28 de fevereiro de 2012

Envelhecimento Activo

Os Censos de 2011 mostram que existem em Portugal 2,023 milhões de pessoas com 65 ou mais anos, o que corresponde a cerca de 19 por cento da população total, um número que aumentou cerca de 19% em dez anos.

Existe uma medicina mais eficaz, melhor habitação, melhor qualidade de vida, maior esperança de vida. Por isso, a tendência é que a população idosa continue a crescer.

No entanto, todos os dias ouvimos noticias de idosos que são encontrados sem vida em casa, conhecemos casos de idosos que são esquecidos pelos seus familiares em lares, hospitais e até mesmo em casa, entregues a si próprios, abandonados. E cada vez mais, também, surgem medidas legislativas que, procurando corrigir situações de acumulações de vencimentos, impedem aqueles com mais experiência, de continuar activos no mercado de trabalho depois de reformados.

Um dos maiores desafios que se põe actualmente à sociedade é contribuir para que as pessoas envelheçam com melhor qualidade, pois os Idosos são úteis, capazes e fazem falta à sociedade.

Uma verdade que muitas sociedades modernas se têm encarregado de negar, promovendo uma ideia negativa em relação à velhice, associando-a  a incapacidade, doença, inutilidade, incompetência, e privilegiando valores como a novidade, a inovação, a mudança, e associando-os sempre à juventude. Porque são os jovens que, à partida, têm mais energia, mais vitalidade, mais facilidade com a informática e as novas tecnologias, são mais interessados no conhecimento, na actualidade.

Mas nem sempre é assim. Em muitos casos, tudo isso existe também naqueles com mais idade, mais experiência, mais vida vivida. Porque não uma avó de portátil Ferrari, blog, vontade de viajar, de conhecer, de saber, de apreender? A energia e vitalidade não são exclusivos da juventude e podem co-existir com o saber acumulado e a experiência da vida dos mais velhos...

A ideia de que o futuro depende dos jovens - o que é, obviamente, verdade - desvaloriza as pessoas mais velhas remetendo-as para pessoas improdutivas que estão a mais, que não são necessárias, olhadas como um fardo social e económico, esquecendo-nos que os jovens de hoje serão os velhos de amanhã e que passarão pela mesma discriminação se, entretanto, não formos capazes de mudar a forma como encaramos o envelhecimento.

2012 é o Ano Europeu do Envelhecimento Activo. Envelhecer com qualidade, significa não apenas viver mais anos com saúde, mas também significa uma participação activa e positiva na sociedade.

Há muito trabalho a fazer para que se alterem certas atitudes discriminatórias e estigmatizantes em relação às pessoas idosas e é preciso que haja vontade política para valorizar o trabalho dos mais velhos, aceitando a aprendizagem ao longo da vida como um activo e encontrando formas que permitam a quem tem saúde e saber poder trabalhar e ser útil à sociedade por mais tempo. A Fundação C. Gulbenkian fará um conjunto de conferências com os melhores especialistas mundiais que seguramente trarão mais luz a este tema.

Mas este é um dos maiores desafios, não apenas da sociedade contemporânea, mas de cada um de nós.

6 de fevereiro de 2012

Fogo!!!!

Ficámos a saber em Fevereiro de 2012, uns escassos 9 meses após a assinatura do acordo com a chamada troika, que o actual lider do Partido Socialista não se revê no acordo, havendo muitos aspectos e obrigações para Portugal com as quais não concorda. E exemplifica com o caso do compromisso de venda da REN.
E surgem as perplexidades:
  • Será que Seguro desconhece a situação em que se encontrava o País, de cócoras e sem dinheiro para pagar salários na administração pública?
  • Será que, apesar desses aspectos, de que discorda, Seguro conseguiria não assinar o acordo?
  • O que pensarão desta opinião Silva Pereira, Vieira da Silva, Carlos Zorrinho, Alberto Martins, Gabriela Canavilhas, Pedro Marques, Helena André, Paulo Campos, António Serrano, António Braga?  É que todos eles hoje são deputados e estiveram no ultimo Governo, que fechou o resgate com a troika, e tal como António José Seguro, candidataram-se a eleições sem criticar a venda da REN.
Por mais que não se queira, há certas coisas que vão acontecendo neste País, que de tão loucas, é impossível não comentar. E ainda se fala no direito adquirido de gozar o Carnaval???

Fogo!!!!