seu reinado entrou em vigor um código do processo civil, que tornava o poder judiciário independente do executivo e foi criado o código civil, que vigorou mais de 100 anos.

Para ele, o objetivo do governo era o bem comum, a preocupação com os interesses, a felicidade e o bem estar do povo. Via no bem-estar de seus súbditos o requisito fundamental para o fortalecimento do Estado. 

Manteve um Estado forte só possível com a aliança entre a monarquia e a nobreza e também pelo facto de ter ao seu serviço um poderoso exército. Usou os novos impostos sobre o café e o tabaco para financiar a banca de Berlim.

Promoveu reformas, como a abolição da tortura (influenciado pelas críticas de Montesquieu aos métodos de interrogatório), fundou escolas elementares, desenvolveu a instrução pública e decretou a tolerância religiosa. Considerado um humanista, criou a Academia das Ciências de Berlim.

Acolheu refugiados franceses que escapavam de perseguições religiosas e que levaram para a Prússia capitais e técnicas, promovendo o desenvolvimento na agricultura, no comércio e nas manufaturas, o que aumentou as rendas do Estado. O comércio foi muito favorecido pela construção de canais e pelos tratados comerciais com a França. Procurou desenvolver ainda mais a indústria e o comércio, sem muito êxito, devido à persistência dos grandes latifúndios da nobreza e à fraqueza da burguesia prussiana.

Frederico II também foi capaz de transformar a Prússia numa potência económica, colocando-a entre as principais potências da Europa, na época.

Apesar de nunca ter abandonado o seu amor às artes, tornou-se um grande líder militar e um excelente estratega que tinha a habilidade de impedir que as forças opositoras se unissem contra ele.

Este ano, comemora-se o tricentenário do seu nascimento, e estão previstas em Berlim, várias iniciativas de homenagem a esta fascinante personagem da História

(aqui um curioso artigo)

6 de janeiro de 2012

De repente, leio e concordo








"A ética é estar à altura do que nos acontece"
# Gilles Deleuze
# 05.01.12
@ Metro - Parque
Lisboa

3 de janeiro de 2012

Boss


Fantástica série que passa actualmente na TVSeries, com o notável Kelsey Grammer no papel de um calculista mayor de Chicago, que gere como quer os seus peões e se mexe na perfeição no jogo político, com o necessário cinismo, mas que descobre que sofre de uma doença neurológica degenerativa que pode pôr em causa a sua capacidade de trabalhar e, até, de falar.

Uma série que nos recorda que, para além da actuação pública de um político, existe a sua intimidade e privacidade, mesmo que muitas vezes (como é o caso) essa privacidade seja um elemento essencial da sua intervenção política. Na realidade, a utilização da família como componente da dinâmica de credibilização pública, sendo importante, não deve ser ultrapassada. Essa fronteira é de muito difícil definição e em Boss percebe-se isso de forma magistral.