25 de agosto de 2013

Cadê

(...)
Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...


Adriana Calcanhotto, Esquadros

21 de agosto de 2013

Na ausência...


Há um autor de que gosto muito, que numa das suas obras diz, a certa altura, qualquer coisa como "A maior parte das coisas que importam na nossa vida acontece na nossa ausência."

Ciclicamente ao longo da vida, lembro esta frase de Salman Rushdie. E, hoje, quando acordei com os sinos da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, voltei a pensar nela.

Quando a vida nos afasta de algo ou de alguém, quando viajamos, quando mudamos de emprego, quando, mesmo temporariamente, ficamos longe, há sempre algo que acontece. Muitas vezes são coisas boas e até muito boas, por vezes, são situações que entristecem.

As mudanças e consequentes ausências ensinam-nos que o "logo após", o "day after", revela muito, permite que a verdade emerga, que os outros se mostrem e que a luz se torne mais clara. Como quando, sendo míope, esfrego os olhos e por breves segundos pareço ver melhor.

Nos últimos dias vejo melhor. O que neste caso em concreto não sendo motivo para me sentir particularmente feliz, pois a luz revelada, a verdade vinda ao de cima, entristeceu, acaba por ser, no final, no regresso, de enorme importância para, de novo no caminho, prosseguir com mais lucidez e com mais determinação.

Talvez não fosse preciso que as coisas fossem assim e que a ausência trouxesse ao de cima somente coisas boas. Mas, não é assim...

Quem, como é o caso de  Rushdie, vive há mais de 20 anos ameaçado de morte, fugindo de um lugar para outro, ausentando-se permanentemente, sabe com toda a certeza quais as consequências da ausência. Eu tenho aprendido de forma muito mais pacífica o que ela significa, mas cada vez mais sinto que Rushdie tem razão.

5 de agosto de 2013

Em Roma ou Londres ou Paris...



Depois de não ver, até agora, nenhuma proposta com pés e cabeça dos candidatos à CML e apenas generalidades, depois de conhecer as suas equipas e de ter a leve impressão que nenhum dos principais candidatos quer mesmo ser presidente da capital do país, fico com a leve impressão que não vou conseguir votar nas eleições de setembro... Nessa altura, devo estar em Roma, ou Londres ou Paris.
Realmente, Lisboa merece muito muito melhor!